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Amigo de Dirceu, Diniz negociava liberação de emendas



14/02/2004 | 00:34


O ex-subchefe da Assessoria Parlamentar da Presidência da República Waldomiro Diniz é uma figura muito conhecida no Congresso. Seu jeito de se comportar chama a atenção: fala sempre com voz muito baixa e com o rosto colado no interlocutor. O amigo do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, com quem morou em Brasília, cresceu no meio político com a chegada do PT ao governo. No primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa de suas funções, não houve uma votação importante para o governo em que ele não se fizesse presente dentro do plenário, tanto da Câmara quanto do Senado. E participava também das reuniões políticas que antecediam as votações.

Durante o ano e um mês em que serviu ao governo petista, Diniz se fez presente também nas comissões técnicas e nos gabinetes parlamentares, sempre em contato com os deputados e senadores. Uma de suas principais funções era representar o governo nas negociações com parlamentares para a liberação de emendas.

A presença de Waldomiro Diniz no meio político ficou mais ostensiva a partir do governo do presidente Lula, mas desde 1992 ele é figura fácil pelos corredores do Congresso. Naquele ano, integrava uma espécie de tropa de choque da Central Única dos Trabalhadores (CUT) cuja função era dar assessoria à oposição - principalmente ao deputado José Dirceu - durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as ligações entre o ex-presidente Fernando Collor e o empresário Paulo César Farias, o PC. Uma das funções de Diniz era conseguir documentos bancários para municiar Dirceu nas acusações contra Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment.

Ligações - Em 1994, com a eleição do hoje senador Cristovam Buarque (PT) governador de Brasília, Diniz foi nomeado seu assessor parlamentar. Defendeu os interesses do governo de Cristovam dentro da Câmara Legislativa. Mas de vez em quando era visto no Congresso. Em 1999, com a posse de Anthony Garotinho (então no PSB) no governo do Rio de Janeiro, Diniz foi nomeado seu representante em Brasília, uma espécie de secretário de Estado. Depois, acabou se mudando para o Rio para dirigir a Loterj.

As ligações com José Dirceu continuaram existindo mesmo no período em que assessorou Garotinho. No ano passado, depois de ter sido nomeado subchefe da Assessoria Parlamentar da Casa Civil, passou a ter como seu único superior o ministro Dirceu. Aproximaram-se mais, a ponto de Diniz morar durante um tempo na casa de Dirceu.

O vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (SP) resumiu as relações de Diniz com o PT. "Ele tinha proximidade com todos nós, não só com o Dirceu." Amigo do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (SP), também morou em sua casa.



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Amigo de Dirceu, Diniz negociava liberação de emendas


14/02/2004 | 00:34


O ex-subchefe da Assessoria Parlamentar da Presidência da República Waldomiro Diniz é uma figura muito conhecida no Congresso. Seu jeito de se comportar chama a atenção: fala sempre com voz muito baixa e com o rosto colado no interlocutor. O amigo do ministro-chefe da Casa Civil, José Dirceu, com quem morou em Brasília, cresceu no meio político com a chegada do PT ao governo. No primeiro ano do mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por causa de suas funções, não houve uma votação importante para o governo em que ele não se fizesse presente dentro do plenário, tanto da Câmara quanto do Senado. E participava também das reuniões políticas que antecediam as votações.

Durante o ano e um mês em que serviu ao governo petista, Diniz se fez presente também nas comissões técnicas e nos gabinetes parlamentares, sempre em contato com os deputados e senadores. Uma de suas principais funções era representar o governo nas negociações com parlamentares para a liberação de emendas.

A presença de Waldomiro Diniz no meio político ficou mais ostensiva a partir do governo do presidente Lula, mas desde 1992 ele é figura fácil pelos corredores do Congresso. Naquele ano, integrava uma espécie de tropa de choque da Central Única dos Trabalhadores (CUT) cuja função era dar assessoria à oposição - principalmente ao deputado José Dirceu - durante os trabalhos da Comissão Parlamentar de Inquérito que investigou as ligações entre o ex-presidente Fernando Collor e o empresário Paulo César Farias, o PC. Uma das funções de Diniz era conseguir documentos bancários para municiar Dirceu nas acusações contra Fernando Collor de Mello, que sofreu impeachment.

Ligações - Em 1994, com a eleição do hoje senador Cristovam Buarque (PT) governador de Brasília, Diniz foi nomeado seu assessor parlamentar. Defendeu os interesses do governo de Cristovam dentro da Câmara Legislativa. Mas de vez em quando era visto no Congresso. Em 1999, com a posse de Anthony Garotinho (então no PSB) no governo do Rio de Janeiro, Diniz foi nomeado seu representante em Brasília, uma espécie de secretário de Estado. Depois, acabou se mudando para o Rio para dirigir a Loterj.

As ligações com José Dirceu continuaram existindo mesmo no período em que assessorou Garotinho. No ano passado, depois de ter sido nomeado subchefe da Assessoria Parlamentar da Casa Civil, passou a ter como seu único superior o ministro Dirceu. Aproximaram-se mais, a ponto de Diniz morar durante um tempo na casa de Dirceu.

O vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (SP) resumiu as relações de Diniz com o PT. "Ele tinha proximidade com todos nós, não só com o Dirceu." Amigo do presidente da Câmara, João Paulo Cunha (SP), também morou em sua casa.

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