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UFABC sinaliza fim
da greve de professores

Docentes aprovaram indicativo para o término conjunto da
greve entre instituições de ensino do País, que dura 105 dias


Natália Fernandjes
Do Diário do Grande ABC

01/09/2012 | 07:00


Apesar de deliberarem, em assembleia realizada ontem, a manutenção da greve que já dura 105 dias, professores da UFABC (Universidade Federal do ABC) aprovaram indicativo ao Andes (Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior) para o encerramento da paralisação de forma conjunta entre as instituições de ensino do País.

Diferentemente do que havia sido observado em assembleias anteriores, a realizada ontem apresentou maior resistência em relação à continuidade da greve - 61 educadores votaram contra a manutenção da paralisação, enquanto 80 sustentaram o movimento e seis se abstiveram da discussão. De acordo com o presidente da Adufabc (Associação dos Docentes da UFABC), Armando Caputi, esse cenário já era esperado e demonstra a avaliação que vem sendo feita em relação ao alto custo da greve para alunos e professores.

Outro ponto que demonstra a vontade de pôr fim ao movimento é a aprovação de início de discussão sobre reposição das aulas perdidas. Foi agendada reunião para segunda-feira entre docentes para debater o tema. Depois disso, o assunto pautará encontro com os alunos e reitoria.

Os professores continuam na luta para que o governo analise contraproposta elaborada pelo Andes, com impacto de R$ 4,2 bilhões em três anos. De acordo com o documento, o piso salarial dos docentes por 20 horas de trabalho seria alterado para R$ 2.018,77, conforme proposta do MEC. No entanto, o percentual dos degraus entre os 13 níveis passaria a ser de 4%, sendo que na tabela do governo, o índice varia de 1% a 12%.

A esperança fica por conta de reunião que será realizada na terça-feira na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados com a presença do ministro da Educação, Aloizio Mercadante, da ministra do Planejamento, Miriam Belchior, e representantes dos sindicatos dos professores. "Há possibilidade de emendas no projeto de lei enviado pelo governo, mas, de qualquer forma, precisamos do diálogo", diz Caputi.

Para o Ministério da Educação, a negociação foi encerrada tendo como base a última proposta apresentada, com oferta de aumento entre 25% e 40% até 2015. O acordo foi assinado apenas com o Proifes (Federação de Sindicatos de Professores de Instituições Federais de Ensino Superior) - representante de sete das 95 instituições de ensino.

UNIFESP

Na Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), a assembleia de ontem teve intuito de avaliar o quadro atual da greve nas universidades federais, explica a presidente da Adunifesp (Associação dos Docentes da Unifesp), Virgínia Junqueira. Segundo ela, novo encontro foi marcado para quarta-feira, quando será cogitada volta ao trabalho.

Técnicos administrativos voltam ao trabalho na segunda-feira

A volta ao trabalho dos cerca de 600 técnicos administrativos da UFABC será na segunda-feira. Os servidores da instituição aprovaram o fim de greve de 81 dias na quinta-feira, uma semana após assinatura de acordo entre Fasubra (Federação de Sindicatos de Trabalhadores Técnico-Administrativos em Instituições de Ensino Superior Públicas do Brasil) e governo.

Foi aceito reajuste de aumento de 15,8% em três anos. O impacto orçamentário será de R$ 2,9 bilhões. Houve promessa de não descontar os dias parados do salário, sob a condição de reposição desse tempo perdido.

Os trabalhadores da UFABC demoraram um pouco mais para sair da greve porque discutem com a reitoria reivindicações internas, como participação maior no conselho superior da instituição de ensino, que hoje tem maioria de professores (75%), diminuição da jornada de 40 para 30 horas semanais, melhores condições de trabalho e pagamento de insalubridade.

A volta ao trabalho dos técnicos garante retorno de alguns serviços para os alunos, como reabertura da biblioteca e ampliação do horário de atendimento nos laboratórios de pesquisa, duas das principais reclamações dos estudantes que continuaram a ir para a universidade durante a paralisação.

A reitoria destaca que houve acordo para que cada ponto da pauta seja discutido com o sindicato em reuniões semanais e que está empreendendo esforços no sentido de atender alguns dos pontos para imediata retomada da missão educativa da universidade.



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