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Mauaense volta às pistas
junto de Christian Fittipaldi

Após 12 anos ausente, Mauri Zaccarelli vai disputar Copa
Fiat; ele vai correr pela equipe Fittipaldi e está empolgado


Thiago Bassan
Do Diário do Grande ABC

03/06/2012 | 07:00


Começa hoje a edição 2012 da Copa Fiat, torneio que terá cinco meses de duração e será disputado repleto de novidades, como motores mais potentes e visuais aerodinâmicos que devem empolgar bastante o público que comparecer às provas.

Pelo Grande ABC, a novidade gira em torno do piloto que representará a região na disputa. Mauri Zaccarelli, empresário nascido em Mauá, volta a disputar profissionalmente uma categoria do automobilismo após 12 anos. Ele vai correr pela equipe Fittipaldi, ao lado de Christian Fittipaldi. E se mostra bastante empolgado com o desafio.

"Chegou a hora de voltar a correr. Estou feliz por disputar a Copa Fiat em uma equipe de ponta e ao lado de um ex-piloto da Fórmula 1, bastante experiente em diversas categorias do automobilismo. Só isso já é motivo de satisfação", disse Mauri Zaccarelli.

Como em todo esporte, o fato de estar afastado há bastante tempo requer uma readaptação. Por isso, o mauaense mostra cautela em seu reinício no automobilismo. "Será a minha primeira prova (em Londrina) após bastante tempo parado. Preciso me readaptar. A maior dificuldade é o retorno. Minha meta é chegar ao fim da temporada entre os dez primeiros colocados, brigar por diversos pódios durante o torneio, mas não será fácil", destacou.

Nascido na Vila Ana, bairro de Mauá, Zaccarelli deu os primeiros passos para ser piloto nas corridas de rua que eram disputadas próximo ao corpo de bombeiros da cidade, onde hoje existe o Rodoanel. Participou também das primeiras corridas de kart da região, nos anos de 1987 e 1988, em Ribeirão Pires e Santo André. E, desde cedo, sofreu com a falta de apoio dos familiares para seguir em frente com o sonho de se tornar piloto.

"Meus pais nunca gostavam quando eu falava que queria ser piloto. Tem a questão de correr riscos, a falta de segurança. Por isso, sempre tive que fazer tudo por conta própria e brigava com eles para ter isso. Fui buscar recursos para bancar meus sonhos e consegui", relembrou.

E quem vê hoje Mauri desfilando seu talento pelas pistas e também quer seguir o mesmo caminho, pode seguir os conselhos do piloto e empresário.

"Se o jovem é apaixonado por isso, tem que ir atrás, não é fácil. O automobilismo é esporte caro (veja abaixo). Não é como futebol, que o rapaz põe a chuteira e está jogando. Quem vai atrás, consegue. Existem vários lugares no Grande ABC e no País em geral que se pode correr, andar de kart. Tem que ser persistente", declarou.

As decepções que o Brasil tem tido ultimamente no automobilismo demonstra a carência, na sua opinião, que o esporte tem de gerar ídolos. "O Brasil precisa de novos talentos, já estivemos em um patamar muito mais alto no automobilismo que o atual. E não vejo um futuro tão promissor. Existem pilotos bons, mas são poucos", analisou Zaccarelli, que sai na décima colocação do Grande Prêmio de Londrina (Paraná), no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Cacá Bueno é o pole position, André Bragantini sai em segundo e Fittipaldi em sexto.


Experiência e tradição do sobrenome são as apostas

Experiência é o que não falta para Christian Fittipaldi. Acostumado com o esporte desde cedo, pelo fato de seu pai Wilson e tio Emerson terem sido pilotos, ele teve carreira de altos e baixos e passou por quase todas as principais categorias do automobilismo nacional e internacional.

Fórmulas 1, Indy, 3000, Nascar, Stock Car entre outras, são algumas das classes nas quais Christian levou o sobrenome Fittipaldi, buscando sempre honrar a tradição.

Agora, o desafio chama pelo nome de Copa Fiat. E apostando na experiência, Christian crê em bom desempenho. "A minha expectativa para o torneio é grande, das melhores possíveis. Vou tentar ser competitivo ao máximo e espero entrar na última etapa disputando o título. Temos condições para isso."

Para o experiente piloto, a competição não permite que sejam apontados favoritos ao título, embora seja unânime a opinião de que os pilotos da Stock Car levam vantagem sobre os concorrentes.

"São carros de linha em condições iguais de corrida. O que diferencia é que cada piloto tem sua própria equipe e determina a maneira ideal de preparar o carro. O que chama a atenção na Copa Fiat é que a disputa será marcada pela mistura de pilotos profissionais, semi-profissionais e amadores. Lógico que os profissionais são favoritos, disputam torneios de nível avançado, mas todos querem vencer", destacou.

