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Homicídios caem 29,7% na região


Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

18/09/2004 | 17:34


O número de homicídios no Grande ABC reduziu 29,7% nos últimos quatro anos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Em 2000, o índice era de 54,5 mortes para cada 100 mil habitantes; no ano passado, caiu para 38,3. A queda é superior à registrada no Estado, que reduziu em 17% o número de mortes por agressão nesse mesmo período, e também a outras regiões do Estado, como a de Campinas (19 cidades que somam população seme-lhante à do Grande ABC), que reduziu o índice em apenas 2,7%. No mesmo período, houve queda de 19,2% no número de agressões por mortes na cidade de São Paulo.

A pesquisa da Fundação Seade leva em conta o local de residência da vítima e inclui óbitos que acontecem em hospitais após a ocorrência, diferentemente da feita pela Secretaria de Segurança Pública, que considera a cidade onde ocorreu o crime e apenas as mortes que acontecem no local.

Apesar da redução constante do número de homicídios nos últimos anos, Diadema ainda continua no topo do ranking. É a quinta cidade do Estado com maior índice de mortes violentas por agressão – a terceira se considerado apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes – e a primeira da do Grande ABC.

O delegado de polícia Marco Antonio de Paula Santos, diretor em exercício do Demacro (Departamento da Polícia Judiciária da Macro São Paulo), disse que o importante é que a queda continua. “Diadema não tem como resolver o problema de um dia para outro. É um trabalho a médio prazo. Vai chegar o momento em que a cidade vai deixar de liderar as pesquisas”, disse. Diadema, assim como Mauá, na região, conseguiram a redução da criminalidade, sobretudo do número de homicídios, com a implementação da Lei Seca (que proíbe a abertura de bares a partir das 23h) juntamente com outras ações de combate à violência.

A secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki, disse que, apesar de os dados do Seade serem considerados relevantes, o município leva em conta os números da Secretaria de Segurança Pública para executar ações na cidade. Isso porque se referem apenas aos homicídios ocorridos na cidade. De acordo com o órgão estadual, 165 pessoas morreram na cidade vítimas de agressão no ano passado. “Não podemos trabalhar com os números do Seade porque muitos desses casos podem ter acontecido bem longe”, justificou.

O secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Comunitária de Mauá, Antonio Pedro Lovato, disse que não importa muito qual o critério usado para as pesquisas. “O que temos de destacar é que em qualquer delas o número de homicídios vem caindo em Mauá”, afirmou. Ele disse acreditar que isso seja resultado de um conjunto de várias ações, incluindo a que restringe o funcionamento dos bares na cidade.



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Homicídios caem 29,7% na região

Valéria Cabrera
Do Diário do Grande ABC

18/09/2004 | 17:34


O número de homicídios no Grande ABC reduziu 29,7% nos últimos quatro anos, de acordo com dados divulgados pela Fundação Seade (Sistema Estadual de Análise de Dados). Em 2000, o índice era de 54,5 mortes para cada 100 mil habitantes; no ano passado, caiu para 38,3. A queda é superior à registrada no Estado, que reduziu em 17% o número de mortes por agressão nesse mesmo período, e também a outras regiões do Estado, como a de Campinas (19 cidades que somam população seme-lhante à do Grande ABC), que reduziu o índice em apenas 2,7%. No mesmo período, houve queda de 19,2% no número de agressões por mortes na cidade de São Paulo.

A pesquisa da Fundação Seade leva em conta o local de residência da vítima e inclui óbitos que acontecem em hospitais após a ocorrência, diferentemente da feita pela Secretaria de Segurança Pública, que considera a cidade onde ocorreu o crime e apenas as mortes que acontecem no local.

Apesar da redução constante do número de homicídios nos últimos anos, Diadema ainda continua no topo do ranking. É a quinta cidade do Estado com maior índice de mortes violentas por agressão – a terceira se considerado apenas as cidades com mais de 100 mil habitantes – e a primeira da do Grande ABC.

O delegado de polícia Marco Antonio de Paula Santos, diretor em exercício do Demacro (Departamento da Polícia Judiciária da Macro São Paulo), disse que o importante é que a queda continua. “Diadema não tem como resolver o problema de um dia para outro. É um trabalho a médio prazo. Vai chegar o momento em que a cidade vai deixar de liderar as pesquisas”, disse. Diadema, assim como Mauá, na região, conseguiram a redução da criminalidade, sobretudo do número de homicídios, com a implementação da Lei Seca (que proíbe a abertura de bares a partir das 23h) juntamente com outras ações de combate à violência.

A secretária de Defesa Social de Diadema, Regina Miki, disse que, apesar de os dados do Seade serem considerados relevantes, o município leva em conta os números da Secretaria de Segurança Pública para executar ações na cidade. Isso porque se referem apenas aos homicídios ocorridos na cidade. De acordo com o órgão estadual, 165 pessoas morreram na cidade vítimas de agressão no ano passado. “Não podemos trabalhar com os números do Seade porque muitos desses casos podem ter acontecido bem longe”, justificou.

O secretário de Assuntos Jurídicos e Segurança Comunitária de Mauá, Antonio Pedro Lovato, disse que não importa muito qual o critério usado para as pesquisas. “O que temos de destacar é que em qualquer delas o número de homicídios vem caindo em Mauá”, afirmou. Ele disse acreditar que isso seja resultado de um conjunto de várias ações, incluindo a que restringe o funcionamento dos bares na cidade.

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