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Diretor de hípica ligado a bicheiro é morto no Rio



11/12/2005 | 08:04


A polícia do Rio investiga o assassinato do diretor da SHB (Sociedade Hípica Brasileira), Ibsen Rocha Villaça Filho, 39 anos. Ele foi morto a tiros na noite de sexta-feira quando saía de um dos haras que administrava em Vargem Grande, zona Oeste do Rio.

Criador, treinador e negociante de cavalos, Villaça havia sido eleito no final do mês passado presidente da Feerj (Federação Eqüestre do Rio de Janeiro). Ele também administrava o Haras Fazenda Modelo, em Guapimirim, na Região Serrana do Rio, um dos principais bens deixados pelo bicheiro Waldemir Paes Garcia, o Maninho. O contraventor, mais conhecido por ter sido presidente e patrono da escola de samba Salgueiro, foi assassinado no ano passado, em mais um capítulo da guerra entre bicheiros pelo controle da exploração de máquinas caça-níqueis.

Villaça dirigia um automóvel Golf preto em direção à Barra da Tijuca, quando dois bandidos emparelharam a Parati branca que ocupavam com o carro do diretor da Hípica, parado num sinal de trânsito. O homem que estava no banco do carona disparou pelo menos sete tiros contra Villaça, que morreu na hora. Ele foi atingido no peito, ombros, braços, pescoço e na cabeça.

Pela quantidade de disparos, a polícia suspeita que o crime tenha sido uma execução. No entanto, a hipótese de assalto não pode ainda ser descartada, já que uma mala com dinheiro que a vítima carregava foi levada pelos bandidos, que fugiram rapidamente.

A ligação de Villaça com Maninho e o pai dele, Waldemir Garcia, o Miro, reforçam as suspeitas de que o crime pode ter sido encomendado. O haras da família que ele administrava é um criador reconhecido da raça de cavalos campolina. Um único cavalo do haras já alcançou a avaliação de R$ 6 milhões. Experiente no ramo de cavalos, Villaça era um homem conhecido por negociantes, criadores e donos de haras. Ele acabara de ser eleito para a presidência da Feerj. A ex-presidente da instituição, Caila Klien, disse que Villaça era uma pessoa muito atuante no hipismo e estava empolgado com o mandato.

"Como vice-presidente, assumi a Feerj por um impedimento do presidente e recebi muito apoio dele. Ele conhecia muita gente, dava aulas, tinha comércio de cavalos, se relacionava bem com os outros criadores. Todo mundo ficou muito abalado com essa notícia", disse Caila, acrescentando que, dentro da federação, ele nunca se mostrou preocupado com ameaças de morte. "Nunca soubemos se ele recebia ameaças, mas só o conhecia profissionalmente", disse a ex-presidente da Feerj.

O corpo de Villaça só foi liberado pelo IML (Instituto Médico Legal) no final da manhã de sábado. A família não quis comentar o assunto. O sepultamento seria realizado sábado à tarde, em Petrópolis, na Região Serrana.

Bicho – Villaça foi uma das personalidades que estiveram no velório de Maninho, em setembro de 2004, ao lado de outros contraventores e jogadores de futebol. O banqueiro do bicho foi morto com seis tiros de fuzil. Até hoje o crime não foi esclarecido. Para a polícia, o assassinato foi mais um da série de mortes de pessoas ligadas ao jogo iniciada em 1997, com a execução do banqueiro Castor de Andrade.



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