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Preço de seguro de carro aumenta até 67%


Hugo Cilo
Do Diário do Grande ABC

13/02/2005 | 17:00


Os preços de seguro de carros no Estado de São Paulo estão até 67% mais caros neste ano em comparação com 2004, segundo levantamento do Sincor-SP (Sindicato dos Corretores de Seguro do Estado de São Paulo). Os veículos que sofreram maior reajuste são picapes e modelos esportivos com motores de alta cilindrada. O índice anual de valores, divulgado pelo Sincor-SP, supera em muito o aumento de 19,45% dos combustíveis durante o ano e os 11,78% da inflação (pelo IGPM-FGV) nos últimos 12 meses.

No Grande ABC, além de enfrentar o aumento dos preços dos seguro, os consumidores terão de engolir as estatísticas de roubos e furtos de veículos – as maiores do país – e desembolsar ainda mais. "O Grande ABC e a Zona Leste da capital disputam palmo a palmo a liderança do ranking de roubo e furto de carros no Brasil. Muitas seguradoras ‘fogem’ dessas regiões ou aumentam os preços exatamente para não correr riscos", explica Leoncio de Arruda, presidente do Sincor-SP.

Segundo ele, o valor do seguro de um automóvel que circula no Grande ABC pode ser até 100% mais caro que o de um mesmo modelo da região dos Jardins, em São Paulo. "Tudo varia de acordo com o perfil, mas o Grande ABC é geralmente muito mais caro", diz.

Embora o aumento nos preços chegue a 67% em alguns casos, carros populares de passeio sentirão menos o peso do reajuste. Denise Lumi Torii Anasawa, proprietária da CRJ Corretora de Seguros, de Santo André, explica que veículos considerados de alto risco de sinistralidade (denominação para ocorrências) são os que apresentam maior preço. "Os utilitários são sempre mais caros e tiveram neste ano um reajuste considerável", diz. "Os carros esportivos e as picapes, geralmente usadas para prática de esportes, como trilhas e rallies, também tiveram aumento de preços."

Alternativas – O aumento dos preços do seguro não significa, no entanto, que os consumidores terão de desembolsar mais no momento de renovar. Das 150 seguradoras do país, 45 atuam com seguro de automóvel. O presidente do Sincor aconselha que aqueles que se sentirem prejudicados pelo reajuste devem procurar outra seguradora ou corretora.

Isso porque o impacto do aumento pode ser amenizado com descontos e bonificações. "Para não perder o cliente, alguns corretores têm um limite de abatimentos que podem aliviar o bolso do segurado", conta Arruda. "Consumidores antigos e ‘bons’ motoristas são sempre valorizados pelas corretoras e seguradoras. É sempre bom negociar o valor da renovação", acrescenta.

Outro artifício que pode se utilizado nesse caso é a alteração do perfil do segurado. Autorização para que menores de 25 anos dirijam, carro estacionado na rua durante o horário de trabalho ou faculdade são itens que encarecem o custo final do seguro. "Às vezes, compensa pagar estacionamento em horários ou regiões de risco que pagar muito a mais pela renovação. Proibir que filhos jovens peguem o carro também ajuda na queda do preço", diz o presidente do Sincor-SP.

Além disso, optar por coberturas menos amplas pode absorver o aumento dos preços. É o caso de cobertura de vidros ou de indenização elevada a terceiros. "A melhor dica é sempre informar à companhia o perfil mais realista possível, deixando de lado precauções exageradas que no final das contas encarecem o preço final", completa Arruda.



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