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Economia

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Varejo fatura R$ 38 bi
no primeiro trimestre

Crescimento em relação a 2011 foi de 3,7%, mas havia
espaço para ser maior, diz assessor da Fecomercio-SP


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Os juros atrapalharam o comércio varejista da Grande São Paulo. No primeiro trimestre, o setor atingiu faturamento de R$ 38,1 bilhões. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 3,7%. Mas havia espaço para ser ainda maior, disse o assessor econômico da Fecomercio-SP, Altamiro Carvalho, se os bancos reduzissem os juros a patamar equivalente ao risco que têm.

"Eles dizem que a inadimplência está alta, mas calculamos que com as taxas atuais seria possível diminuir em cerca de 12 pontos percentuais a taxa média cobrada dos consumidores", argumentou Carvalho. O especialista disse que a redução representaria aproximadamente R$ 45 bilhões de economia às famílias em um ano.

Segundo o Banco Central, o consumidor pagou, em média, 42,1% ao ano pelo crédito em abril. Carvalho prevê que com a atual taxa de calote das famílias, de 7,6%, os bancos poderiam atingir juros médios de 30% ao ano sem elevar significativamente o risco. "Eles suportam inadimplência de até 11%", afirmou.

Com a suposta redução, a atividade do comércio varejista teria aquecimento superior em 5% (além da alta atual). Em 2011, a Região Metropolitana encerrou o ano com R$ 148 bilhões de faturamento, 16,4% do resultado nacional.

No Grande ABC, o setor teve resultado muito próximo ao visto na somatória das 39 cidades da Região Metropolitana, afirmaram as entidades representantes do comércio varejista.

Em São Caetano, houve alta de 4,5% nas vendas do primeiro trimestre. A Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano) não informou o faturamento, mas afirmou que a expansão no número de vendas entre janeiro e março ocorreu, principalmente, pelas comercializações do novo shopping.

Em Diadema, a sensação dos comerciantes é de melhora, destacou o presidente da ACE (Associação Comercial e industrial de Diadema), Gildo Freire. "Mas ainda não tenho números."

Presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura atestou que o comércio no município tem resultados vinculados à atividade econômica. "As previsões de altas no PIB (Produto Interno Bruto) só diminuem. Estamos no mesmo patamar de faturamento do que no ano passado", disse.

O presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Evenson Robles Dotto, informou que a entidade ainda não fechou os números de Santo André. A Aciam (Associação Comercial e Empresarial de Mauá) não tinha porta-voz, ontem, para comentar o assunto.

 

Março tem expansão de 5,6%, mas três segmentos têm queda

 

Nem tudo é felicidade no comércio varejista da Grande São Paulo. O faturamento do setor atingiu R$ 13,5 bilhões em março, acréscimo de 5,6% em relação ao mesmo período de 2011. Os números são da Fecomercio-SP. Mas o resultado do mês não foi o suficiente para segurar os números das lojas de departamento, perfumarias e farmácias e os comércios de materiais de construção. Os três segmentos sofreram retração nas receitas no primeiro trimestre.

O varejo de materiais de construção recuou 1,4%. Para o assessor econômico da Fecomercio-SP, Altamiro Carvalho, a queda é reflexo da base de comparação muito forte. "No ano passado, o segmento teve alta de 14% em janeiro, 17% em fevereiro e 14,5% e março, somando 14,5% no trimestre", explicou. Ele acrescentou que o segmento foi pouco impactado pelas medidas de restrição de crédito adotadas pelo governo federal no ano passado.

No Grande ABC não foi diferente. Valter Moura, da Acisbec, concordou que na região o segmento de construção foi muito forte. "É resultado do boom imobiliário, e deve ter estagnado." Gildo Freire, da Ace-Diadema, informou que as vendas desses produtos na cidade seguiram aquecidas apenas até janeiro.

A redução de 1,9% no faturamento das lojas de departamento dá continuidade a um processo de mudanças que o segmento passa há alguns anos, disse Carvalho. "O padrão brasileiro de consumo é diferente ao que os estabelecimentos oferecem. Eles estão se adequando. Os consumidores daqui encontram muito mais variedade de produtos em lojas especializadas."

 

Redução de resultado nas farmácias não gera demissões

 

O faturamento do segmento de perfumarias e farmácias na Região Metropolitana caiu 2,3% no primeiro trimestre. Este foi o pior resultado para o período no comércio varejista da Grande São Paulo. Mas felizmente não foi o suficiente para que os empresários diminuíssem as suas folhas de pagamentos na região.

"Nós tivemos demissões, mas sazonais e comuns, como vimos em anos anteriores. Dispensas como resultado de queda no faturamento de vendas das farmácias não chegaram ao nosso conhecimento", garantiu a presidente do Sinprafarma-ABC (Sindicato dos Práticos de Farmácia e dos Empregados no Comércio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmacêuticos de Santo André e Região), Isabel Cristina Catid.

O assessor econômico da Fecomercio-SP Altamiro Carvalho explicou que as farmácias tiveram queda nos faturamentos mensais por 12 meses consecutivos. "Março a curva mudou com alta de 14,6% em relação a igual período de 2011." E observou que durante todo o período, também não teve informações de reduções de números de trabalhadores como reflexo dos maus resultados.

Ele explicou que o faturamento caiu pela mudança de hábito de consumo. "As pessoas estão comprando mais genéricos." O presidente da Acisbec, Valter Moura, acrescentou que o resultado do segmento não depende de atividade econômica. "Mas sim do número de doentes, o que pode ser positivo por outro lado."

