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Presidente chinês visita França para 'atualizar' relações


Da AFP

25/01/2004 | 18:08


O presidente chinês, Hu Jintao, iniciará nesta segunda-feira uma visita de Estado de quatro dias à França durante a qual tratará de "atualizar" as relações bilaterais, principalmente a associação comercial franco-chinesa de 1997, promovendo uma série de reuniões com autoridades governamentais e empresários.

Neste domingo, véspera da chegada do líder chinês, cerca de 650 dissidentes aproveitaram a proximidade da visita para protestar pelas ruas de Paris contra a presença do presidente asiático em território francês.

Hu, que será acompanhado por sua esposa e vários ministros, vai ser recebido nesta segunda-feira por seu colega francês Jacques Chirac, e será o convidado de honra de um jantar no palácio do Eliseu, a residência presidencial.

A visita do presidente chinês coincide com o 40º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

Na opinião do diretor adjunto encarregado da Europa Ocidental da chancelaria chinesa, Liu Haixing, "os dois países vivem o melhor momento de sua história".

"As convergências entre França e China nunca tinham sido tão fortes", afirmou por sua vez o porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Hervé Ladsous.

"Os dois países reforçaram suas consultas políticas neste últimos anos, e compartilham uma mesma preocupação com o fortalecimento e a renovação do sistema multilateral", explicou.

Ladsous acredita que "se as relações já são particularmente densas no âmbito político e cultural, é conveniente promover esforços suplementares nos setores econômico e industrial".

De fato, a França representa apenas 1,4% das trocas comerciais externas da China. Se a visita do presidente chinês tem um caráter essencialmente político, Paris também espera resultados no âmbito econômico.

Hu também pronunciará na próxima terça-feira um discurso ante a Assembléia Nacional francesa, o que vem motivando os protestos de muitos deputados, que se preocupam com a situação dos direitos humanos no gigante asiático.

Pequim quer mobilizar Paris na sua cruzada contra um referendo previsto para o dia 20 de março em Taiwan, ilha considerada pelo governo chinês como parte integrante de seu território.

A China espera do governo francês "um apoio contra a independência de Taiwan e contra o referendo", declarou Liu.

Hu se reunirá na próxima quarta-feira com representantes da comunidade empresarial, e será recebido em seguida na prefeitura de Paris, almoçará no Senado e visitará a Fundação Charles de Gaulle.

Durante a noite de quarta-feira, será o convidado de honra de um jantar oferecido pelo primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin.

Também serão assinados durante a visita acordos econômicos nos setores audiovisual e da energia atômica, segundo a chancelaria chinesa.

Cerca de 650 integrantes da seita Falungong, segundo a polícia, protestaram neste domingo nas ruas de Paris contra a visita do presidente chinês.

No sábado, cerca de 100 dissidentes também protestaram contra a visita de Hu, enquanto a famosa avenida parisiense dos Champs-Elysées se vestia de vermelho para comemorar em grande pompa o Ano Novo chinês.



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Presidente chinês visita França para 'atualizar' relações

Da AFP

25/01/2004 | 18:08


O presidente chinês, Hu Jintao, iniciará nesta segunda-feira uma visita de Estado de quatro dias à França durante a qual tratará de "atualizar" as relações bilaterais, principalmente a associação comercial franco-chinesa de 1997, promovendo uma série de reuniões com autoridades governamentais e empresários.

Neste domingo, véspera da chegada do líder chinês, cerca de 650 dissidentes aproveitaram a proximidade da visita para protestar pelas ruas de Paris contra a presença do presidente asiático em território francês.

Hu, que será acompanhado por sua esposa e vários ministros, vai ser recebido nesta segunda-feira por seu colega francês Jacques Chirac, e será o convidado de honra de um jantar no palácio do Eliseu, a residência presidencial.

A visita do presidente chinês coincide com o 40º aniversário do estabelecimento de relações diplomáticas entre os dois países.

Na opinião do diretor adjunto encarregado da Europa Ocidental da chancelaria chinesa, Liu Haixing, "os dois países vivem o melhor momento de sua história".

"As convergências entre França e China nunca tinham sido tão fortes", afirmou por sua vez o porta-voz do ministério francês das Relações Exteriores, Hervé Ladsous.

"Os dois países reforçaram suas consultas políticas neste últimos anos, e compartilham uma mesma preocupação com o fortalecimento e a renovação do sistema multilateral", explicou.

Ladsous acredita que "se as relações já são particularmente densas no âmbito político e cultural, é conveniente promover esforços suplementares nos setores econômico e industrial".

De fato, a França representa apenas 1,4% das trocas comerciais externas da China. Se a visita do presidente chinês tem um caráter essencialmente político, Paris também espera resultados no âmbito econômico.

Hu também pronunciará na próxima terça-feira um discurso ante a Assembléia Nacional francesa, o que vem motivando os protestos de muitos deputados, que se preocupam com a situação dos direitos humanos no gigante asiático.

Pequim quer mobilizar Paris na sua cruzada contra um referendo previsto para o dia 20 de março em Taiwan, ilha considerada pelo governo chinês como parte integrante de seu território.

A China espera do governo francês "um apoio contra a independência de Taiwan e contra o referendo", declarou Liu.

Hu se reunirá na próxima quarta-feira com representantes da comunidade empresarial, e será recebido em seguida na prefeitura de Paris, almoçará no Senado e visitará a Fundação Charles de Gaulle.

Durante a noite de quarta-feira, será o convidado de honra de um jantar oferecido pelo primeiro-ministro Jean-Pierre Raffarin.

Também serão assinados durante a visita acordos econômicos nos setores audiovisual e da energia atômica, segundo a chancelaria chinesa.

Cerca de 650 integrantes da seita Falungong, segundo a polícia, protestaram neste domingo nas ruas de Paris contra a visita do presidente chinês.

No sábado, cerca de 100 dissidentes também protestaram contra a visita de Hu, enquanto a famosa avenida parisiense dos Champs-Elysées se vestia de vermelho para comemorar em grande pompa o Ano Novo chinês.

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