Fechar
Publicidade

Quarta-Feira, 15 de Julho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Cultura & Lazer

cultura@dgabc.com.br | 4435-8364

'Tony Manero' retrata alienação no Chile



10/04/2009 | 07:03


A produção do longa Tony Manero, que estreia nesta sexta-feira, começou com uma imagem que o diretor chileno Pablo Larraín descobriu num livro de fotografias que folheava, por acaso, num museu na Espanha. Ele ficou tão impressionado que comprou a obra e, de volta ao Chile, mostrou a seu amigo, o ator e diretor de teatro e TV Alfredo Castro, a foto de um homem nu e melancólico em uma janela, 

O mesmo aspecto solitário da fotografia está latente em Raúl Peralta, personagem central interpretado por Castro. Em meio à ditadura do general Pinochet, nos anos 1970, ele torna-se obcecado pelos trejeitos do suburbano Tony Manero, protagonizado por John Travolta no clássico Embalos de Sábado à Noite.

No fim daquela década, Travolta/Manero pôs o mundo inteiro para dançar. No Brasil, houve até novela que ficou lendária, Dancing Days, escrita por Gilberto Braga. Imerso nas feridas de um dos regimes mais violentos da história da América Latina, o Chile não escapou à tendência.

Muitos alienaram-se e dançaram para fugir ao horror da realidade e ao desmonte das estruturas político-sindicais que transformaram o país em laboratório para as teorias de defensores do neoliberalismo econômico. É disso que trata Tony Manero, mas Pablo Larraín o faz sem seguir o receituário do colonizado de Hollywood. O protagonista foi construído pelo diretor ao longo de dois anos de pesquisa com Castro. 

O filme estreou em agosto no Chile e dividiu público e crítica. Larraín considera o fato positivo.

"Ninguém ficou indiferente, isso é o mais importante. E a divisão é expressão do que trata o filme, que é a divisão da própria sociedade chilena em relação à herança do golpe militar de Pinochet", afirma o diretor.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

'Tony Manero' retrata alienação no Chile


10/04/2009 | 07:03


A produção do longa Tony Manero, que estreia nesta sexta-feira, começou com uma imagem que o diretor chileno Pablo Larraín descobriu num livro de fotografias que folheava, por acaso, num museu na Espanha. Ele ficou tão impressionado que comprou a obra e, de volta ao Chile, mostrou a seu amigo, o ator e diretor de teatro e TV Alfredo Castro, a foto de um homem nu e melancólico em uma janela, 

O mesmo aspecto solitário da fotografia está latente em Raúl Peralta, personagem central interpretado por Castro. Em meio à ditadura do general Pinochet, nos anos 1970, ele torna-se obcecado pelos trejeitos do suburbano Tony Manero, protagonizado por John Travolta no clássico Embalos de Sábado à Noite.

No fim daquela década, Travolta/Manero pôs o mundo inteiro para dançar. No Brasil, houve até novela que ficou lendária, Dancing Days, escrita por Gilberto Braga. Imerso nas feridas de um dos regimes mais violentos da história da América Latina, o Chile não escapou à tendência.

Muitos alienaram-se e dançaram para fugir ao horror da realidade e ao desmonte das estruturas político-sindicais que transformaram o país em laboratório para as teorias de defensores do neoliberalismo econômico. É disso que trata Tony Manero, mas Pablo Larraín o faz sem seguir o receituário do colonizado de Hollywood. O protagonista foi construído pelo diretor ao longo de dois anos de pesquisa com Castro. 

O filme estreou em agosto no Chile e dividiu público e crítica. Larraín considera o fato positivo.

"Ninguém ficou indiferente, isso é o mais importante. E a divisão é expressão do que trata o filme, que é a divisão da própria sociedade chilena em relação à herança do golpe militar de Pinochet", afirma o diretor.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;