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Polícia de S.Paulo liberta irmãos que estavam seqüestrados


Do Diário OnLine
Com AE

22/08/2004 | 20:52


Policiais da DAS (Divisão Antiseqüestro) de São Paulo libertaram na madrugada deste domingo dois irmãos, um de 13 e outro de 10 anos, que estavam seqüestrados há 18 dias. Dois acusados de serem os seqüestradores foram presos no cativeiro, descoberto no município de Embu-Guaçu, região da Grande São Paulo.

Os irmãos foram seqüestrados do dia 4 de agosto, quando José Maria dos Santos, 47 anos, e Ademir Dominiquini, 28, retiraram as crianças de um ônibus escolar na região do Jardim das Imbuias, na Zona Sul de São Paulo.

Nesta madrugada, ao se aproximarem do local em que os menores estavam presos, os policiais foram recebidos a tiros pelos supostos seqüestradores. Depois de um intenso tiroteio, os investigadores conseguiram negociar com os criminosos, que se entregaram e libertaram as crianças. Ninguém ficou ferido.

Santos e Dominiquini já tinham passagens pela polícia. O primeiro cumpria pena no regime semi-aberto. O outro fugiu da cadeia. Santos tem várias passagens por roubo, receptação e porte de entorpecentes. Cumpria pena de 22 anos de detenção na penitenciária do município de Pacaembu, na região de Campinas. Dominiquini tem na ficha criminal os crimes de roubo e latrocínio. Era fugitivo da penitenciária de Guaratinguetá.

Os dois confessaram aos investigadores o seqüestro de uma comerciante, também da Zona Sul. Ela foi libertada no fim do mês passado depois que a família pagou o resgate. A mulher ficou no mesmo cativeiro dos irmãos, e seu depoimento ajudou a polícia a chegar ao local onde os garotos ficaram.

O imóvel, que está em reforma, teve as precárias cercas trocadas por tapumes de madeira pintados de azul-marinho. De fora não dava para ver nada.

História - Os seqüestradores não levantaram suspeitas dos vizinhos. O vendedor Adriano de Paula, 28 anos, vizinho de parede do cativeiro, chegou a conversar com Dominiquini. "Ele contou que a mãe estava hospitalizada e só viriam para casa seu pai e seus dois irmãos." No caso, o pai era o comparsa, Santos.

A mulher de Adriano, Adélia Dias Andrade, disse que há cerca de uma semana seu cachorro Max, da raça boxer, começou a ter um comportamento estranho. "Ele latia, de uns tempos para cá, em direção à casa do vizinho." Do quarto do casal dava para ver o quintal da casa dos seqüestradores. "Da minha janela via um homem (Santos) varrendo o chão e lavando roupa. Também via a escada apoiada no muro. Mas nunca imaginei que poderia ser uma cativeiro", isse Adélia.

De acordo com vizinhos, os seqüestradores pediram emprestado um martelo, que teria sido usado para chumbar na parede a argola de ferro onde fixaram a corrente que prendia os irmãos.



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