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Sucateado, Campanella preocupa


Anderson Rodrigues e Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

30/11/2007 | 07:08


Palco da final do Campeonato Brasileiro de 2001, de jogos decisivos da Libertadores da América e do Paulistão, o Anacleto Campanella agoniza aos 52 anos. A triste realidade estrutural do estádio, utilizado pelo São Caetano, chamou a atenção dos vereadores da cidade, que encaminharam um requerimento ao Prefeito José Auricchio Júnior (PTB) pedindo a interdição do estádio. De concreto, apenas a confirmação de obras “emergenciais” nas arquibancadas de madeira.

Com a disputa de uma Série B praticamente sem público, as interdições feitas pela Defesa Civil passaram desapercebidas. “As arquibancadas dos setores 4, 5 e 6 estão fechadas, mas a Prefeitura se comprometeu a arrumá-las. O estádio não é propriedade do clube. É de responsabilidade da cidade (apenas o gramado é mantido pelo Azulão)”, contou o presidente Nairo Ferreira de Souza.

Segundo ele, que convive no estádio, os problemas vão além das arquibancadas, que são remendadas constantemente em dias de treino, após os jogos – as partes de metal são soldadas e as madeiras trocadas. “Entra água no vestiário visitante, há infiltração nas cabines (imprensa) e outros problemas (até no elevador). Mas nada que interfira na segurança dos torcedores”, completou o dirigente.

Quem vai aos jogos do São Caetano se depara com buracos no piso, goteiras e infiltrações nas paredes. A obra prometida pela Prefeitura prevê apenas a troca do material da arquibancada, de madeira para placas de concreto, mas sem alteração estrutural.

A Prefeitura, inclusive, parou recentemente as obras das cabines de imprensa, atualmente no prédio em anexo – conhecido como Cingapura – e que serão transferidas para baixo das tribunas de honra. Com esta obra, a intenção é demolir o anexo e fechar o anel com arquibancada. A capacidade total do estádio é para 19.425 torcedores.

Discórdia - Em nome da diretoria de Urbanismo, Obras e Habitação de São Caetano, a assessoria de imprensa garante que não há interdição em nenhum setor do estádio, o que é visivelmente desmentido com faixas de segurança na arquibancada próxima à caixa d’água.

Ainda segundo a assessoria, o Campanella vai receber “melhorias nas arquibancadas e em todos os outros setores necessários, com condições de segurança contra incêndio”.

As obras, já licitadas, estão previstas para começar após o dia 20 de dezembro – com parada apenas nos feriados – e entregues antes do início do Campeonato Paulista. Para o São Caetano, o campeonato começa, em casa, diante do Corinthians, no dia 20 de janeiro, um mês depois. Ainda segundo a assessoria, “o estádio está em boas condições. Mas serão feitas apenas as reformas necessárias. Não há necessidade de interdição”.



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Sucateado, Campanella preocupa

Anderson Rodrigues e Analy Cristofani
Do Diário do Grande ABC

30/11/2007 | 07:08


Palco da final do Campeonato Brasileiro de 2001, de jogos decisivos da Libertadores da América e do Paulistão, o Anacleto Campanella agoniza aos 52 anos. A triste realidade estrutural do estádio, utilizado pelo São Caetano, chamou a atenção dos vereadores da cidade, que encaminharam um requerimento ao Prefeito José Auricchio Júnior (PTB) pedindo a interdição do estádio. De concreto, apenas a confirmação de obras “emergenciais” nas arquibancadas de madeira.

Com a disputa de uma Série B praticamente sem público, as interdições feitas pela Defesa Civil passaram desapercebidas. “As arquibancadas dos setores 4, 5 e 6 estão fechadas, mas a Prefeitura se comprometeu a arrumá-las. O estádio não é propriedade do clube. É de responsabilidade da cidade (apenas o gramado é mantido pelo Azulão)”, contou o presidente Nairo Ferreira de Souza.

Segundo ele, que convive no estádio, os problemas vão além das arquibancadas, que são remendadas constantemente em dias de treino, após os jogos – as partes de metal são soldadas e as madeiras trocadas. “Entra água no vestiário visitante, há infiltração nas cabines (imprensa) e outros problemas (até no elevador). Mas nada que interfira na segurança dos torcedores”, completou o dirigente.

Quem vai aos jogos do São Caetano se depara com buracos no piso, goteiras e infiltrações nas paredes. A obra prometida pela Prefeitura prevê apenas a troca do material da arquibancada, de madeira para placas de concreto, mas sem alteração estrutural.

A Prefeitura, inclusive, parou recentemente as obras das cabines de imprensa, atualmente no prédio em anexo – conhecido como Cingapura – e que serão transferidas para baixo das tribunas de honra. Com esta obra, a intenção é demolir o anexo e fechar o anel com arquibancada. A capacidade total do estádio é para 19.425 torcedores.

Discórdia - Em nome da diretoria de Urbanismo, Obras e Habitação de São Caetano, a assessoria de imprensa garante que não há interdição em nenhum setor do estádio, o que é visivelmente desmentido com faixas de segurança na arquibancada próxima à caixa d’água.

Ainda segundo a assessoria, o Campanella vai receber “melhorias nas arquibancadas e em todos os outros setores necessários, com condições de segurança contra incêndio”.

As obras, já licitadas, estão previstas para começar após o dia 20 de dezembro – com parada apenas nos feriados – e entregues antes do início do Campeonato Paulista. Para o São Caetano, o campeonato começa, em casa, diante do Corinthians, no dia 20 de janeiro, um mês depois. Ainda segundo a assessoria, “o estádio está em boas condições. Mas serão feitas apenas as reformas necessárias. Não há necessidade de interdição”.

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