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Genoino: 'Dirceu não tem nada a ver com denúncias'



14/02/2004 | 00:29


O presidente do PT, José Genoino, afirmou nesta sexta-feira que as denúncias de envolvimento do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República Waldomiro Diniz com cobranças de propina são "resquício do tipo de guerra de gravações e escutas que houve na campanha eleitoral de 2002" e "não atingem o governo Lula".

"Não tentem colocar o José Dirceu nessa história. Ele não tem nada com isso, nossa total confiança nele é inabalável", disse Genoino, ao comentar o pronunciamento do líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior, para quem o ministro da Casa Civil deve se afastar do cargo. "Isso é o trabalho do Jutahy como oposição. É importante que ele também esclareça se essas escutas sobre o Waldomiro, que vêm de 2002, não estavam naquele clima da disputa eleitoral do candidato dele, José Serra", afirmou.

A reportagem da revista Época, que trouxe as denúncias, ofuscou a festa de 24 anos do partido. O clima não era de comemoração. "São fatos que aconteceram antes de o governo se instalar, e o governo agiu rápido", insistiu Genoino. "O Waldomiro não é filiado ao PT e os nossos candidatos prestaram contas na Justiça Eleitoral; portanto, o partido está tranqüilo."

Até o dia 23 de janeiro, a subchefia de Assuntos Parlamentares ocupada por Waldomiro estava no organograma da Casa Civil. Somente a partir da reforma anunciada no dia 23 de janeiro ele passou a se reportar ao novo ministério da Coordenação Política, comandado por Aldo Rebelo.

O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, disse que o PT tem "todos os motivos para comemorar com orgulho", mas, segundo ele, isso não significa que não possa haver falhas. "E, se há falhas, temos de corrigir."

O vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), afirmou não ver necessidade de CPI porque a denúncia não se refere a um ato do governo Lula. "Waldomiro tinha proximidade com todos nós, não só com o Zé Dirceu", declarou.

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), foi o primeiro a se manifestar em defesa de Dirceu, afirmando que ele não é atingido pelas denúncias. "Não queiram arrastar o José Dirceu para esse caso. Não tem nada a ver", disse João Paulo. O presidente da Câmara reagiu com irritação ao ser perguntado senão seria o caso de Dirceu se afastar do governo até que sejam concluídas as investigações, como defendem os tucanos.

No mesmo tom, o deputado petista Walter Pinheiro (BA) foi enfático na defesa de Dirceu. "A investigação deve ir até o fundo do poço, inclusive com uma CPI. Mas não aceitaremos que venham carimbar isso como coisa do governo ou que venham colar o episódio na figura do ministro Dirceu", observou. Segundo ele, Dirceu tem "integridade, caráter, preparo político e não daria um vacilo desses de jeito nenhum."



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Genoino: 'Dirceu não tem nada a ver com denúncias'


14/02/2004 | 00:29


O presidente do PT, José Genoino, afirmou nesta sexta-feira que as denúncias de envolvimento do ex-subchefe de Assuntos Parlamentares da Presidência da República Waldomiro Diniz com cobranças de propina são "resquício do tipo de guerra de gravações e escutas que houve na campanha eleitoral de 2002" e "não atingem o governo Lula".

"Não tentem colocar o José Dirceu nessa história. Ele não tem nada com isso, nossa total confiança nele é inabalável", disse Genoino, ao comentar o pronunciamento do líder do PSDB na Câmara, Jutahy Júnior, para quem o ministro da Casa Civil deve se afastar do cargo. "Isso é o trabalho do Jutahy como oposição. É importante que ele também esclareça se essas escutas sobre o Waldomiro, que vêm de 2002, não estavam naquele clima da disputa eleitoral do candidato dele, José Serra", afirmou.

A reportagem da revista Época, que trouxe as denúncias, ofuscou a festa de 24 anos do partido. O clima não era de comemoração. "São fatos que aconteceram antes de o governo se instalar, e o governo agiu rápido", insistiu Genoino. "O Waldomiro não é filiado ao PT e os nossos candidatos prestaram contas na Justiça Eleitoral; portanto, o partido está tranqüilo."

Até o dia 23 de janeiro, a subchefia de Assuntos Parlamentares ocupada por Waldomiro estava no organograma da Casa Civil. Somente a partir da reforma anunciada no dia 23 de janeiro ele passou a se reportar ao novo ministério da Coordenação Política, comandado por Aldo Rebelo.

O secretário-geral da Presidência, Luiz Dulci, disse que o PT tem "todos os motivos para comemorar com orgulho", mas, segundo ele, isso não significa que não possa haver falhas. "E, se há falhas, temos de corrigir."

O vice-líder do governo na Câmara, Professor Luizinho (PT-SP), afirmou não ver necessidade de CPI porque a denúncia não se refere a um ato do governo Lula. "Waldomiro tinha proximidade com todos nós, não só com o Zé Dirceu", declarou.

O presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP), foi o primeiro a se manifestar em defesa de Dirceu, afirmando que ele não é atingido pelas denúncias. "Não queiram arrastar o José Dirceu para esse caso. Não tem nada a ver", disse João Paulo. O presidente da Câmara reagiu com irritação ao ser perguntado senão seria o caso de Dirceu se afastar do governo até que sejam concluídas as investigações, como defendem os tucanos.

No mesmo tom, o deputado petista Walter Pinheiro (BA) foi enfático na defesa de Dirceu. "A investigação deve ir até o fundo do poço, inclusive com uma CPI. Mas não aceitaremos que venham carimbar isso como coisa do governo ou que venham colar o episódio na figura do ministro Dirceu", observou. Segundo ele, Dirceu tem "integridade, caráter, preparo político e não daria um vacilo desses de jeito nenhum."

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