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Sexo é questão de saúde e chegada do
Carnaval aflora curiosidade dos jovens

Banco de Dados/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Explorações sobre o universo sexual alertam para perigos e cuidados quanto a doenças


Luís Felipe Soares

22/02/2020 | 23:58


As descobertas e as explorações sexuais fazem parte do pacote da adolescência. Entre hormônios borbulhando e curiosidades sobre o contato com o corpo de outras pessoas, não se pode esquecer de que um comportamento saudável é essencial para se divertir com consciência. A chegada das festividades do Carnaval parece sempre mexer com a libido e a mente das pessoas, fazendo com que a época do evento mais popular do Brasil seja propícia para relembrar cuidados e responsabilidades em torno do sexo.

Claro que os prazeres de uma relação carnal acabam por ser o ponto alto da ação. Parte dos problemas ocorre quando a busca por esse sentimento positivo é realizada de maneira descuidada. É nesse momento que cuidados devem ser tomados, uma vez que série de infecções sexualmente transmissíveis existe e pode ser transmitida ao menor contato pessoal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são registrados mais de 1 milhão de casos de ISTs a cada dia. Em 2016, última vez em que esse tipo de levantamento foi realizado, foram confirmados mais de 376 milhões de novos casos de doenças, como clamídia (127 milhões), gonorreia (87 milhões) e sífilis (6,3 milhões), em indivíduos com idade entre 15 e 49 anos em todo o mundo. 

Há quem imagine que a renovação de gerações faça com que os mais novos aspirantes a ter uma vida sexualmente ativa estejam mais cheios de certezas e informações do que dúvidas e falta de conhecimento. Apesar da liberdade criativa de seus criadores, atrações como o seriado Sex Education e o desenho Big Mouth exploram justamente essa fase extremamente curiosa e cheia de ideias – algumas boas e outras nem tanto. 

“Os jovens têm informações em todos os meios de comunicação sobre como se prevenir contra as ISTs, mas não informações suficientes sobre quais são essas doenças, seus sintomas e consequências para a saúde, tendo a errônea noção de que as ISTs têm incidência muito baixa, com alto índice de cura e sejam de difícil transmissão”, afirma Karina Tafner, ginecologista, obstetra e médica assistente do ambulatório de reprodução assistida da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ela alerta que as transmissões ocorrem por secreções vaginais e penianas, além de haver chance de infecção por transfusão sanguínea e seringas compartilhadas e pelo contato com certas lesões. Daí a importância de se usar proteção até mesmo na prática do sexo oral, no qual diversos fluídos se misturam. 

Os perigos dessas doenças são explanados na mesma medida em que a importância da proteção também tem espaço. Preservativos de diferentes tipos, tamanhos, cores, formatos e, até mesmo, sabores são disponibilizados e nunca devem ser deixados de lado quando se pensa em saúde sexual. Detalhe que a pouco explorada camisinha feminina se mostra melhor do que a masculina. “Tem maior proteção contra IST porque, diferentemente do preservativo masculino, protege a vulva (área externa da vagina) e a região escrotal masculina, oferecendo maior proteção contra doenças, principalmente HPV e sífilis, que podem ser transmitidas pelo contato com a lesão”, comenta a médica. “Além disso, o preservativo feminino é feito de poliuretano, um material mais resistente que o látex, material utilizado no preservativo masculino. Sendo assim, é mais difícil rompê-lo.”

Discussões em torno de sexo, prazer e doenças chamam a atenção, sendo importante nunca se esquecer de que segurança é essencial para todos. O debate sempre é benéfico, seja ele desconfortável ou não. 



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Sexo é questão de saúde e chegada do
Carnaval aflora curiosidade dos jovens

Explorações sobre o universo sexual alertam para perigos e cuidados quanto a doenças

Luís Felipe Soares

22/02/2020 | 23:58


As descobertas e as explorações sexuais fazem parte do pacote da adolescência. Entre hormônios borbulhando e curiosidades sobre o contato com o corpo de outras pessoas, não se pode esquecer de que um comportamento saudável é essencial para se divertir com consciência. A chegada das festividades do Carnaval parece sempre mexer com a libido e a mente das pessoas, fazendo com que a época do evento mais popular do Brasil seja propícia para relembrar cuidados e responsabilidades em torno do sexo.

Claro que os prazeres de uma relação carnal acabam por ser o ponto alto da ação. Parte dos problemas ocorre quando a busca por esse sentimento positivo é realizada de maneira descuidada. É nesse momento que cuidados devem ser tomados, uma vez que série de infecções sexualmente transmissíveis existe e pode ser transmitida ao menor contato pessoal. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, são registrados mais de 1 milhão de casos de ISTs a cada dia. Em 2016, última vez em que esse tipo de levantamento foi realizado, foram confirmados mais de 376 milhões de novos casos de doenças, como clamídia (127 milhões), gonorreia (87 milhões) e sífilis (6,3 milhões), em indivíduos com idade entre 15 e 49 anos em todo o mundo. 

Há quem imagine que a renovação de gerações faça com que os mais novos aspirantes a ter uma vida sexualmente ativa estejam mais cheios de certezas e informações do que dúvidas e falta de conhecimento. Apesar da liberdade criativa de seus criadores, atrações como o seriado Sex Education e o desenho Big Mouth exploram justamente essa fase extremamente curiosa e cheia de ideias – algumas boas e outras nem tanto. 

“Os jovens têm informações em todos os meios de comunicação sobre como se prevenir contra as ISTs, mas não informações suficientes sobre quais são essas doenças, seus sintomas e consequências para a saúde, tendo a errônea noção de que as ISTs têm incidência muito baixa, com alto índice de cura e sejam de difícil transmissão”, afirma Karina Tafner, ginecologista, obstetra e médica assistente do ambulatório de reprodução assistida da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo.

Ela alerta que as transmissões ocorrem por secreções vaginais e penianas, além de haver chance de infecção por transfusão sanguínea e seringas compartilhadas e pelo contato com certas lesões. Daí a importância de se usar proteção até mesmo na prática do sexo oral, no qual diversos fluídos se misturam. 

Os perigos dessas doenças são explanados na mesma medida em que a importância da proteção também tem espaço. Preservativos de diferentes tipos, tamanhos, cores, formatos e, até mesmo, sabores são disponibilizados e nunca devem ser deixados de lado quando se pensa em saúde sexual. Detalhe que a pouco explorada camisinha feminina se mostra melhor do que a masculina. “Tem maior proteção contra IST porque, diferentemente do preservativo masculino, protege a vulva (área externa da vagina) e a região escrotal masculina, oferecendo maior proteção contra doenças, principalmente HPV e sífilis, que podem ser transmitidas pelo contato com a lesão”, comenta a médica. “Além disso, o preservativo feminino é feito de poliuretano, um material mais resistente que o látex, material utilizado no preservativo masculino. Sendo assim, é mais difícil rompê-lo.”

Discussões em torno de sexo, prazer e doenças chamam a atenção, sendo importante nunca se esquecer de que segurança é essencial para todos. O debate sempre é benéfico, seja ele desconfortável ou não. 

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