 

 



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Varejo fatura R$ 38 bi
no primeiro trimestre

Crescimento em relação a 2011 foi de 3,7%, mas havia
espaço para ser maior, diz assessor da Fecomercio-SP

Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

05/06/2012 | 07:00


Os juros atrapalharam o comércio varejista da Grande São Paulo. No primeiro trimestre, o setor atingiu faturamento de R$ 38,1 bilhões. O crescimento em relação ao ano anterior foi de 3,7%. Mas havia espaço para ser ainda maior, disse o assessor econômico da Fecomercio-SP, Altamiro Carvalho, se os bancos reduzissem os juros a patamar equivalente ao risco que têm.

"Eles dizem que a inadimplência está alta, mas calculamos que com as taxas atuais seria possível diminuir em cerca de 12 pontos percentuais a taxa média cobrada dos consumidores", argumentou Carvalho. O especialista disse que a redução representaria aproximadamente R$ 45 bilhões de economia às famílias em um ano.

Segundo o Banco Central, o consumidor pagou, em média, 42,1% ao ano pelo crédito em abril. Carvalho prevê que com a atual taxa de calote das famílias, de 7,6%, os bancos poderiam atingir juros médios de 30% ao ano sem elevar significativamente o risco. "Eles suportam inadimplência de até 11%", afirmou.

Com a suposta redução, a atividade do comércio varejista teria aquecimento superior em 5% (além da alta atual). Em 2011, a Região Metropolitana encerrou o ano com R$ 148 bilhões de faturamento, 16,4% do resultado nacional.

No Grande ABC, o setor teve resultado muito próximo ao visto na somatória das 39 cidades da Região Metropolitana, afirmaram as entidades representantes do comércio varejista.

Em São Caetano, houve alta de 4,5% nas vendas do primeiro trimestre. A Aciscs (Associação Comercial e Industrial de São Caetano) não informou o faturamento, mas afirmou que a expansão no número de vendas entre janeiro e março ocorreu, principalmente, pelas comercializações do novo shopping.

Em Diadema, a sensação dos comerciantes é de melhora, destacou o presidente da ACE (Associação Comercial e industrial de Diadema), Gildo Freire. "Mas ainda não tenho números."

Presidente da Acisbec (Associação Comercial e Industrial de São Bernardo), Valter Moura atestou que o comércio no município tem resultados vinculados à atividade econômica. "As previsões de altas no PIB (Produto Interno Bruto) só diminuem. Estamos no mesmo patamar de faturamento do que no ano passado", disse.

O presidente da Acisa (Associação Comercial e Industrial de Santo André), Evenson Robles Dotto, informou que a entidade ainda não fechou os números de Santo André. A Aciam (Associação Comercial e Empresarial de Mauá) não tinha porta-voz, ontem, para comentar o assunto.

 

Março tem expansão de 5,6%, mas três segmentos têm queda

 

Nem tudo é felicidade no comércio varejista da Grande São Paulo. O faturamento do setor atingiu R$ 13,5 bilhões em março, acréscimo de 5,6% em relação ao mesmo período de 2011. Os números são da Fecomercio-SP. Mas o resultado do mês não foi o suficiente para segurar os números das lojas de departamento, perfumarias e farmácias e os comércios de materiais de construção. Os três segmentos sofreram retração nas receitas no primeiro trimestre.

O varejo de materiais de construção recuou 1,4%. Para o assessor econômico da Fecomercio-SP, Altamiro Carvalho, a queda é reflexo da base de comparação muito forte. "No ano passado, o segmento teve alta de 14% em janeiro, 17% em fevereiro e 14,5% e março, somando 14,5% no trimestre", explicou. Ele acrescentou que o segmento foi pouco impactado pelas medidas de restrição de crédito adotadas pelo governo federal no ano passado.

No Grande ABC não foi diferente. Valter Moura, da Acisbec, concordou que na região o segmento de construção foi muito forte. "É resultado do boom imobiliário, e deve ter estagnado." Gildo Freire, da Ace-Diadema, informou que as vendas desses produtos na cidade seguiram aquecidas apenas até janeiro.

A redução de 1,9% no faturamento das lojas de departamento dá continuidade a um processo de mudanças que o segmento passa há alguns anos, disse Carvalho. "O padrão brasileiro de consumo é diferente ao que os estabelecimentos oferecem. Eles estão se adequando. Os consumidores daqui encontram muito mais variedade de produtos em lojas especializadas."

 

Redução de resultado nas farmácias não gera demissões

 

O faturamento do segmento de perfumarias e farmácias na Região Metropolitana caiu 2,3% no primeiro trimestre. Este foi o pior resultado para o período no comércio varejista da Grande São Paulo. Mas felizmente não foi o suficiente para que os empresários diminuíssem as suas folhas de pagamentos na região.

"Nós tivemos demissões, mas sazonais e comuns, como vimos em anos anteriores. Dispensas como resultado de queda no faturamento de vendas das farmácias não chegaram ao nosso conhecimento", garantiu a presidente do Sinprafarma-ABC (Sindicato dos Práticos de Farmácia e dos Empregados no Comércio de Drogas, Medicamentos e Produtos Farmacêuticos de Santo André e Região), Isabel Cristina Catid.

O assessor econômico da Fecomercio-SP Altamiro Carvalho explicou que as farmácias tiveram queda nos faturamentos mensais por 12 meses consecutivos. "Março a curva mudou com alta de 14,6% em relação a igual período de 2011." E observou que durante todo o período, também não teve informações de reduções de números de trabalhadores como reflexo dos maus resultados.

Ele explicou que o faturamento caiu pela mudança de hábito de consumo. "As pessoas estão comprando mais genéricos." O presidente da Acisbec, Valter Moura, acrescentou que o resultado do segmento não depende de atividade econômica. "Mas sim do número de doentes, o que pode ser positivo por outro lado."

 

 

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