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Dois loucos na gaiola


Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

20/10/2010 | 07:15


Da última vez que Miguel Falabella trouxe um trabalho para o Teatro Bradesco, em São Paulo - Hairspray -, o colorido era o clima. De volta ao mesmo palco, para alegrar ainda mais, as cores continuam, só que agora em tom arco-íris, com a estreia de A Gaiola das Loucas, no sábado.

Com Miguel Falabella e Diogo Vilela juntos no palco pela primeira vez, também por outras grandezas, o espetáculo dispensa apresentações: 25 atores para 300 figurinos e 100 perucas, além de orquestra com 14 músicos. Na parte técnica, 350 mudanças de luzes e cinco paineis de LEDs para colorir as cenas.

"Uma lembrança óbvia com dois bons papéis masculinos é A Gaiola das Loucas", disse Falabella, justificando a escolha do espetáculo. "Desde o início sabia que eu seria Georges e Diogo, a Zazá", completou. "Ele não queria usar salto e passou o papel para mim", rebateu Diogo Vilela na coletiva de imprensa de apresentação do espetáculo.

Vilela, com dor nas costas por subir no salto, relatou a dificuldade de dar vida ao transformista Zazá, que à noite é a principal vedete do cabaré do personagem de Falabella, mas de dia, como Albin, vive uma sólida relação amorosa com o patrão.

"Primeiro, fui para a parte musical, fiquei um ano estudando as canções em inglês e meio ano trabalhando com a tradução. Quanto aos trejeitos, meu personagem é um arquétipo querido, amoroso. Queria que as minhas atitudes no palco tivessem legitimação, pois ficam no limite da caricatura e a caricatura no limite da desumanização", disse o ator.

A adaptação segue quase fiel à original, de 1973, de Jean Poiret, que ganhou os palcos da Broadway e foi adaptada duas vezes para o cinema.

"Não me interessa copiar, tem que colocar um molho brasileiro no enunciado, na embocadura e, claro, no nosso humor de revista, que dialoga com a plateia", conta Falabella, que além de protagonista e tradutor, assina a direção da montagem ao lado de Cininha de Paula. "Eu sou mais erê, às vezes preciso levar uma bronca, preciso que alguém veja o meu trabalho", acrescenta ele.

A peça, que por trás do romance de Zazá e Georges conta a história do filho do dono do cabaré, que começa a namorar a filha de um deputado que planeja varrer do mapa os homossexuais, para Falabella é muito mais que crítica ao preconceito. "É a história de um amor crível, alegre e positivo, feita em um período em que os gays estavam sendo dizimados pela Aids. Questionado sobre conservadorismo que algumas pessoas podem ter contra o espetáculo, se limitou a dizer: "É tão medieval isso, não tenho nem o que falar."

Gaiola das Loucas Musical. No Teatro Bradesco do Bourbon Shopping - Rua Turiassu, 2.100, São Paulo. Tel.: 3670-4100. 5ª e sáb., às 21h; 6ª, às 21h30 e dom., às 19h. Ingr.: R$ 20 a R$ 170. Até 19 de dezembro.



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Dois loucos na gaiola

Thiago Mariano
Do Diário do Grande ABC

20/10/2010 | 07:15


Da última vez que Miguel Falabella trouxe um trabalho para o Teatro Bradesco, em São Paulo - Hairspray -, o colorido era o clima. De volta ao mesmo palco, para alegrar ainda mais, as cores continuam, só que agora em tom arco-íris, com a estreia de A Gaiola das Loucas, no sábado.

Com Miguel Falabella e Diogo Vilela juntos no palco pela primeira vez, também por outras grandezas, o espetáculo dispensa apresentações: 25 atores para 300 figurinos e 100 perucas, além de orquestra com 14 músicos. Na parte técnica, 350 mudanças de luzes e cinco paineis de LEDs para colorir as cenas.

"Uma lembrança óbvia com dois bons papéis masculinos é A Gaiola das Loucas", disse Falabella, justificando a escolha do espetáculo. "Desde o início sabia que eu seria Georges e Diogo, a Zazá", completou. "Ele não queria usar salto e passou o papel para mim", rebateu Diogo Vilela na coletiva de imprensa de apresentação do espetáculo.

Vilela, com dor nas costas por subir no salto, relatou a dificuldade de dar vida ao transformista Zazá, que à noite é a principal vedete do cabaré do personagem de Falabella, mas de dia, como Albin, vive uma sólida relação amorosa com o patrão.

"Primeiro, fui para a parte musical, fiquei um ano estudando as canções em inglês e meio ano trabalhando com a tradução. Quanto aos trejeitos, meu personagem é um arquétipo querido, amoroso. Queria que as minhas atitudes no palco tivessem legitimação, pois ficam no limite da caricatura e a caricatura no limite da desumanização", disse o ator.

A adaptação segue quase fiel à original, de 1973, de Jean Poiret, que ganhou os palcos da Broadway e foi adaptada duas vezes para o cinema.

"Não me interessa copiar, tem que colocar um molho brasileiro no enunciado, na embocadura e, claro, no nosso humor de revista, que dialoga com a plateia", conta Falabella, que além de protagonista e tradutor, assina a direção da montagem ao lado de Cininha de Paula. "Eu sou mais erê, às vezes preciso levar uma bronca, preciso que alguém veja o meu trabalho", acrescenta ele.

A peça, que por trás do romance de Zazá e Georges conta a história do filho do dono do cabaré, que começa a namorar a filha de um deputado que planeja varrer do mapa os homossexuais, para Falabella é muito mais que crítica ao preconceito. "É a história de um amor crível, alegre e positivo, feita em um período em que os gays estavam sendo dizimados pela Aids. Questionado sobre conservadorismo que algumas pessoas podem ter contra o espetáculo, se limitou a dizer: "É tão medieval isso, não tenho nem o que falar."

Gaiola das Loucas Musical. No Teatro Bradesco do Bourbon Shopping - Rua Turiassu, 2.100, São Paulo. Tel.: 3670-4100. 5ª e sáb., às 21h; 6ª, às 21h30 e dom., às 19h. Ingr.: R$ 20 a R$ 170. Até 19 de dezembro.

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