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Empresa norte-americana promete clonar mascotes


Do Diário do Grande ABC

24/02/2000 | 11:24


Uma empresa dos EUA se propoe a usar técnicas de clonagem em animais domésticos, como cachorros e gatos. Com sede em College Station, um subúrbio universitário situado a 160 km a Noroeste de Houston (Texas, Sul do país), a Genetic Savings and Clone (GSC) é a primeira empresa a se lançar neste mercado.

A idéia surgiu depois que um milionário anônimo doou em 1997, US$ 2,3 milhoes a alguns pesquisadores da Universidade A&M do Texas, em College Station, para que tentassem clonar ``Missiy'', uma cadela de 13 anos, fruto do cruzamento de um collie com um husky siberiano.

``Nunca havia nos ocorrido criar um banco de genes se nao tivéssemos recebido centenas de pedidos de pessoas apaixonadas por seus mascotes, que desejavam cloná-las um dia'', explica Mark Westhusin, responsável pelo projeto no Departamento de Sociologia Veterinária.

Apesar de os cientistas ainda nao terem conseguido desvendar o código genético que torne possível a clonagem do gado de corte, nenhum deles havia cogitado, até o momento, a reproduçao de animais domésticos.

``Pai'' do primeiro touro clonado, batizado como ``Second Chance'' (segunda chance), que já tem cinco meses, Mark Westhusin está convencido de que logo será possível clonar um cao.

``Estamos alcançando o objetivo. Já conseguimos criar embrioes de maneira bastante confiável. É só uma questao de tempo que um deles se desenvolva'', afirma.

Na entrada da cidade, em frente a um laboratório de 200 m2 de tijolos vermelhos, que será aberto no final de março, o diretor-geral da GSC, Chuck Long, garante: ``Esperamos poder clonar gatos em dois anos e caes em três''.

Nas página da GSC da Internet, visitada por 140 mil pessoas ao ano, já abundam os pedidos de informaçoes: 40 no primeiro dia.

``Esta manha, recebemos um pedido de um homem que possui um terrier Westie de 15 anos e que deseja ardentemente conservar as células de seu cao no banco (de genes)'', conta Chuck Long.

Apesar de as expectativas de mercado serem enormes - nos Estados Unidos há 55 milhoes de caes- a clonagem nao é acessível a todos, adverte Lou Hawthorne, presidente da GSC.

``Pedimos às pessoas que se perguntem antes se querem clonar seu animal porque estao com pena de perder um amigo ou porque estao convencidos de que ele possui um capital genético único, que mereceria ser preservado''.

Se for por pena, é melhor que os sentimentos estejam à altura da conta bancária. Congelar o DNA do animal preferido custará entre US$ 1.000 e US$ 3 mil e mais US$ 100 ao ano, com os custos de armazenamento. ``Os primeiros animais clonados'', admite Chuck Long, ``custarao muito caro, provavelmente cerca de US$ 200 mil. Mas pensamos poder baixar os preços dentro de três a cinco anos, para menos de US$ 50 mil, e depois provavelmente a cerca de US$ 20 mil''.

A GSC poderá, inclusive, obter uma cópia do original antes da morte natural do animal.



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Empresa norte-americana promete clonar mascotes

Do Diário do Grande ABC

24/02/2000 | 11:24


Uma empresa dos EUA se propoe a usar técnicas de clonagem em animais domésticos, como cachorros e gatos. Com sede em College Station, um subúrbio universitário situado a 160 km a Noroeste de Houston (Texas, Sul do país), a Genetic Savings and Clone (GSC) é a primeira empresa a se lançar neste mercado.

A idéia surgiu depois que um milionário anônimo doou em 1997, US$ 2,3 milhoes a alguns pesquisadores da Universidade A&M do Texas, em College Station, para que tentassem clonar ``Missiy'', uma cadela de 13 anos, fruto do cruzamento de um collie com um husky siberiano.

``Nunca havia nos ocorrido criar um banco de genes se nao tivéssemos recebido centenas de pedidos de pessoas apaixonadas por seus mascotes, que desejavam cloná-las um dia'', explica Mark Westhusin, responsável pelo projeto no Departamento de Sociologia Veterinária.

Apesar de os cientistas ainda nao terem conseguido desvendar o código genético que torne possível a clonagem do gado de corte, nenhum deles havia cogitado, até o momento, a reproduçao de animais domésticos.

``Pai'' do primeiro touro clonado, batizado como ``Second Chance'' (segunda chance), que já tem cinco meses, Mark Westhusin está convencido de que logo será possível clonar um cao.

``Estamos alcançando o objetivo. Já conseguimos criar embrioes de maneira bastante confiável. É só uma questao de tempo que um deles se desenvolva'', afirma.

Na entrada da cidade, em frente a um laboratório de 200 m2 de tijolos vermelhos, que será aberto no final de março, o diretor-geral da GSC, Chuck Long, garante: ``Esperamos poder clonar gatos em dois anos e caes em três''.

Nas página da GSC da Internet, visitada por 140 mil pessoas ao ano, já abundam os pedidos de informaçoes: 40 no primeiro dia.

``Esta manha, recebemos um pedido de um homem que possui um terrier Westie de 15 anos e que deseja ardentemente conservar as células de seu cao no banco (de genes)'', conta Chuck Long.

Apesar de as expectativas de mercado serem enormes - nos Estados Unidos há 55 milhoes de caes- a clonagem nao é acessível a todos, adverte Lou Hawthorne, presidente da GSC.

``Pedimos às pessoas que se perguntem antes se querem clonar seu animal porque estao com pena de perder um amigo ou porque estao convencidos de que ele possui um capital genético único, que mereceria ser preservado''.

Se for por pena, é melhor que os sentimentos estejam à altura da conta bancária. Congelar o DNA do animal preferido custará entre US$ 1.000 e US$ 3 mil e mais US$ 100 ao ano, com os custos de armazenamento. ``Os primeiros animais clonados'', admite Chuck Long, ``custarao muito caro, provavelmente cerca de US$ 200 mil. Mas pensamos poder baixar os preços dentro de três a cinco anos, para menos de US$ 50 mil, e depois provavelmente a cerca de US$ 20 mil''.

A GSC poderá, inclusive, obter uma cópia do original antes da morte natural do animal.

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