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‘Só apurar quando não adiantar’

Se o mensalão, cinco anos depois, ainda não tem nenhuma sentença


Carlos Brickmann

20/10/2010 | 00:00


Se o mensalão, cinco anos depois, ainda não tem nenhuma sentença; se os dólares na cueca estão esquecidos, sem que se saiba de quem eram, para quem iam e de onde vieram; se o dinheiro dos aloprados, quatro anos depois, continua sem teto, sem que se tenha apurado de onde saiu e por quem foi entregue, por que tanta surpresa com mais um adiamento da sindicância sobre Erenice Guerra, principal auxiliar da ministra-candidata Dilma Rousseff, de tal forma que só se saiba alguma coisa - se alguma coisa se souber - depois do segundo turno?

Quem investiga as irregularidades que podem ter ocorrido na Casa Civil da Presidência da República é a Casa Civil da Presidência da República. Se algo ilegal for apurado, prejudicará a candidatura da ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República. Então, caro leitor, deixa pra lá. Não é o sucessor de Dilma Rousseff e Erenice Guerra na Casa Civil da Presidência da República, ministro Carlos Esteves Lima, que vai querer ficar com a batata quente nas mãos.

A ideia geral é que, já que ficar de pé é cansativo, o melhor é sentar em cima dos escândalos. E não acredite que, passado o segundo turno, a sindicância vá andar mais depressa. Se ganhar a situação, por motivos óbvios (e a oposição, desanimada pela derrota, não terá como levantar os estandartes de guerra). Se ganhar a oposição, tudo bem: será a hora de dividir o poder. De, na pitoresca expressão que se usa para evitar frases grosseiras, "cuidar da governabilidade", de garantir a maioria. Erenice passa a ser um episódio menor,                                             a ser esquecido.

OPINIÃO 1
O Blog da Dilma, do dia 18, ficou por pouco tempo no ar: logo que alguém notou a burrada, retirou-o. Mas, logo que notou a burrada, alguém do outro lado o gravou. O título pretende ser contra Serra: "Zé Pedágio pensa que os nordestinos são ‘bestas' como os paulistas".

OPINIÃO 2
Dilma diz que não quer que o Brasil se transforme nos Estados Unidos da América do Sul, porque teria de manter a maior parte da população negra nas prisões e boa parte da população branca morando em trailers.

Deve ser por isso que tantos norte-americanos migram ilegalmente para cá, não é?

ABAIXO DA CINTURA 1
Há uma corrente subterrânea de telefonemas (alguns foram gravados) com temas contra Dilma, usando frases do tipo "sabe quantas pessoas ela matou?", ou "sabe o que é que ela fazia antes de cumprir pena e ser presa?", ou ainda lembrando a ligação da candidata com sua substituta na Casa Civil, Erenice Guerra.

ABAIXO DA CINTURA 2
Há outra corrente subterrânea de telefonemas (também vários estão gravados) em que pessoas que se dizem ligadas à Igreja criticam Dilma por suas posições a respeito do aborto e por aceitar o catolicismo apenas na véspera da eleição.

BRIGA INTERNA
Um detalhe na entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional de anteontem continua provocando muitas conversas no PMDB. Quando lhe perguntaram por que colocou Ciro Gomes na coordenação de sua campanha, depois de ter dito que o PMDB é "um ajuntamento de assaltantes" e que o candidato a vice, Michel Temer, é o chefe do grupo, Dilma defendeu Ciro. E nada falou sobre o PMDB.

Não, não pense que haverá qualquer tipo de briga pública. Não é o estilo do PMDB. Mas o preço do seu apoio, em caso de vitória de Dilma, vai subir muito.

BÚLGARA, NÃO
Não leve a sério as notícias de internet segundo as quais Dilma Rousseff nasceu na Bulgária. O nome ‘Dilma' é incomum entre os búlgaros; ela recebeu o nome da mãe, mineira, que ao que se saiba jamais esteve na Bulgária. Seria uma fantástica coincidência um búlgaro ter uma filha, dar-lhe o inusitado nome de Dilma e depois, ao mudar-se para o Brasil, encontrar uma mulher também chamada Dilma. Não é impossível, mas as probabilidades são extremamente baixas.



