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Casa dá abrigo a pacientes cardíacos


Camila Brunelli

31/05/2011 | 07:00


A missão da Casa do Cardíaco, em Diadema, é auxiliar o paciente que conseguiu uma das disputadas vagas para se submeter a tratamento no Instituto Pazzanese de Cardiologia, na Capital, mas não mora na cidade ou na Grande São Paulo.

A casa atende pacientes que não têm condições de arcar com as despesas com hospedagem, em pensões ou hotéis. Como o tratamento é demorado e requer acompanhamento constante, é necessário que o paciente esteja por perto.

Qualquer pessoa que precisar do serviço pode se hospedar na Casa do Cardíaco gratuitamente. Ao ser atendido no Dante Pazzanese, localizado na Vila Mariana, o departamento de assistência social avalia o caso e encaminha para a entidade, extensão da paulistana Associação Nacional de Assistência ao Cardíaco. O espaço foi construído em 1968 e conta com 60 leitos, dos quais 14 atualmente estão ocupados.

Cada cardíaco se hospeda na casa com acompanhante, que fica responsável pelos cuidados básicos com o paciente. Eles também são incumbidos de ajudar na limpeza da casa.

Diariamente uma ambulância do hospital vai a Diadema para buscar os pacientes com consultas, exames ou cirurgias marcadas.

Na Casa do Cardíaco são servidas quatro refeições diárias. No ano passado foram consumidas 7.430 refeições, durante atendimento de 1.364 pessoas. A instituição gasta, mensalmente, cerca de R$ 29 mil - recursos são oriundos de doações.

A casa também organiza bazares com roupas e sapatos doados. Grande empresas de cosméticos montam estandes para vender seus produtos e doam parte da verba para a manutenção.

"Sentimos muita falta de receber alimentos, perecíveis ou não, porque consumimos rápido", disse o administrador da casa, Cláudio Pupo Amorim, 70 anos e também doente cardíaco.

Amorim teve três paradas cardíacas no mesmo dia. Teve de se submeter à colocação de marca-passo aos 38 anos. "Para entrar no banco demoro pelo menos meia hora, mesmo tendo a caretirinha do Instituto do Coração que atesta o usos aparelho", contou.

 

 

Aposentado do Pará é acolhido pela 2ª vez

 

Valmir Rodrigues de Castro, 60 anos, veio de Belém do Pará depois de sofrer dois infartos e passar por duas angioplastias (desobstrução das artérias do coração). Uma parte do coração do aposentado também não funcionava mais. "Meu médico disse que tudo que podiam fazer, eles já tinham feito", recordou.

Uma das filhas, que morava na Capital, tinha amigos médicos, que informaram sobre a possibilidade de Valmir se consultar no Instituto Dante Pazzanese. "Ela disse para vir logo, eu vim. Na tarde do mesmo dia em que cheguei, já vim para cá", disse, referindo-se à Casa do Cardíaco, com quem está alojado com o filho Gleiber Roberto, 28. "Dos meus quatro filhos, ele é o único solteiro."

Em abril, Seu Valmir conseguiu passar pela cirurgia mais importante: a de transplante de coração.

Em dezembro, de volta ao Pará, ele se submeteu à tomografia pedida pelo médico e foi constatada uma mancha, dessa vez no pulmão. "O médico disse que poderia ser consequência dos cinco remédios que tomo para evitar a rejeição do coração novo."

Desde janeiro, Valmir está alojado na Casa do Cardíaco, fazendo tratamento quimioterápico para câncer no pulmão. "Agora só faltam duas sessões", contou o aposentado.



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