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Bancada do Grande ABC se divide sobre cassação de Bolsonaro

Reprodução Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Vicentinho defende impeachment do presidente; Alex prega cautela, apesar de criticar político


Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


Tema palpitante da política nacional nos últimos dias, a possibilidade de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a colocar em raias opostas os dois deputados federais do Grande ABC. O petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, defende a cassação de Bolsonaro. Já Alex Manente (Cidadania) pede cautela sobre o tema, a despeito de formular críticas ao chefe da Nação.

A tese do impeachment ganhou força nas últimas semanas, tendo como base a atuação de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. A alegação dos defensores da cassação é a de que Bolsonaro infringiu diversos artigos da Constituição ao evitar a promoção de políticas públicas que pudessem mitigar a disseminação do vírus, que vitimou mais de 200 mil brasileiros.

Por meio de uma rede social, Vicentinho gravou vídeo declarando ser favorável ao pedido de impeachment por entender que Bolsonaro incorreu em crime de responsabilidade. “O presidente da República, que não é presidente, já que este é um desgoverno, está cometendo crime de responsabilidade. É um criminoso quando negligencia o atendimento adequado para o enfrentamento do coronavírus, quando negligencia a efetividade das vacinas. Portanto, fora Bolsonaro. O impeachment tem que acontecer”, declarou o parlamentar, cuja base eleitoral é São Bernardo.

Na Câmara, o PT tem a maior bancada de deputados, com 56 cadeiras. Vicentinho, no vídeo, alegou que base petista apoia integralmente o impeachment do presidente.

Já Alex pregou ponderação no andamento do impedimento de Bolsonaro. Conforme o parlamentar, o debate deverá ser feito somente após eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado.

“Acho que o momento da discussão do impeachment ocorrerá se (o pedido) for aceito pelo presidente da Câmara, mas isso passa pela eleição (da mesa diretora), que ocorrerá no dia 1º de fevereiro”, avaliou o deputado, também de São Bernardo. Desafeto de Bolsonaro, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aposta as fichas na eleição de Baleia Rossi (MDB-SP) para comandar a casa – Bolsonaro quer ver Arthur Lira (PP-AL) na presidência.

Alex, entretanto, teceu críticas ao governo federal em relação à condução dos trabalhos envolvendo a vacinação no País. “Bolsonaro cometeu muitos erros na questão da vacinação, mas precisamos dar conta da chegada dos insumos, tanto da China quanto da Índia, para prosseguir esse processo de vacinação.”

A discussão do impedimento de Bolsonaro se intensificou ao longo da semana após novela envolvendo plano de imunização nacional. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, sofreu para negociar obtenção de insumos de vacina com a China e com a Índia.

Movimentos de direita e de esquerda promovem no fim de semana carretas pedindo a saída do presidente (leia abaixo). O próprio MBL (Movimento Brasil Livre), um dos pivôs do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que deixou a Presidência em 2016, também se movimenta para realizar manifestações. O PT articulou carreatas pedindo a saída do presidente ao longo do fim de semana.

As críticas vêm no momento em que a popularidade de Bolsonaro cai. Segundo o Datafolha, 40% da população avalia o governo como ruim ou péssimo – no fim do ano passado, o índice era de 32%. 



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Bancada do Grande ABC se divide sobre cassação de Bolsonaro

Vicentinho defende impeachment do presidente; Alex prega cautela, apesar de criticar político

Daniel Tossato
Do Diário do Grande ABC

24/01/2021 | 00:01


Tema palpitante da política nacional nos últimos dias, a possibilidade de impeachment do presidente da República, Jair Bolsonaro (sem partido), voltou a colocar em raias opostas os dois deputados federais do Grande ABC. O petista Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, defende a cassação de Bolsonaro. Já Alex Manente (Cidadania) pede cautela sobre o tema, a despeito de formular críticas ao chefe da Nação.

A tese do impeachment ganhou força nas últimas semanas, tendo como base a atuação de Bolsonaro durante a pandemia de Covid-19. A alegação dos defensores da cassação é a de que Bolsonaro infringiu diversos artigos da Constituição ao evitar a promoção de políticas públicas que pudessem mitigar a disseminação do vírus, que vitimou mais de 200 mil brasileiros.

Por meio de uma rede social, Vicentinho gravou vídeo declarando ser favorável ao pedido de impeachment por entender que Bolsonaro incorreu em crime de responsabilidade. “O presidente da República, que não é presidente, já que este é um desgoverno, está cometendo crime de responsabilidade. É um criminoso quando negligencia o atendimento adequado para o enfrentamento do coronavírus, quando negligencia a efetividade das vacinas. Portanto, fora Bolsonaro. O impeachment tem que acontecer”, declarou o parlamentar, cuja base eleitoral é São Bernardo.

Na Câmara, o PT tem a maior bancada de deputados, com 56 cadeiras. Vicentinho, no vídeo, alegou que base petista apoia integralmente o impeachment do presidente.

Já Alex pregou ponderação no andamento do impedimento de Bolsonaro. Conforme o parlamentar, o debate deverá ser feito somente após eleição das mesas diretoras da Câmara e do Senado.

“Acho que o momento da discussão do impeachment ocorrerá se (o pedido) for aceito pelo presidente da Câmara, mas isso passa pela eleição (da mesa diretora), que ocorrerá no dia 1º de fevereiro”, avaliou o deputado, também de São Bernardo. Desafeto de Bolsonaro, o atual presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), aposta as fichas na eleição de Baleia Rossi (MDB-SP) para comandar a casa – Bolsonaro quer ver Arthur Lira (PP-AL) na presidência.

Alex, entretanto, teceu críticas ao governo federal em relação à condução dos trabalhos envolvendo a vacinação no País. “Bolsonaro cometeu muitos erros na questão da vacinação, mas precisamos dar conta da chegada dos insumos, tanto da China quanto da Índia, para prosseguir esse processo de vacinação.”

A discussão do impedimento de Bolsonaro se intensificou ao longo da semana após novela envolvendo plano de imunização nacional. O governo federal, por meio do Ministério da Saúde, comandado pelo general Eduardo Pazuello, sofreu para negociar obtenção de insumos de vacina com a China e com a Índia.

Movimentos de direita e de esquerda promovem no fim de semana carretas pedindo a saída do presidente (leia abaixo). O próprio MBL (Movimento Brasil Livre), um dos pivôs do impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT), que deixou a Presidência em 2016, também se movimenta para realizar manifestações. O PT articulou carreatas pedindo a saída do presidente ao longo do fim de semana.

As críticas vêm no momento em que a popularidade de Bolsonaro cai. Segundo o Datafolha, 40% da população avalia o governo como ruim ou péssimo – no fim do ano passado, o índice era de 32%. 

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