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Pátio abrigará moradia popular


Renan Fonseca
Do Diário do Grande ABC

20/10/2010 | 07:11


A Prefeitura de Santo André vai usar o pátio municipal na Vila Guiomar para a construção de conjunto habitacional destinado a parte dos moradores do Núcleo Espírito Santo, no bairro Cidade São Jorge.

Localizado na Avenida Dom Jorge Marcos de Oliveira, o estacionamento possui cerca de 21 mil metros quadrados e vai passar por alterações que permitam a construção de 15 torres com 355 apartamentos. Cada imóvel medirá cerca de 40 metros quadrados. O projeto está orçado em R$ 19,5 milhões, recursos provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Perto de 800 famílias vivem em barracos e moradias improvisadas no Espírito Santo, na porção mais próxima ao aterro municipal. Conjunto de obras está em andamento na cidade para garantir que ao menos 685 famílias deixem a área de risco e ocupem habitações regulares. Os conjuntos Catiguá, Jorge Bereta e Itatiaia serão entregues aos grupos familiares em 24 meses, prazo técnico para o término das obras. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação afirma que está providenciando lotes para abrigar o restante das famílias.

Para conseguir o recurso junto ao governo federal, o responsável pela Pasta, Frederico Muraro Filho, teve de alterar as ações para o Núcleo Espírito Santo planejadas pela gestão anterior.

Em 2007, o Ministério Público obrigou a Prefeitura a assinar TAC (Termo de Ajuste de Conduta) se comprometendo a remover as famílias e a urbanizar a parte do núcleo mais distante do aterro Cidade São Jorge.

Na época, outros dois terrenos que também pertencem ao município, o Juquiá e Dona Rosa, eram cotados para comportar moradias para as famílias.

"Os espaços seriam mal aproveitados e resolvemos cadastrar o Dom Jorge no programa do governo federal", disse Filho. Os terrenos comportariam menos apartamentos que o Dom Jorge e o Juquiá vai servir ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Projeto acumula investimentos de R$ 40 milhões
As ações sobre o Núcleo Espírito Santo somam mais de R$ 40 milhões em recursos da Prefeitura e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Os conjuntos que estão sendo construídos nas áreas Jorge Bereta, Itatiaia e Catiguá, para mais de 600 famílias, são responsáveis por aproximadamente R$ 13 milhões. Nos prédios do Dom Jorge, o investimento previsto se aproxima dos R$ 20 milhões.

Obras de encanamento para água tratada e esgoto, abertura de vias e calçamento vão beneficiar outras 600 famílias. A empresa Semenge Engenharia e Empreendimentos está executando as ações no núcleo conforme informou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

As mudanças são aguardadas pelos moradores com ansiedade. O mau cheiro, falta de segurança e acesso a serviços públicos fez a aposentada Terezinha Paro, 71 anos, colocar o barraco onde vive há quatro anos à venda. "Não consigo ter sossego. Tenho problemas de saúde e só mudando daqui posso melhorar", lamentou. (Renan Fonseca)



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Pátio abrigará moradia popular

Renan Fonseca
Do Diário do Grande ABC

20/10/2010 | 07:11


A Prefeitura de Santo André vai usar o pátio municipal na Vila Guiomar para a construção de conjunto habitacional destinado a parte dos moradores do Núcleo Espírito Santo, no bairro Cidade São Jorge.

Localizado na Avenida Dom Jorge Marcos de Oliveira, o estacionamento possui cerca de 21 mil metros quadrados e vai passar por alterações que permitam a construção de 15 torres com 355 apartamentos. Cada imóvel medirá cerca de 40 metros quadrados. O projeto está orçado em R$ 19,5 milhões, recursos provenientes do PAC (Programa de Aceleração do Crescimento).

Perto de 800 famílias vivem em barracos e moradias improvisadas no Espírito Santo, na porção mais próxima ao aterro municipal. Conjunto de obras está em andamento na cidade para garantir que ao menos 685 famílias deixem a área de risco e ocupem habitações regulares. Os conjuntos Catiguá, Jorge Bereta e Itatiaia serão entregues aos grupos familiares em 24 meses, prazo técnico para o término das obras. A Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação afirma que está providenciando lotes para abrigar o restante das famílias.

Para conseguir o recurso junto ao governo federal, o responsável pela Pasta, Frederico Muraro Filho, teve de alterar as ações para o Núcleo Espírito Santo planejadas pela gestão anterior.

Em 2007, o Ministério Público obrigou a Prefeitura a assinar TAC (Termo de Ajuste de Conduta) se comprometendo a remover as famílias e a urbanizar a parte do núcleo mais distante do aterro Cidade São Jorge.

Na época, outros dois terrenos que também pertencem ao município, o Juquiá e Dona Rosa, eram cotados para comportar moradias para as famílias.

"Os espaços seriam mal aproveitados e resolvemos cadastrar o Dom Jorge no programa do governo federal", disse Filho. Os terrenos comportariam menos apartamentos que o Dom Jorge e o Juquiá vai servir ao programa Minha Casa, Minha Vida.

Projeto acumula investimentos de R$ 40 milhões
As ações sobre o Núcleo Espírito Santo somam mais de R$ 40 milhões em recursos da Prefeitura e PAC (Programa de Aceleração do Crescimento). Os conjuntos que estão sendo construídos nas áreas Jorge Bereta, Itatiaia e Catiguá, para mais de 600 famílias, são responsáveis por aproximadamente R$ 13 milhões. Nos prédios do Dom Jorge, o investimento previsto se aproxima dos R$ 20 milhões.

Obras de encanamento para água tratada e esgoto, abertura de vias e calçamento vão beneficiar outras 600 famílias. A empresa Semenge Engenharia e Empreendimentos está executando as ações no núcleo conforme informou a Secretaria de Desenvolvimento Urbano e Habitação.

As mudanças são aguardadas pelos moradores com ansiedade. O mau cheiro, falta de segurança e acesso a serviços públicos fez a aposentada Terezinha Paro, 71 anos, colocar o barraco onde vive há quatro anos à venda. "Não consigo ter sossego. Tenho problemas de saúde e só mudando daqui posso melhorar", lamentou. (Renan Fonseca)

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