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Deputados acompanham apuração de morte de mendigos


Do Diário OnLine
Com Agências

31/08/2004 | 00:09


Uma comissão formada por quatro deputados federais se reuniu na manhã desta segunda-feira com os policiais do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) para acompanhar as investigações sobre a morte de seis moradores de rua no centro de São Paulo.

O delegado Armando Oliveira Costa Filho explicou aos parlamentares o andamento das investigações. No último sábado, a polícia informou estar próxima da identificação dos assassinos, já que dois mendigos feridos nos ataques prestaram informações importantes à polícia.

Na tarde desta segunda-feira, a comissão se reuniu com representantes de diversas comunidades de mendigos na Pastoral do Povo de Rua. Eles reclamaram de discriminação por vários segmentos da sociedade e disseram que os ataques refletem o aumento desse processo discriminatório.

O deputado federal Orlando Fantazzini (PT-SP), coordenador da comissão, disse ser estranho que em uma região como o centro da cidade, na qual ocorreram os ataques, ninguém tenha feito nada para ajudar, principalmente a segurança particular contratada para vigiar instituições bancárias. “Os moradores de rua nos disseram que é curioso como na região onde aconteceram os óbitos há um número imenso de guardas privados e que nenhuma dessas pessoas viu nada, embora se eles (moradores de rua) encostarem um dedo no vidro de uma instituição bancária, a guarda privada rapidamente toma medidas”, disse.

“Por outro lado, também foi dito que as organizações da sociedade civil que lutam pela revitalização do centro de São Paulo até o momento não emitiram nenhuma manifestação em razão desses fatos (ataques). Para eles (moradores de rua), isso causa muita estranheza, porque nós temos que revitalizar também - e acima de tudo a vida – não só espaços físicos”, acrescentou o deputado.

Segundo o deputado, a comissão acompanhará as investigações para garantir que o caso não caia no esquecimento e discutirá propostas de políticas públicas para melhorar a situação dos moradores de rua.

Corpos — Ainda nesta segunda, o IML (Instituto Médico Legal) liberou os corpos de quatro moradores de rua. Como não foram identificados, eles acabaram sendo enterrados como indigentes.



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