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CVC investirá US$ 12 milhões no oceano


Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

03/05/2006 | 08:14


A CVC anunciou terça-feira novos investimentos de US$ 12 milhões no mercado de cruzeiros para aumentar em mais de 100% o número de passageiros no próximo verão. Para alcançar a meta, a empresa de Santo André passará a administrar mais dois navios – saltando de três para cinco embarcações –, e ainda adotará os sistemas de all inclusive (tudo incluso) e de alimentação 24 horas, inéditos no Brasil.

Segundo o vice-presidente da operadora, Valter Patrani, as famílias brasileiras que optam pelos cruzeiros acabam temendo o alto custo com bebidas devido ao fato de tudo ser cobrado em dólar. Hoje, o valor pago por pessoa em cruzeiros inclui cinco refeições, mas o consumo de bebidas é pago à parte. Por isso, a CVC pretende liberar alimentos e bebidas em tempo integral com US$ 12 a mais por dia no preço dos pacotes individuais.

Hoje, a média de consumo por pessoa com bebidas no navio é de US$ 15. E nós vamos liberar desde água até o melhor tipo de uísque e vinhos”, afirma Patrani. O vice-presidente acrescenta que a empresa está na contramão do mercado. “Pesquisas mostram que as empresas marítimas vendem pacotes mais baratos e tiram proveito nos preços das bebidas. Então, decidimos fazer ir no sentido oposto.”

O vice-presidente diz que a aposta neste setor foi apontada pelo público. “Esse tipo de viagem agradou a família de classe média brasileira. As vendas em dezembro foram excepcionais. Não havia mais cabines para negociar”, afirmou. Mesmo em baixa temporada – de abril a setembro – Patrani informou que a CVC consegue fechar 80% da capacidade dos navios.

“Nunca o Brasil assistiu a um movimento tão intenso no segmento de cruzeiros. Os navios vêm criando um forte impacto na economia e no turismo das cidades onde atracam, levando brasileiros e estrangeiros a conhecer nossa costa de uma forma muito diferente e divertida”, analisa.

No entanto, Patrani não esconde o outro motivo para o investimento. A baixa do dólar beneficiou o turismo estrangeiro. “Os brasileiros têm procurado mais a rota internacional e os cruzeiros locais roubam fatia deste mercado”, pondera.

Preço – A alta procura pelos cruzeiros da CVC são explicadas pelo preço acessível, segundo avalia a companhia. Pacotes de três noites são negociados a partir de US$ 354, pagos em até dez parcelas. Por isso, a CVC acredita que irá superar a marca de 65 mil passageiros, registrada no último verão, e alcançará 130 mil no próximo com as novidades anunciadas.

Outro fator é favorável à CVC: a empresa é a única operadora nacional a controlar navios. “Somos responsáveis por 50% das vendas de cruzeiros. A outra fatia é dividida entre três agências internacionais que negociam cruzeiros para fora do Brasil”, afirmou Patrani.

O investimento, contudo, não faz com que os navios se tornem brasileiros. O problema, segundo Patrani, são as leis severas brasileiras. Por isso, hoje, as embarcações arrendadas pela CVC possuem bandeiras estrangeiras. O primeiro navio negociado pelo empresa foi o Pacific, em 2004.

A partir de então, o navio passou a ficar atracado o ano todo no Nordeste, de onde parte rumo a outros estados da região. “Hoje, 40% dos passageiros são do Nordeste e os outros 60% são de pessoas de outros estados”, contabiliza Patrani.

Com a alta procura, a CVC, em 2005, trouxe os navios Mistral (que possui a maior capacidade de passageiros) e o Blue Dream. A partir deste ano, CVC será responsável também pelo Grande Voyager e Sky Wonder – ambos espanhóis – que já têm estréia marcada para novembro e dezembro respectivamente.


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CVC investirá US$ 12 milhões no oceano

Juliana de Sordi Gattone
Do Diário do Grande ABC

03/05/2006 | 08:14


A CVC anunciou terça-feira novos investimentos de US$ 12 milhões no mercado de cruzeiros para aumentar em mais de 100% o número de passageiros no próximo verão. Para alcançar a meta, a empresa de Santo André passará a administrar mais dois navios – saltando de três para cinco embarcações –, e ainda adotará os sistemas de all inclusive (tudo incluso) e de alimentação 24 horas, inéditos no Brasil.

Segundo o vice-presidente da operadora, Valter Patrani, as famílias brasileiras que optam pelos cruzeiros acabam temendo o alto custo com bebidas devido ao fato de tudo ser cobrado em dólar. Hoje, o valor pago por pessoa em cruzeiros inclui cinco refeições, mas o consumo de bebidas é pago à parte. Por isso, a CVC pretende liberar alimentos e bebidas em tempo integral com US$ 12 a mais por dia no preço dos pacotes individuais.

Hoje, a média de consumo por pessoa com bebidas no navio é de US$ 15. E nós vamos liberar desde água até o melhor tipo de uísque e vinhos”, afirma Patrani. O vice-presidente acrescenta que a empresa está na contramão do mercado. “Pesquisas mostram que as empresas marítimas vendem pacotes mais baratos e tiram proveito nos preços das bebidas. Então, decidimos fazer ir no sentido oposto.”

O vice-presidente diz que a aposta neste setor foi apontada pelo público. “Esse tipo de viagem agradou a família de classe média brasileira. As vendas em dezembro foram excepcionais. Não havia mais cabines para negociar”, afirmou. Mesmo em baixa temporada – de abril a setembro – Patrani informou que a CVC consegue fechar 80% da capacidade dos navios.

“Nunca o Brasil assistiu a um movimento tão intenso no segmento de cruzeiros. Os navios vêm criando um forte impacto na economia e no turismo das cidades onde atracam, levando brasileiros e estrangeiros a conhecer nossa costa de uma forma muito diferente e divertida”, analisa.

No entanto, Patrani não esconde o outro motivo para o investimento. A baixa do dólar beneficiou o turismo estrangeiro. “Os brasileiros têm procurado mais a rota internacional e os cruzeiros locais roubam fatia deste mercado”, pondera.

Preço – A alta procura pelos cruzeiros da CVC são explicadas pelo preço acessível, segundo avalia a companhia. Pacotes de três noites são negociados a partir de US$ 354, pagos em até dez parcelas. Por isso, a CVC acredita que irá superar a marca de 65 mil passageiros, registrada no último verão, e alcançará 130 mil no próximo com as novidades anunciadas.

Outro fator é favorável à CVC: a empresa é a única operadora nacional a controlar navios. “Somos responsáveis por 50% das vendas de cruzeiros. A outra fatia é dividida entre três agências internacionais que negociam cruzeiros para fora do Brasil”, afirmou Patrani.

O investimento, contudo, não faz com que os navios se tornem brasileiros. O problema, segundo Patrani, são as leis severas brasileiras. Por isso, hoje, as embarcações arrendadas pela CVC possuem bandeiras estrangeiras. O primeiro navio negociado pelo empresa foi o Pacific, em 2004.

A partir de então, o navio passou a ficar atracado o ano todo no Nordeste, de onde parte rumo a outros estados da região. “Hoje, 40% dos passageiros são do Nordeste e os outros 60% são de pessoas de outros estados”, contabiliza Patrani.

Com a alta procura, a CVC, em 2005, trouxe os navios Mistral (que possui a maior capacidade de passageiros) e o Blue Dream. A partir deste ano, CVC será responsável também pelo Grande Voyager e Sky Wonder – ambos espanhóis – que já têm estréia marcada para novembro e dezembro respectivamente.

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