Fittipaldi não aponta a equipe que leva seu sobrenome entre as favoritas, mas também não a coloca abaixo dos concorrentes. "Dentro das nossas condições, estamos preparados para fazer bonito no torneio. Vontade não falta para mim, tampouco para o Mauri. Sabemos das dificuldades, a competição não é nada fácil. Mas a vontade de quem quer vencer sempre faz a diferença no automobilismo", ressaltou Christian, que confia no novato companheiro. "Não é fácil para ele voltar após 12 anos. Mas creio que na segunda metade do torneio possa ser bastante competitivo", previu.


Torneio custa quase R$ 70 mil por etapa

Chamada anteriormente de Troféu Linea, a Copa Fiat entra em sua primeira temporada com a nova nomenclatura. O nascimento da competição tem como objetivo criar subcategorias dentro de mesma classe em único campeonato.

O torneio será dividido em seis etapas. Além do Grande Prêmio de Londrina, que será disputado hoje, os pilotos terão pela frente as etapas de Brasília (dias 7 e 8 de julho), Curitiba (28 e 29 de julho), São Paulo (18 e 19 de agosto), Goiânia (8 e 9 de setembro) e Nova Santa Rita-RS (3 e 4 de novembro).

Por ser competição de alto nível e contar com pilotos de categorias superiores como a Stock Car (a equipe Itaú é formada pelos pilotos e irmãos Cacá e Popó Bueno), a Copa Fiat gera gastos considerados impressionantes em cada equipe. A Fittipaldi, por exemplo, planeja arcar com cerca de R$ 65 a 70 mil por prova.

"Esse será, em média, o valor que vamos gastar em cada etapa. Temos dois carros, então os custos devem beirar a margem dos R$ 130, 140 mil. Os gastos são divididos entre manutenção dos carros, pneus, inspeção da prova, mecânicos. Por ser categoria que terá transmissão ao vivo em canais fechados (Sportv) e até mesmo algum espaço na TV aberta (Globo), os valores são altos, pois o retorno também é muito grande", destaca Mauri Zaccarelli.

Segundo o piloto mauaense, o valor não chega nem próximo do que costuma se gastar na Stock Car. Nessa categoria, as equipes têm despesas três vezes maiores do que as pertencentes à Copa Fiat.



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Mauaense volta às pistas
junto de Christian Fittipaldi

Após 12 anos ausente, Mauri Zaccarelli vai disputar Copa
Fiat; ele vai correr pela equipe Fittipaldi e está empolgado

Thiago Bassan
Do Diário do Grande ABC

03/06/2012 | 07:00


Começa hoje a edição 2012 da Copa Fiat, torneio que terá cinco meses de duração e será disputado repleto de novidades, como motores mais potentes e visuais aerodinâmicos que devem empolgar bastante o público que comparecer às provas.

Pelo Grande ABC, a novidade gira em torno do piloto que representará a região na disputa. Mauri Zaccarelli, empresário nascido em Mauá, volta a disputar profissionalmente uma categoria do automobilismo após 12 anos. Ele vai correr pela equipe Fittipaldi, ao lado de Christian Fittipaldi. E se mostra bastante empolgado com o desafio.

"Chegou a hora de voltar a correr. Estou feliz por disputar a Copa Fiat em uma equipe de ponta e ao lado de um ex-piloto da Fórmula 1, bastante experiente em diversas categorias do automobilismo. Só isso já é motivo de satisfação", disse Mauri Zaccarelli.

Como em todo esporte, o fato de estar afastado há bastante tempo requer uma readaptação. Por isso, o mauaense mostra cautela em seu reinício no automobilismo. "Será a minha primeira prova (em Londrina) após bastante tempo parado. Preciso me readaptar. A maior dificuldade é o retorno. Minha meta é chegar ao fim da temporada entre os dez primeiros colocados, brigar por diversos pódios durante o torneio, mas não será fácil", destacou.

Nascido na Vila Ana, bairro de Mauá, Zaccarelli deu os primeiros passos para ser piloto nas corridas de rua que eram disputadas próximo ao corpo de bombeiros da cidade, onde hoje existe o Rodoanel. Participou também das primeiras corridas de kart da região, nos anos de 1987 e 1988, em Ribeirão Pires e Santo André. E, desde cedo, sofreu com a falta de apoio dos familiares para seguir em frente com o sonho de se tornar piloto.

"Meus pais nunca gostavam quando eu falava que queria ser piloto. Tem a questão de correr riscos, a falta de segurança. Por isso, sempre tive que fazer tudo por conta própria e brigava com eles para ter isso. Fui buscar recursos para bancar meus sonhos e consegui", relembrou.

