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Justiça definirá futuro das famílias da Gamboa

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Fábio Munhoz

04/05/2011 | 07:02


O destino de parte das famílias da favela da Gamboa, em Santo André, será definido pelo Poder Judiciário. Após protesto realizado na manhã de ontem em frente ao Paço Municipal, uma comissão de moradores foi recebida pelos secretários Frederico Muraro Filho (Habitação), Antônio Francisco Silva (Inclusão Social) e Niljanil Bueno Brasil (Assuntos Jurídicos).

Os líderes comunitários apresentaram lista com 74 nomes de famílias que não foram cadastradas para recebimento de casas no Jardim Alzira Franco. Muraro informou que a Prefeitura analisará individualmente cada caso. Havendo comprovação de que o morador agiu de má-fé, o impasse será resolvido pela Justiça.

Moradores relatam casos em que os contemplados pelas novas casas venderam barracos na comunidade para pessoas desavisadas. "Temos de responder pelos nossos atos. Mas se ficar comprovado que alguém foi leviano ou enganado, caberá ao juiz decidir", afirmou Muraro.

O secretário de Habitação acrescentou que o Poder Judiciário ficará encarregado também de decidir quais famílias receberão o auxílio-aluguel. "Não sei se posso pagar auxílio-aluguel. Para isso existem regras, que devem ser interpretadas de acordo com cada caso."

A Prefeitura prometeu incluir as 74 famílias no do programa Minha Casa, Minha Vida, do governo federal.

Segundo o titular da Pasta, a meta é que as desapropriações sejam concluídas no fim do ano que vem. O terreno onde está localizada a favela é de propriedade da Prefeitura e é considerado área de risco por estar embaixo de rede de alta tensão.

 

SEM ESPERANÇAS

O segurança Fernando Lisboa, 25 anos, participou da reunião e demonstrou pouco entusiasmo em relação ao posicionamento da Prefeitura. "Eles falaram do Minha Casa, Minha Vida para livrar o problema deles. Isso vai demorar. Para onde vamos enquanto isso?", questionou. Lisboa afirmou que os moradores manterão os protestos enquanto não receberem garantia de que terão lugar para ficar.



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