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Empresário tem de conhecer produção


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/05/2010 | 07:00


É comum ouvir a história de funcionário que, após anos de casa, é demitido por conta de seu alto salário ou pela idade e, com o dinheiro da multa rescisória do contrato e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), abre seu próprio negócio.

Acontece que, muitas vezes, esse negócio é totalmente diferente da atividade que exerceu por anos e o novo empreendedor depende 100% de seus poucos funcionários para tocar a empresa.

"Esses são os empresários que mais têm chance de quebrar. Estão cansados de seu trabalho e apostam em um ramo que ouvem dizer que dá muito dinheiro, caso de pizzarias, restaurantes, salões de cabeleireiro", afirma Emerson Castello Branco Simenes, diretor da CBS Consultoria.

O fato de abrir uma microempresa em um setor que em que se domina a atividade não é garantia de sucesso, mas é uma boa largada em busca dele, aponta Simenes. "Por exemplo, se eu cozinho bem, vou abrir um restaurante. Agora, se eu mal sei fritar um ovo, como quero me meter nisso?"

Em empresas desse porte, geralmente o quadro de funcionários não passa de cinco pessoas. Se um deles falta, no caso hipotético, o cozinheiro, não tem como o negócio funcionar. Ou, se existe mais gente, mas o dia é de servir peixe e só sabe cozinhar o alimento quem faltou, o empresário acaba perdendo muitos clientes que foram lá especificamente para comer o prato do dia.

Da mesma forma ocorre em um salão em que a manicure não foi ou em uma pizzaria que o pizzaiolo faltou. Ou pior, saiu do emprego sem cumprir aviso prévio.

"É necessário tomar cuidado para não se tornar refém do seu colaborador. O empresário tem de ser senhor do seu negócio", ressalta o consultor.

Em uma microempresa geralmente os salários pagos são baixos, o que não assegura mão de obra qualificada e nem comprometimento com o trabalho. "O funcionário sabe que, se perder o emprego de auxiliar de cozinha, encontra na semana seguinte um de auxiliar de limpeza. É diferente com alguém que tenha mais formação, um rendimento melhor e que saiba que se perder seu emprego levará até um ano para encontrar outro, por isso o maior comprometimento."

Daí a importância de conhecer cada etapa do seu processo de produção. Se a decisão for de investir em uma área que não domina, é preciso esperar um pouco antes de abrir o negócio e estudar, nem que seja por algumas semanas.

O conhecimento do novo setor de atuação também é importante para ver se gosta mesmo do ramo. Se não se identificar, é melhor repensar se vale a pena.

Outros fatores que podem contribuir à falência do negócio são a falta de planejamento e de estrutura. Se não conhece bem onde vai se aventurar, fica mais difícil se programar, conhecer fornecedores, controlar gastos.

"É preciso avaliar o local, se é propício ao tipo de empreendimento, quanto vai se gastar e quanto vai ganhar. Sem contar que geralmente o ponto alugado requer reformas, como a construção de mais um banheiro, pintura, colocação de azulejo", elenca Simenes.

E o microempreededor também tem de estar ciente de que não vai montar um restaurante e ganhar uma fortuna da noite para o dia. As mudanças levam tempo.



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Empresário tem de conhecer produção

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

20/05/2010 | 07:00


É comum ouvir a história de funcionário que, após anos de casa, é demitido por conta de seu alto salário ou pela idade e, com o dinheiro da multa rescisória do contrato e do FGTS (Fundo de Garantia por Tempo de Serviço), abre seu próprio negócio.

Acontece que, muitas vezes, esse negócio é totalmente diferente da atividade que exerceu por anos e o novo empreendedor depende 100% de seus poucos funcionários para tocar a empresa.

"Esses são os empresários que mais têm chance de quebrar. Estão cansados de seu trabalho e apostam em um ramo que ouvem dizer que dá muito dinheiro, caso de pizzarias, restaurantes, salões de cabeleireiro", afirma Emerson Castello Branco Simenes, diretor da CBS Consultoria.

O fato de abrir uma microempresa em um setor que em que se domina a atividade não é garantia de sucesso, mas é uma boa largada em busca dele, aponta Simenes. "Por exemplo, se eu cozinho bem, vou abrir um restaurante. Agora, se eu mal sei fritar um ovo, como quero me meter nisso?"

Em empresas desse porte, geralmente o quadro de funcionários não passa de cinco pessoas. Se um deles falta, no caso hipotético, o cozinheiro, não tem como o negócio funcionar. Ou, se existe mais gente, mas o dia é de servir peixe e só sabe cozinhar o alimento quem faltou, o empresário acaba perdendo muitos clientes que foram lá especificamente para comer o prato do dia.

Da mesma forma ocorre em um salão em que a manicure não foi ou em uma pizzaria que o pizzaiolo faltou. Ou pior, saiu do emprego sem cumprir aviso prévio.

"É necessário tomar cuidado para não se tornar refém do seu colaborador. O empresário tem de ser senhor do seu negócio", ressalta o consultor.

Em uma microempresa geralmente os salários pagos são baixos, o que não assegura mão de obra qualificada e nem comprometimento com o trabalho. "O funcionário sabe que, se perder o emprego de auxiliar de cozinha, encontra na semana seguinte um de auxiliar de limpeza. É diferente com alguém que tenha mais formação, um rendimento melhor e que saiba que se perder seu emprego levará até um ano para encontrar outro, por isso o maior comprometimento."

Daí a importância de conhecer cada etapa do seu processo de produção. Se a decisão for de investir em uma área que não domina, é preciso esperar um pouco antes de abrir o negócio e estudar, nem que seja por algumas semanas.

O conhecimento do novo setor de atuação também é importante para ver se gosta mesmo do ramo. Se não se identificar, é melhor repensar se vale a pena.

Outros fatores que podem contribuir à falência do negócio são a falta de planejamento e de estrutura. Se não conhece bem onde vai se aventurar, fica mais difícil se programar, conhecer fornecedores, controlar gastos.

"É preciso avaliar o local, se é propício ao tipo de empreendimento, quanto vai se gastar e quanto vai ganhar. Sem contar que geralmente o ponto alugado requer reformas, como a construção de mais um banheiro, pintura, colocação de azulejo", elenca Simenes.

E o microempreededor também tem de estar ciente de que não vai montar um restaurante e ganhar uma fortuna da noite para o dia. As mudanças levam tempo.

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