E quem vê hoje Mauri desfilando seu talento pelas pistas e também quer seguir o mesmo caminho, pode seguir os conselhos do piloto e empresário.

"Se o jovem é apaixonado por isso, tem que ir atrás, não é fácil. O automobilismo é esporte caro (veja abaixo). Não é como futebol, que o rapaz põe a chuteira e está jogando. Quem vai atrás, consegue. Existem vários lugares no Grande ABC e no País em geral que se pode correr, andar de kart. Tem que ser persistente", declarou.

As decepções que o Brasil tem tido ultimamente no automobilismo demonstra a carência, na sua opinião, que o esporte tem de gerar ídolos. "O Brasil precisa de novos talentos, já estivemos em um patamar muito mais alto no automobilismo que o atual. E não vejo um futuro tão promissor. Existem pilotos bons, mas são poucos", analisou Zaccarelli, que sai na décima colocação do Grande Prêmio de Londrina (Paraná), no Autódromo Internacional Ayrton Senna. Cacá Bueno é o pole position, André Bragantini sai em segundo e Fittipaldi em sexto.


Experiência e tradição do sobrenome são as apostas

Experiência é o que não falta para Christian Fittipaldi. Acostumado com o esporte desde cedo, pelo fato de seu pai Wilson e tio Emerson terem sido pilotos, ele teve carreira de altos e baixos e passou por quase todas as principais categorias do automobilismo nacional e internacional.

Fórmulas 1, Indy, 3000, Nascar, Stock Car entre outras, são algumas das classes nas quais Christian levou o sobrenome Fittipaldi, buscando sempre honrar a tradição.

Agora, o desafio chama pelo nome de Copa Fiat. E apostando na experiência, Christian crê em bom desempenho. "A minha expectativa para o torneio é grande, das melhores possíveis. Vou tentar ser competitivo ao máximo e espero entrar na última etapa disputando o título. Temos condições para isso."

Para o experiente piloto, a competição não permite que sejam apontados favoritos ao título, embora seja unânime a opinião de que os pilotos da Stock Car levam vantagem sobre os concorrentes.

"São carros de linha em condições iguais de corrida. O que diferencia é que cada piloto tem sua própria equipe e determina a maneira ideal de preparar o carro. O que chama a atenção na Copa Fiat é que a disputa será marcada pela mistura de pilotos profissionais, semi-profissionais e amadores. Lógico que os profissionais são favoritos, disputam torneios de nível avançado, mas todos querem vencer", destacou.

Fittipaldi não aponta a equipe que leva seu sobrenome entre as favoritas, mas também não a coloca abaixo dos concorrentes. "Dentro das nossas condições, estamos preparados para fazer bonito no torneio. Vontade não falta para mim, tampouco para o Mauri. Sabemos das dificuldades, a competição não é nada fácil. Mas a vontade de quem quer vencer sempre faz a diferença no automobilismo", ressaltou Christian, que confia no novato companheiro. "Não é fácil para ele voltar após 12 anos. Mas creio que na segunda metade do torneio possa ser bastante competitivo", previu.


Torneio custa quase R$ 70 mil por etapa

Chamada anteriormente de Troféu Linea, a Copa Fiat entra em sua primeira temporada com a nova nomenclatura. O nascimento da competição tem como objetivo criar subcategorias dentro de mesma classe em único campeonato.

O torneio será dividido em seis etapas. Além do Grande Prêmio de Londrina, que será disputado hoje, os pilotos terão pela frente as etapas de Brasília (dias 7 e 8 de julho), Curitiba (28 e 29 de julho), São Paulo (18 e 19 de agosto), Goiânia (8 e 9 de setembro) e Nova Santa Rita-RS (3 e 4 de novembro).

Por ser competição de alto nível e contar com pilotos de categorias superiores como a Stock Car (a equipe Itaú é formada pelos pilotos e irmãos Cacá e Popó Bueno), a Copa Fiat gera gastos considerados impressionantes em cada equipe. A Fittipaldi, por exemplo, planeja arcar com cerca de R$ 65 a 70 mil por prova.

"Esse será, em média, o valor que vamos gastar em cada etapa. Temos dois carros, então os custos devem beirar a margem dos R$ 130, 140 mil. Os gastos são divididos entre manutenção dos carros, pneus, inspeção da prova, mecânicos. Por ser categoria que terá transmissão ao vivo em canais fechados (Sportv) e até mesmo algum espaço na TV aberta (Globo), os valores são altos, pois o retorno também é muito grande", destaca Mauri Zaccarelli.

Segundo o piloto mauaense, o valor não chega nem próximo do que costuma se gastar na Stock Car. Nessa categoria, as equipes têm despesas três vezes maiores do que as pertencentes à Copa Fiat.

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