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Região tem déficit
de 3 mil bancários


Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

28/02/2011 | 07:05


Não é por acaso que o atendimento nos bancos é demorado e as filas intermináveis. A projeção é de que o sistema financeiro no Grande ABC tem déficit de 3.000 trabalhadores. Cada agência funciona com sete funcionários, em média, quando o ideal seriam 15 profissionais.

O levantamento, realizado pelo Sindicato dos Bancários do ABC, aponta ainda que as unidades deveriam funcionar mais horas. "Pessoas que trabalham em horário comercial conseguiriam ir ao banco. Com dois turnos de seis horas cada, ampliaríamos a jornada de trabalho e o atendimento, que seria mais rápido e eficiente", defende a presidente do sindicato, Maria Rita Serrano.

Há no Grande ABC 350 locais de trabalho (agências e pontos e atendimento) e 7.000 trabalhadores.

Segundo Maria Rita, a idade média dos bancários fica entre 25 e 45 anos. Nas instituições públicas (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) os concursos públicos são a porta de entrada, enquanto que nos privados a contratação é por seleção. "Mesmo não sendo obrigatório, as instituições acabam por contratar pessoas com curso superior em áreas como Administração e Economia. Para prestar concurso, por exemplo, como o grau de dificuldade e concorrência são altos, as pessoas inscritas acabam tendo graduação superior".

Além disso, 5% dos trabalhadores bancários já fizeram pós-graduação, doutorado, entre outras especializações.

O sistema financeiro oferece a seus colaboradores amplo plano de carreira. Nos bancos públicos há cláusula, na convenção nacional, que garante plano de cargos e salários, levando em conta o tempo de casa de cada funcionário. Nas instituições privadas não há acordo, mas, mesmo assim, o trabalhador segue evolução natural - entram como atendentes (caixa, auxiliar, técnico bancário), alcançando funções de supervisão e gerência.

O piso salarial para quem começa no atendimento é de R$ 1.250 nos bancos privados e de R$ 1.400 nos públicos. Já nos demais cargos, a remuneração pode variar entre R$ 2.500 e R$ 12 mil, no caso de gerente-geral.

Além do plano de carreira, o trabalhador tem direito a vários benefícios, como R$ 710 por mês de auxílios alimentação e cesta; auxílio-creche de R$ 200 para os filhos com até seis anos; plano de previdência privada; convênio médico e auxílio-educação no valor médio de R$ 350.

Maria Rita ressalta que todas as conquistas só foram possíveis porque a categoria é unida. "Todos os anos fazemos greve a favor de melhorias trabalhistas. Só por isso, conquistamos tudo que temos", abrevia a sindicalista.

Disputa acirrada por profissionais do setor

Anualmente, 10% da categoria é renovada entre os bancos da região. A alta rotatividade, no entanto, ocorre pela migração dos profissionais para outras instituições.

Como falta mão de obra qualificada, funcionários que assumem cargos gerenciais recebem muitas propostas de trabalho e acabam migrando para outras instituições."

A concorrência para cargos gerenciais é acirrada. Profissionais com boa carteira de cliente são disputados pelas agências o que contribui para altos salários e benefícios.

Maria Rita afirma ainda que nos últimos dois anos houve renovação da maioria dos funcionários. "O mercado está aquecido. Temos muitos concursos. Hoje toda pessoa tem conta no banco e realiza investimentos. Precisamos de profissionais", avalia.



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Região tem déficit
de 3 mil bancários

Tauana Marin
do Diário do Grande ABC

28/02/2011 | 07:05


Não é por acaso que o atendimento nos bancos é demorado e as filas intermináveis. A projeção é de que o sistema financeiro no Grande ABC tem déficit de 3.000 trabalhadores. Cada agência funciona com sete funcionários, em média, quando o ideal seriam 15 profissionais.

O levantamento, realizado pelo Sindicato dos Bancários do ABC, aponta ainda que as unidades deveriam funcionar mais horas. "Pessoas que trabalham em horário comercial conseguiriam ir ao banco. Com dois turnos de seis horas cada, ampliaríamos a jornada de trabalho e o atendimento, que seria mais rápido e eficiente", defende a presidente do sindicato, Maria Rita Serrano.

Há no Grande ABC 350 locais de trabalho (agências e pontos e atendimento) e 7.000 trabalhadores.

Segundo Maria Rita, a idade média dos bancários fica entre 25 e 45 anos. Nas instituições públicas (Caixa Econômica Federal e Banco do Brasil) os concursos públicos são a porta de entrada, enquanto que nos privados a contratação é por seleção. "Mesmo não sendo obrigatório, as instituições acabam por contratar pessoas com curso superior em áreas como Administração e Economia. Para prestar concurso, por exemplo, como o grau de dificuldade e concorrência são altos, as pessoas inscritas acabam tendo graduação superior".

Além disso, 5% dos trabalhadores bancários já fizeram pós-graduação, doutorado, entre outras especializações.

O sistema financeiro oferece a seus colaboradores amplo plano de carreira. Nos bancos públicos há cláusula, na convenção nacional, que garante plano de cargos e salários, levando em conta o tempo de casa de cada funcionário. Nas instituições privadas não há acordo, mas, mesmo assim, o trabalhador segue evolução natural - entram como atendentes (caixa, auxiliar, técnico bancário), alcançando funções de supervisão e gerência.

O piso salarial para quem começa no atendimento é de R$ 1.250 nos bancos privados e de R$ 1.400 nos públicos. Já nos demais cargos, a remuneração pode variar entre R$ 2.500 e R$ 12 mil, no caso de gerente-geral.

Além do plano de carreira, o trabalhador tem direito a vários benefícios, como R$ 710 por mês de auxílios alimentação e cesta; auxílio-creche de R$ 200 para os filhos com até seis anos; plano de previdência privada; convênio médico e auxílio-educação no valor médio de R$ 350.

Maria Rita ressalta que todas as conquistas só foram possíveis porque a categoria é unida. "Todos os anos fazemos greve a favor de melhorias trabalhistas. Só por isso, conquistamos tudo que temos", abrevia a sindicalista.

Disputa acirrada por profissionais do setor

Anualmente, 10% da categoria é renovada entre os bancos da região. A alta rotatividade, no entanto, ocorre pela migração dos profissionais para outras instituições.

Como falta mão de obra qualificada, funcionários que assumem cargos gerenciais recebem muitas propostas de trabalho e acabam migrando para outras instituições."

A concorrência para cargos gerenciais é acirrada. Profissionais com boa carteira de cliente são disputados pelas agências o que contribui para altos salários e benefícios.

Maria Rita afirma ainda que nos últimos dois anos houve renovação da maioria dos funcionários. "O mercado está aquecido. Temos muitos concursos. Hoje toda pessoa tem conta no banco e realiza investimentos. Precisamos de profissionais", avalia.

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