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Enfim, primeiro beijo gay acontecerá na TV

Divulgação/SBT Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:00


A teledramaturgia brasileira começa a semana agitada por conta da esperada cena do beijo entre as personagens Marcela (Luciana Vendramini) na amiga Marina (Giselle Tigre), que será exibida amanhã, na novela do SBT Amor e Revolução.

A emissora de Silvio Santos toma frente no assunto. Há muito tempo, a possibilidade de troca de carícias entre pessoas de mesmo sexo é abordada de forma tímida nas novelas.

Na cena, a advogada Marcela (Luciana Vendramini) toma a iniciativa de beijar a amiga Marina (Giselle Tigre), que diz estar apaixonada por ela. Apesar do burburinho, o autor Tiago Santiago já adiantou que o envolvimento entre as duas vai parar por aí.

Para os críticos, a escolha pelo beijo entre duas mulheres ameniza a bandeira da homossexualidade, já que a cena pode ser traduzida como realizaÇão do fetiche masculino de ver duas mulheres se beijando. Pode, na avaliação dos críticos, chocar menos o público do que ver dois homens juntos, por exemplo.

Para o especialista em estudos de novelas Claudino Mayer, a decisão de levar ao ar a cena depende muito da emissora, e no caso do SBT, a fidelização com o público é menor do que as da Globo e da Record, que ainda optam pela cautela nas demonstrações de afeto, apesar de frequentemente abordar o assunto.

"O compromisso dramatúrgico do SBT com o telespectador não é fixo, pois não tem horários definidos e outras coisas mais. Coisa que a Globo, por exemplo, tem, e precisa pensar melhor na repercussão", explica Mayer.

O alarde ao redor do esperado beijo também seria uma tentativa de alavancar a audiência da novela, que ainda não engrenou e, em alguns momentos, chega a ficar atrás da Bandeirantes.

Para o presidente de honra da ONG Ação Brotar para Cidadania e Diversidade Sexual, Marcelo Gil, a cena pode ter uma grande repercussão positiva , mas ainda decepciona por não ser um beijo entre dois homens. "É normal a existência do fetiche de um homem deitar com duas mulheres. E dois homens? O SBT sempre apoiou as causas ligadas à homossexualidade e isso fortalece a discussão para cada vez mais acabar com o preconceito. Já a Globo, acredito que trabalha a questão fazendo chacota com o público gay. Enquanto a Rede TV! faz polêmica com a realidade", compara Gil.

QUASE
Muitas foram as novelas que tiveram casais gays, mas todas deixaram o público na vontade de ver a cena. Entre alguns casais que podem ser lembrados estão Rafaela (Chistiane Torloni) e Leila Sampaio (Silvia Pfeifer), de Torre de Babel (1998). Rejeitadas pelo público, as personagens morreram durante explosão no shopping, que modificou outros aspectos da trama

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) quebraram regras em Mulheres Apaixonadas (2003), também da Globo, mas o máximo a que se permitiram foi um selinho no último capítulo. Em Senhora do Destino (2004) aconteceram cenas picantes no motel entre as amigas Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges).



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Enfim, primeiro beijo gay acontecerá na TV

Kelly Zucatelli
Do Diário do Grande ABC

10/05/2011 | 07:00


A teledramaturgia brasileira começa a semana agitada por conta da esperada cena do beijo entre as personagens Marcela (Luciana Vendramini) na amiga Marina (Giselle Tigre), que será exibida amanhã, na novela do SBT Amor e Revolução.

A emissora de Silvio Santos toma frente no assunto. Há muito tempo, a possibilidade de troca de carícias entre pessoas de mesmo sexo é abordada de forma tímida nas novelas.

Na cena, a advogada Marcela (Luciana Vendramini) toma a iniciativa de beijar a amiga Marina (Giselle Tigre), que diz estar apaixonada por ela. Apesar do burburinho, o autor Tiago Santiago já adiantou que o envolvimento entre as duas vai parar por aí.

Para os críticos, a escolha pelo beijo entre duas mulheres ameniza a bandeira da homossexualidade, já que a cena pode ser traduzida como realizaÇão do fetiche masculino de ver duas mulheres se beijando. Pode, na avaliação dos críticos, chocar menos o público do que ver dois homens juntos, por exemplo.

Para o especialista em estudos de novelas Claudino Mayer, a decisão de levar ao ar a cena depende muito da emissora, e no caso do SBT, a fidelização com o público é menor do que as da Globo e da Record, que ainda optam pela cautela nas demonstrações de afeto, apesar de frequentemente abordar o assunto.

"O compromisso dramatúrgico do SBT com o telespectador não é fixo, pois não tem horários definidos e outras coisas mais. Coisa que a Globo, por exemplo, tem, e precisa pensar melhor na repercussão", explica Mayer.

O alarde ao redor do esperado beijo também seria uma tentativa de alavancar a audiência da novela, que ainda não engrenou e, em alguns momentos, chega a ficar atrás da Bandeirantes.

Para o presidente de honra da ONG Ação Brotar para Cidadania e Diversidade Sexual, Marcelo Gil, a cena pode ter uma grande repercussão positiva , mas ainda decepciona por não ser um beijo entre dois homens. "É normal a existência do fetiche de um homem deitar com duas mulheres. E dois homens? O SBT sempre apoiou as causas ligadas à homossexualidade e isso fortalece a discussão para cada vez mais acabar com o preconceito. Já a Globo, acredito que trabalha a questão fazendo chacota com o público gay. Enquanto a Rede TV! faz polêmica com a realidade", compara Gil.

QUASE
Muitas foram as novelas que tiveram casais gays, mas todas deixaram o público na vontade de ver a cena. Entre alguns casais que podem ser lembrados estão Rafaela (Chistiane Torloni) e Leila Sampaio (Silvia Pfeifer), de Torre de Babel (1998). Rejeitadas pelo público, as personagens morreram durante explosão no shopping, que modificou outros aspectos da trama

Clara (Alinne Moraes) e Rafaela (Paula Picarelli) quebraram regras em Mulheres Apaixonadas (2003), também da Globo, mas o máximo a que se permitiram foi um selinho no último capítulo. Em Senhora do Destino (2004) aconteceram cenas picantes no motel entre as amigas Eleonora (Mylla Christie) e Jenifer (Bárbara Borges).

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