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‘Só apurar quando não adiantar’

Se o mensalão, cinco anos depois, ainda não tem nenhuma sentença

Carlos Brickmann

20/10/2010 | 00:00


Se o mensalão, cinco anos depois, ainda não tem nenhuma sentença; se os dólares na cueca estão esquecidos, sem que se saiba de quem eram, para quem iam e de onde vieram; se o dinheiro dos aloprados, quatro anos depois, continua sem teto, sem que se tenha apurado de onde saiu e por quem foi entregue, por que tanta surpresa com mais um adiamento da sindicância sobre Erenice Guerra, principal auxiliar da ministra-candidata Dilma Rousseff, de tal forma que só se saiba alguma coisa - se alguma coisa se souber - depois do segundo turno?

Quem investiga as irregularidades que podem ter ocorrido na Casa Civil da Presidência da República é a Casa Civil da Presidência da República. Se algo ilegal for apurado, prejudicará a candidatura da ex-ministra da Casa Civil da Presidência da República. Então, caro leitor, deixa pra lá. Não é o sucessor de Dilma Rousseff e Erenice Guerra na Casa Civil da Presidência da República, ministro Carlos Esteves Lima, que vai querer ficar com a batata quente nas mãos.

A ideia geral é que, já que ficar de pé é cansativo, o melhor é sentar em cima dos escândalos. E não acredite que, passado o segundo turno, a sindicância vá andar mais depressa. Se ganhar a situação, por motivos óbvios (e a oposição, desanimada pela derrota, não terá como levantar os estandartes de guerra). Se ganhar a oposição, tudo bem: será a hora de dividir o poder. De, na pitoresca expressão que se usa para evitar frases grosseiras, "cuidar da governabilidade", de garantir a maioria. Erenice passa a ser um episódio menor,                                             a ser esquecido.

OPINIÃO 1
O Blog da Dilma, do dia 18, ficou por pouco tempo no ar: logo que alguém notou a burrada, retirou-o. Mas, logo que notou a burrada, alguém do outro lado o gravou. O título pretende ser contra Serra: "Zé Pedágio pensa que os nordestinos são ‘bestas' como os paulistas".

OPINIÃO 2
Dilma diz que não quer que o Brasil se transforme nos Estados Unidos da América do Sul, porque teria de manter a maior parte da população negra nas prisões e boa parte da população branca morando em trailers.

Deve ser por isso que tantos norte-americanos migram ilegalmente para cá, não é?

ABAIXO DA CINTURA 1
Há uma corrente subterrânea de telefonemas (alguns foram gravados) com temas contra Dilma, usando frases do tipo "sabe quantas pessoas ela matou?", ou "sabe o que é que ela fazia antes de cumprir pena e ser presa?", ou ainda lembrando a ligação da candidata com sua substituta na Casa Civil, Erenice Guerra.

ABAIXO DA CINTURA 2
Há outra corrente subterrânea de telefonemas (também vários estão gravados) em que pessoas que se dizem ligadas à Igreja criticam Dilma por suas posições a respeito do aborto e por aceitar o catolicismo apenas na véspera da eleição.

BRIGA INTERNA
Um detalhe na entrevista de Dilma Rousseff ao Jornal Nacional de anteontem continua provocando muitas conversas no PMDB. Quando lhe perguntaram por que colocou Ciro Gomes na coordenação de sua campanha, depois de ter dito que o PMDB é "um ajuntamento de assaltantes" e que o candidato a vice, Michel Temer, é o chefe do grupo, Dilma defendeu Ciro. E nada falou sobre o PMDB.

Não, não pense que haverá qualquer tipo de briga pública. Não é o estilo do PMDB. Mas o preço do seu apoio, em caso de vitória de Dilma, vai subir muito.

BÚLGARA, NÃO
Não leve a sério as notícias de internet segundo as quais Dilma Rousseff nasceu na Bulgária. O nome ‘Dilma' é incomum entre os búlgaros; ela recebeu o nome da mãe, mineira, que ao que se saiba jamais esteve na Bulgária. Seria uma fantástica coincidência um búlgaro ter uma filha, dar-lhe o inusitado nome de Dilma e depois, ao mudar-se para o Brasil, encontrar uma mulher também chamada Dilma. Não é impossível, mas as probabilidades são extremamente baixas.

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