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Fiat avalia acordo operacional com a Tata, para produzir na Argentina


Lana Pinheiro
Enviada a Punta Del Este

12/08/2006 | 08:24


A parceria mundial da Fiat com a indiana Tata está cada vez mais forte e deve chegar ao Mercosul em breve. Depois de algumas dezenas de reuniões e visitas do grupo indiano ao Brasil, a decisão de que, juntas, devem produzir novo modelo é dada como certa. Restam resolver detalhes como: o que e onde produzir. Mas, engana-se quem pensa que a discussão está no escuro.

O modelo, por exemplo, tem grande chance de ser uma picape média ou um utilitário esportivo. Um porque a Tata tem conhecimento na produção destes dois segmentos e dois porque dessa forma a parceria viria para complementar a linha de produção da Fiat que ainda não tem opções nem de um nem de outro veículo.

Resta a questão de onde produzir. A informação não é confirmada, mas a Argentina tem grande chance de ser a sede da nova linha. Argumentos não faltam. Para começar, a Fiat tem por lá uma fábrica pronta e moderna desativada. Ela só não está vazia, por que transmissão e motores são fabricados lá para alimentar a linha brasileira. Ativá-la mediante aporte financeiro sem mexer nos cofres da companhia é uma idéia bastante considerada pela direção da empresa, desde que a operação seja rentável.

Vale lembrar que depois do reajuste do flex (medida que regula o fluxo de comércio do Brasil com a Argentina livre de impostos) de US$ 2,6 para US$ 1,95, a margem da Fiat ficou apertada. Se a Tata for para o segundo maior sócio do Mercosul, a Fiat poderá respirar aliviada, vez que reativará a troca comercial com volumes mais igualitários com a Argentina, já que seus carros brasileiros são exportados para o Mercosul.

Mas, nem tudo são louros. Um dos maiores problemas é como garantir o índice de 60% de localização de peças e componentes capazes de fazer os novos veículos transitarem livre de impostos de importação no bloco. E a saída pode ser de novo, mais uma oportunidade. Parte dessas autopeças seriam exportadas do Brasil, aumentando a escala da Fiat. Ajustes precisam ser feitos, sim. As empresas sabem disso e são exatamente esses pequenos entraves que estão em discussão.

E para acabar. Com a fábrica ativada, o custo fixo de produção de outro modelo na Argentina já não ficaria tão inviável. Assim, a montadora de origem italiana poderia voltar a produzir modelos próprios por lá também, indo em linha com a estratégia da indústria automotiva nacional que precisa de um Mercosul fortalecido para brigar por novos acordos internacionais.


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