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Lisboa: capital à brasileira

Cidade mistura o antigo com o moderno e tem tudo para agradar o turista que aportar na 'terrinha'


Elaine Granconato
Enviada a Portugal

23/04/2009 | 07:00


Portugal vai muito além da terra abençoada do navegador Cabral e cantada em prosa e verso por Camões, do bom vinho do Porto e do bacalhau, regado a fado da melhor qualidade. A capital Lisboa, porta de entrada da Europa, se transformou em uma cidade cosmopolita e moderna.

Basta andar pelas ruas ou pelos tradicionais bondes amarelos e dar de cara com representantes das mais diversas culturas. Entre eles, muitos brasileiros, ali pela primeira vez, que se encantam e prometem voltar à terrinha. E é de olho no turista do Brasil, classificado como o primeiro fora do continente europeu e o sexto do mercado internacional a aportar na capital portuguesa, que a ATL (Associação Turismo de Lisboa) quer atrair.

De acordo com dados da ATL, 81,9% dos brasileiros que visitam Portugal viajam a lazer, além de serem os turistas que mais gastam no país: em média, 190 euros por dia (cerca de R$ 380).

Até dezembro, a expectativa é fazer com que 400 mil brasileiros aterrissem em Portugal e desfrutem não só da história, cultura, gastronomia e dos passeios turísticos, mas vislumbrem a contemporaneidade de uma capital que avançou no tempo e se modernizou, por exemplo, com o Parque das Nações, bairro nobre residencial com o metro quadrado mais caro da capital (250 euros). Ou seja, cerca de R$ 750.

"O Brasil, sem dúvida, é um mercado altamente significativo para gente", afirma Paula Oliveira, diretora executiva da ATL, entidade privada sem fins lucrativos criada em 1988 e que investiu 500 mil euros (cerca de R$ 1,5 milhão) na campanha Lisboa Convida para apresentar o destino turístico da capital portuguesa ao mercado brasileiro.

Mas a Lisboa do Rio Tejo, de onde partiram as caravelas dos descobrimentos portugueses e parte do cenário do terremoto de 1755 que inundou e destruiu a capital, depois reconstruída por Marquês de Pombal, já atraiu o coração dos brasileiros. A começar pela familiaridade dos descendentes que carregam o sotaque português e pela paixão pelo futebol.

Aliás, o ex-técnico gaúcho da Seleção Portuguesa, Luiz Felipe Scolari, o Felipão, é até hoje querido e lembrado pelo fato de ter feito renascer no coração dos 499,7 mil habitantes o espírito de nacionalidade.

Para a família Franco, moradora no bairro Santo Antônio, em São Caetano, Lisboa é um lugar para se retornar.

Opinião compartilhada pelo casal carioca Cláudio Guilherme D`Ávila da Rocha, 28 anos, e Mariana Cardeal de Jesus, 27, que classificou o povo português como simpático, educado e alegre. "Além de ser um país lindo, a língua facilitou a nossa comunicação. Também gostamos do preço das coisas bem menor do que o de outros países. Pretendemos voltar no próximo ano", afirmou o médico, que estendeu a viagem de lua de mel ainda para Madri, Itália e França.

Apenas uma atenção especial para os carteiristas, como são chamados pelos portugueses e espanhóis, espalhados pelos transportes públicos para surpreender e subtrair o dinheiro do turista menos atento.

A jornalista viajou a convite da Associação Turismo de Lisboa.



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