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Operário constrói sua própria escola em Sto.André


Do Diário do Grande ABC

03/10/2004 | 11:07


O ajudante de pedreiro Erivan de Carvalho Dantas, 20 anos, terminou seu trabalho na construção de uma escola. Foram cinco meses de serviço pesado. Todo seu esforço, porém, vai ser recompensado nos próximos meses. Isso porque será nas salas que ajudou a levantar que aprenderá um novo ofício: o de mestre de obras. O prédio em questão é o Centro Público de Formação Profissional Armando Mazzo, recém-inaugurado no bairro Príncipe de Gales, em Santo André.

O novo centro é voltado exclusivamente para a área da construção civil. Lá, são oferecidos pela Prefeitura cursos de pedreiro, eletricista/instalador, pintor de obras, comandos elétricos e moldura em acabamentos de gesso. Juntamente com o curso, os alunos podem terminar os seus estudos do ensino fundamental e médio em, no máximo, três anos. Caso o aluno faça todos os módulos, forma-se como mestre de obras, que tem média salarial de cerca de R$ 3 mil.

Atualmente, como ajudante de pedreiro, Erivan ganha R$ 490. Muito, para quem até o começo do ano não tinha renda alguma. Trabalhava com agricultura de subsistência, com a família no interior do Piauí. “Meu irmão me arrumou o emprego na obra e aqui fiquei sabendo do curso. Aproveitei para aprender uma profissão e me formar no 2º grau”, conta ele, que está matriculado desde abril.

Concorrência – O diretor do Departamento de Educação da cidade, Antônio Viana Balbino, acredita que o curso pode mudar a cara do mercado de trabalho da construção civil. “Esses profissionais causaram impacto num mercado no qual não há gente com esse tipo de formação”, disse Balbino.

Alguns alunos, no entanto, chamam atenção do mercado até demais: acabam largando o curso por propostas de emprego mais tentadoras, em outras cidades ou Estados. “É um risco que a gente corre”, comentou Balbino.

Colaborou Artur Rodrigues



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Operário constrói sua própria escola em Sto.André

Do Diário do Grande ABC

03/10/2004 | 11:07


O ajudante de pedreiro Erivan de Carvalho Dantas, 20 anos, terminou seu trabalho na construção de uma escola. Foram cinco meses de serviço pesado. Todo seu esforço, porém, vai ser recompensado nos próximos meses. Isso porque será nas salas que ajudou a levantar que aprenderá um novo ofício: o de mestre de obras. O prédio em questão é o Centro Público de Formação Profissional Armando Mazzo, recém-inaugurado no bairro Príncipe de Gales, em Santo André.

O novo centro é voltado exclusivamente para a área da construção civil. Lá, são oferecidos pela Prefeitura cursos de pedreiro, eletricista/instalador, pintor de obras, comandos elétricos e moldura em acabamentos de gesso. Juntamente com o curso, os alunos podem terminar os seus estudos do ensino fundamental e médio em, no máximo, três anos. Caso o aluno faça todos os módulos, forma-se como mestre de obras, que tem média salarial de cerca de R$ 3 mil.

Atualmente, como ajudante de pedreiro, Erivan ganha R$ 490. Muito, para quem até o começo do ano não tinha renda alguma. Trabalhava com agricultura de subsistência, com a família no interior do Piauí. “Meu irmão me arrumou o emprego na obra e aqui fiquei sabendo do curso. Aproveitei para aprender uma profissão e me formar no 2º grau”, conta ele, que está matriculado desde abril.

Concorrência – O diretor do Departamento de Educação da cidade, Antônio Viana Balbino, acredita que o curso pode mudar a cara do mercado de trabalho da construção civil. “Esses profissionais causaram impacto num mercado no qual não há gente com esse tipo de formação”, disse Balbino.

Alguns alunos, no entanto, chamam atenção do mercado até demais: acabam largando o curso por propostas de emprego mais tentadoras, em outras cidades ou Estados. “É um risco que a gente corre”, comentou Balbino.

Colaborou Artur Rodrigues

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