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Impacto positivo da Lei Seca começa a ser sentido na região


Do Diário OnLine

25/07/2008 | 07:00


Passado um mês desde que a Lei Seca entrou em vigor, as cidades mais populosas do Grande ABC registraram uma tendência de redução no número de vítimas de acidente de trânsito. Ainda é prematuro creditar o fato à nova lei de tolerância zero ao álcool, mas fontes médicas comemoram os dados e acreditam que a iniciativa é um importante passo para uma comprovada diminuição de feridos e mortos.

No PS (Pronto-Socorro) Central de São Bernardo, segundo dados da Secretaria de Saúde, houve uma queda de 12% no volume de atendimentos a vítimas de acidente nos primeiros 15 dias após o decreto da lei. Também foi realizado um comparativo em relação a dois finais de semana - um antes de a lei entrar em vigor e outro depois. Neste caso, a redução no número de vítimas foi de 9,8%.

Já em Santo André, os primeiros dados referentes ao período de vigência da Lei Seca também apontam uma tendência de queda no número de ocorrências do gênero. Nos últimos três finais de semana, a entrada de pacientes entre sexta-feira e domingo no Centro Hospitalar apresentou, em média, uma redução de 40%. Todos os casos relacionados a acidentes de trânsito são encaminhados para lá.

Os dados divulgados por Mauá, por sua vez, dizem respeito aos atendimentos realizados pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência), que não distinguem se as vítimas estão relacionadas a ocorrências com álcool. Ainda assim, houve uma expressiva redução na quantidade de chamados: no mês de junho inteiro foram 95 ocorrências; já no período de um mês compreendido entre 20 de junho (quando a lei entrou em vigor) e 20 de julho foram 52 ocorrências.

O médico Eduardo Grecco, assistente de diretoria do PS de São Bernardo, explica que o curto período de vigência da Lei Seca impede que seja traçado um balanço fidedigno da situação. Mas, segundo ele, "uma coisa é fato: em todos os lugares se ouve falar que o número de ocorrências está realmente diminuindo".

Além do curto período para base de comparação, Grecco atenta para outros fatores que podem interferir nas estatísticas sobre a Lei Seca. O fato de este ser um período de férias escolares e de muitas pessoas deixarem a cidade para passar temporadas em outras localidades, por exemplo, pode levar à redução do número de vítimas.

Independentemente dos resultados, o médico classifica a lei como uma medida "muito positiva". Para ele, "apesar de ser radical, nesse momento foi uma maneira importante de fazer a população se conscientizar sobre o consumo de bebidas alcoólicas. "Como médico, é triste ver tantas pessoas, especialmente jovens, perderem a vida em acidentes de trânsito", comenta.

Outras cidades - Já em São Caetano, a secretária de Saúde, Regina Maura, explicou que os dados referentes ao município poderão ser divulgados com segurança somente depois de passados 90 dias do decreto da lei. "Vamos comparar esses 90 dias com o mesmo período do ano passado, e só então vamos poder dizer se a Lei Seca contribuiu para a redução de vítimas", comentou.

Pelo balanço preliminar divulgado à reportagem com base nas ocorrências do Hospital de Emergências, ainda não é possível constatar uma tendência de redução. "Mas, de qualquer forma, a lei foi uma iniciativa fantástica e já mostra uma redução na gravidade de acidentes", diz Regina.

Já em Ribeirão Pires, ao contrário de São Bernardo, Santo André e Mauá, o número de acidentes de trânsito aumentou. Em todo o mês de junho, foram 20 ocorrências. Já no período de 01 a 23 de julho, foram 29.

Rio Grande da Serra não registrou ocorrências do gênero após a Lei Seca, enquanto Diadema não respondeu ao pedido da reportagem.



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Impacto positivo da Lei Seca começa a ser sentido na região

Do Diário OnLine

25/07/2008 | 07:00


Passado um mês desde que a Lei Seca entrou em vigor, as cidades mais populosas do Grande ABC registraram uma tendência de redução no número de vítimas de acidente de trânsito. Ainda é prematuro creditar o fato à nova lei de tolerância zero ao álcool, mas fontes médicas comemoram os dados e acreditam que a iniciativa é um importante passo para uma comprovada diminuição de feridos e mortos.

No PS (Pronto-Socorro) Central de São Bernardo, segundo dados da Secretaria de Saúde, houve uma queda de 12% no volume de atendimentos a vítimas de acidente nos primeiros 15 dias após o decreto da lei. Também foi realizado um comparativo em relação a dois finais de semana - um antes de a lei entrar em vigor e outro depois. Neste caso, a redução no número de vítimas foi de 9,8%.

Já em Santo André, os primeiros dados referentes ao período de vigência da Lei Seca também apontam uma tendência de queda no número de ocorrências do gênero. Nos últimos três finais de semana, a entrada de pacientes entre sexta-feira e domingo no Centro Hospitalar apresentou, em média, uma redução de 40%. Todos os casos relacionados a acidentes de trânsito são encaminhados para lá.

Os dados divulgados por Mauá, por sua vez, dizem respeito aos atendimentos realizados pelo Samu (Serviço Móvel de Urgência), que não distinguem se as vítimas estão relacionadas a ocorrências com álcool. Ainda assim, houve uma expressiva redução na quantidade de chamados: no mês de junho inteiro foram 95 ocorrências; já no período de um mês compreendido entre 20 de junho (quando a lei entrou em vigor) e 20 de julho foram 52 ocorrências.

O médico Eduardo Grecco, assistente de diretoria do PS de São Bernardo, explica que o curto período de vigência da Lei Seca impede que seja traçado um balanço fidedigno da situação. Mas, segundo ele, "uma coisa é fato: em todos os lugares se ouve falar que o número de ocorrências está realmente diminuindo".

Além do curto período para base de comparação, Grecco atenta para outros fatores que podem interferir nas estatísticas sobre a Lei Seca. O fato de este ser um período de férias escolares e de muitas pessoas deixarem a cidade para passar temporadas em outras localidades, por exemplo, pode levar à redução do número de vítimas.

Independentemente dos resultados, o médico classifica a lei como uma medida "muito positiva". Para ele, "apesar de ser radical, nesse momento foi uma maneira importante de fazer a população se conscientizar sobre o consumo de bebidas alcoólicas. "Como médico, é triste ver tantas pessoas, especialmente jovens, perderem a vida em acidentes de trânsito", comenta.

Outras cidades - Já em São Caetano, a secretária de Saúde, Regina Maura, explicou que os dados referentes ao município poderão ser divulgados com segurança somente depois de passados 90 dias do decreto da lei. "Vamos comparar esses 90 dias com o mesmo período do ano passado, e só então vamos poder dizer se a Lei Seca contribuiu para a redução de vítimas", comentou.

Pelo balanço preliminar divulgado à reportagem com base nas ocorrências do Hospital de Emergências, ainda não é possível constatar uma tendência de redução. "Mas, de qualquer forma, a lei foi uma iniciativa fantástica e já mostra uma redução na gravidade de acidentes", diz Regina.

Já em Ribeirão Pires, ao contrário de São Bernardo, Santo André e Mauá, o número de acidentes de trânsito aumentou. Em todo o mês de junho, foram 20 ocorrências. Já no período de 01 a 23 de julho, foram 29.

Rio Grande da Serra não registrou ocorrências do gênero após a Lei Seca, enquanto Diadema não respondeu ao pedido da reportagem.

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