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Lista negra de facção provoca temor entre funcionários de cadeias


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

03/02/2007 | 20:03


Diretores e funcionários do sistema prisional estão tensos por causa de uma suposta lista, feita pelo PCC (Primeiro Comando da Capital), com nomes de diretores que devem ser executados por contrariar os interesses da facção criminosa.

Os comentários sobre a existência dessa relação aumentaram após o assassinato do diretor-geral do CDP (Centro de Detenção Provisória) de Mauá, Wellington Rodrigues Segura, 31 anos, em 26 de janeiro.

“Já se falou em cinco, sete e dez nomes. São boatos que correm e acabam percorrendo o sistema. Isso está gerando um clima de insegurança entre os diretores, que acaba passando para os funcionários”, afirma o presidente do Sifuspesp (Sindicato dos Funcionários do Sistema Prisional do Estado de São Paulo), João Rinaldo Machado.

Sexta-feira, mais um indício da existência da lista. A Polícia Militar evitou a morte do diretor do CDP de Osasco, José Antônio de Noronha. O plano de assassinato foi descoberto e quatro homens foram presos, com revólveres e um fuzil. Eles estavam reunidos na praça Laurindo de Camargo e foram detidos por porte ilegal de arma e formação de quadrilha. Outros 12 criminosos teriam fugido.

Alerta - Com medo de se tornarem os próximos alvos da facção, diretores de CDPs estão mudando os itinerários na ida e na volta dos presídios, considerando que podem ser seguidos. Afinal, o colega de Mauá foi monitorado por ocupantes de um Tempra dias antes do crime.

“Os dirigentes das unidades estão evitando usar os carros oficiais para não dar bandeira. Trocam de veículos particulares para que não fiquem marcados. Muitos que não solicitavam escolta agora usam o serviço”, conta o presidente do Sifuspesp.

Exemplo dessa situação é a rotina de um diretor de unidade prisional no Grande ABC, que concordou em falar sobre o assunto desde que não fosse identificado.

“Após os ataques da facção no ano passado e da morte de vários trabalhadores da nossa categoria, a gente pensava que nada mais grave iria ocorrer em pouco tempo. A execução do nosso colega (Wellington Rodrigues Segura) acendeu o alerta vermelho. Passei a ter escolta para reforçar a proteção e nunca repito o mesmo caminho ao sair do presídio”, afirma o dirigente.

Agentes passaram também a andar em grupos para não serem pegos de surpresa. Começaram a chegar e ir embora do trabalho juntos, pegando carona ou se dirigindo coletivamente a pontos de ônibus ou estações de trem.

“Se fizeram uma lista com diretores, também devem ter feito de outros funcionários mais rígidos. Todo cuidado é pouco. Já dei entrada para tirar o porte de arma”, conta um funcionário do CDP de Santo André, referindo-se à nova medida do governo estadual que permite aos agentes penitenciários porte de arma.

Os funcionários interessados em portar armas fora do trabalho devem preencher cadastro na SAP. A resolução era uma reivindicação antiga dos funcionários.


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