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PT fecha chapa em Mauá
com Donisete e Hélcio

Depois de 16 dias de intensas especulações, PT bateu martelo
para chapa majoritária após Paulo Eugenio se retirar da briga


Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Acabou a indecisão. Após 16 dias de intensas movimentações, o PT fechou ontem a chapa majoritária que apresentará para a eleição de Mauá, com o deputado estadual Donisete Braga candidato a prefeito e o ex-secretário de Obras Hélcio Silva como vice. O martelo foi batido pelo diretório estadual, depois de ampla rede de negociações em Mauá que perdurou durante todo o dia e teve o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, como avalista.

Principal líder do PT no Grande ABC, o chefe do Executivo construiu o consenso em torno da chapa proposta por ele no dia 24. Na véspera, o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, lançou Hélcio à sucessão, em ato contra manobra liderada por Donisete e pelo vice-prefeito e secretário de Saúde, Paulo Eugenio Pereira Júnior, para impedir sua reeleição - o movimento foi classificado por Oswaldo de "tentativa de golpe" e rachou a sigla.

Donisete, exercendo o quarto mandato na Assembleia, é, reconhecidamente, o quadro do PT de Mauá que ostenta o maior recall eleitoral. Por isso, encabeçará a chapa. Com Hélcio na vice, além de afagar o prefeito, o partido responde contra a "tentativa de golpe", já que automaticamente exclui Paulo Eugenio.

Os encaminhamentos durante o dia em Mauá fizeram com que a disputa na cidade ficasse em segundo plano durante reunião do diretório estadual. Com a definição local, sob a regência de Marinho, não foi necessária a discussão de resolução sobre o município. "Lá está resolvido", anunciou o presidente do PT paulista, o deputado estadual Edinho Silva, sobre a chapa com Donisete e Hélcio. "Tratamos como cidade em que (o impasse) está equacionado pelo acordo com o Paulo Eugenio (de se retirar da disputa pela vice)."

Com a definição, o vice-prefeito deverá reavaliar a decisão anunciada semana passada de pedir exoneração da Secretaria de Saúde. Edinho disse esperar que o vice esteja na coordenação da campanha, mas negou que o declínio esteja atrelado a eventual candidatura de Paulo Eugenio a deputado estadual em 2014. "Não existe imposição de que retire por garantias. É pelo reconhecimento dele como liderança."

A reunião na Capital foi acompanhada por Hélcio e pelo vereador Marcelo Oliveira, seu afilhado político. Pela manhã, cogitou-se a hipótese de o parlamentar integrar a chapa no lugar do padrinho, que enfrenta resistência no grupo de Paulo Eugenio. "Não existe essa possibilidade. Trabalho para o Hélcio ser vice e estou com minha campanha de reeleição (à Câmara) encaminhada", afirmou Marcelo.

Hélcio e Oswaldo preferiram não cravar a chapa. "Conversei com o Donisete, mas ainda não fechamos", ponderou o prefeito. "Vamos trabalhar pela unidade", tergiversou o ex-secretário.

A cautela é para evitar que o partido parta ainda mais sequelado para a eleição. Para alardear a unidade, a direção municipal deverá convocar encontro de delegados para até o fim de semana. "Vai ter o encontro, mas já está equacionado", reiterou Edinho.



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PT fecha chapa em Mauá
com Donisete e Hélcio

Depois de 16 dias de intensas especulações, PT bateu martelo
para chapa majoritária após Paulo Eugenio se retirar da briga

Mark Ribeiro
do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Acabou a indecisão. Após 16 dias de intensas movimentações, o PT fechou ontem a chapa majoritária que apresentará para a eleição de Mauá, com o deputado estadual Donisete Braga candidato a prefeito e o ex-secretário de Obras Hélcio Silva como vice. O martelo foi batido pelo diretório estadual, depois de ampla rede de negociações em Mauá que perdurou durante todo o dia e teve o prefeito de São Bernardo, Luiz Marinho, como avalista.

Principal líder do PT no Grande ABC, o chefe do Executivo construiu o consenso em torno da chapa proposta por ele no dia 24. Na véspera, o prefeito de Mauá, Oswaldo Dias, lançou Hélcio à sucessão, em ato contra manobra liderada por Donisete e pelo vice-prefeito e secretário de Saúde, Paulo Eugenio Pereira Júnior, para impedir sua reeleição - o movimento foi classificado por Oswaldo de "tentativa de golpe" e rachou a sigla.

Donisete, exercendo o quarto mandato na Assembleia, é, reconhecidamente, o quadro do PT de Mauá que ostenta o maior recall eleitoral. Por isso, encabeçará a chapa. Com Hélcio na vice, além de afagar o prefeito, o partido responde contra a "tentativa de golpe", já que automaticamente exclui Paulo Eugenio.

Os encaminhamentos durante o dia em Mauá fizeram com que a disputa na cidade ficasse em segundo plano durante reunião do diretório estadual. Com a definição local, sob a regência de Marinho, não foi necessária a discussão de resolução sobre o município. "Lá está resolvido", anunciou o presidente do PT paulista, o deputado estadual Edinho Silva, sobre a chapa com Donisete e Hélcio. "Tratamos como cidade em que (o impasse) está equacionado pelo acordo com o Paulo Eugenio (de se retirar da disputa pela vice)."

Com a definição, o vice-prefeito deverá reavaliar a decisão anunciada semana passada de pedir exoneração da Secretaria de Saúde. Edinho disse esperar que o vice esteja na coordenação da campanha, mas negou que o declínio esteja atrelado a eventual candidatura de Paulo Eugenio a deputado estadual em 2014. "Não existe imposição de que retire por garantias. É pelo reconhecimento dele como liderança."

A reunião na Capital foi acompanhada por Hélcio e pelo vereador Marcelo Oliveira, seu afilhado político. Pela manhã, cogitou-se a hipótese de o parlamentar integrar a chapa no lugar do padrinho, que enfrenta resistência no grupo de Paulo Eugenio. "Não existe essa possibilidade. Trabalho para o Hélcio ser vice e estou com minha campanha de reeleição (à Câmara) encaminhada", afirmou Marcelo.

Hélcio e Oswaldo preferiram não cravar a chapa. "Conversei com o Donisete, mas ainda não fechamos", ponderou o prefeito. "Vamos trabalhar pela unidade", tergiversou o ex-secretário.

A cautela é para evitar que o partido parta ainda mais sequelado para a eleição. Para alardear a unidade, a direção municipal deverá convocar encontro de delegados para até o fim de semana. "Vai ter o encontro, mas já está equacionado", reiterou Edinho.

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