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Bolívia dá 45 dias para a Petrobras negociar novos preços do gás


Da AFP

10/06/2006 | 14:20


O governo boliviano notificou a companhia brasileira Petrobras para que, num prazo de 45 dias, revise os preços de compra e venda de gás que a Bolívia exporta para o Brasil, disse o presidente da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), Jorge Alvarado.

Alvarado informou à imprensa que a carta de notificação aos executivos da Petrobras foi enviada sexta-feira para que as reuniões comecem na próxima semana.

Segundo o contrato de exportação assinado em 1999, os preços devem ser revisados a cada cinco anos, prazo que venceu em 2004, lembrou o responsável. "A revisão de preços tem de ser feita porque estes cinco anos venceram em 2004. Nós desejamos cumprir com este artigo do contrato", escreveu o jornal ‘La Razón’.

O Brasil importa no momento em média 25 milhões de metros cúbicos de gás diários e paga US$ 3,8 por milhão de BTU. A Petrobras controla 14,5% da reserva de gás da Bolívia, a segunda maior da América do Sul (1,55 bilhão de metros cúbicos) e opera refinarias.

Segundo o presidente da YPFB, o contrato de compra e venda determina a venda obrigatória de gás ao Brasil até o ano 2019. Alvarado esclareceu que, a partir da notificação oficial, "que esperava a Petrobras", correm 45 dias para definir novos preços do gás. "Se o assunto não for resolvido neste prazo terá de passar por um processo de arbitragem internacional", destacou.

No entanto, "esta não é a intenção do governo boliviano, a notificação não deve ser entendida como uma imposição, mas sim como um memorando dos mais cordiais possíveis", continuou.

Atualmente as negociações sobre o novo preço que vai reger as exportações bolivianas de gás a seu gigantesco vizinho estão paralisadas.

A Bolívia tenta acertar um preço de US$ 7,5 por milhão de BTU, conforme disse semana passada o ministro dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz.



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Bolívia dá 45 dias para a Petrobras negociar novos preços do gás

Da AFP

10/06/2006 | 14:20


O governo boliviano notificou a companhia brasileira Petrobras para que, num prazo de 45 dias, revise os preços de compra e venda de gás que a Bolívia exporta para o Brasil, disse o presidente da YPFB (Yacimientos Petrolíferos Fiscales Bolivianos), Jorge Alvarado.

Alvarado informou à imprensa que a carta de notificação aos executivos da Petrobras foi enviada sexta-feira para que as reuniões comecem na próxima semana.

Segundo o contrato de exportação assinado em 1999, os preços devem ser revisados a cada cinco anos, prazo que venceu em 2004, lembrou o responsável. "A revisão de preços tem de ser feita porque estes cinco anos venceram em 2004. Nós desejamos cumprir com este artigo do contrato", escreveu o jornal ‘La Razón’.

O Brasil importa no momento em média 25 milhões de metros cúbicos de gás diários e paga US$ 3,8 por milhão de BTU. A Petrobras controla 14,5% da reserva de gás da Bolívia, a segunda maior da América do Sul (1,55 bilhão de metros cúbicos) e opera refinarias.

Segundo o presidente da YPFB, o contrato de compra e venda determina a venda obrigatória de gás ao Brasil até o ano 2019. Alvarado esclareceu que, a partir da notificação oficial, "que esperava a Petrobras", correm 45 dias para definir novos preços do gás. "Se o assunto não for resolvido neste prazo terá de passar por um processo de arbitragem internacional", destacou.

No entanto, "esta não é a intenção do governo boliviano, a notificação não deve ser entendida como uma imposição, mas sim como um memorando dos mais cordiais possíveis", continuou.

Atualmente as negociações sobre o novo preço que vai reger as exportações bolivianas de gás a seu gigantesco vizinho estão paralisadas.

A Bolívia tenta acertar um preço de US$ 7,5 por milhão de BTU, conforme disse semana passada o ministro dos Hidrocarbonetos, Andrés Soliz.

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