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Finitude solo


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

02/06/2007 | 07:07


É a solidão que o espetáculo de dança Versos da Última Estação – com única apresentação neste sábado à noite, e entrada franca, no Teatro Municipal de Santo André – procura materializar em seus 30 minutos de duração. Concebido e encenado pela bailarina Vanessa Macedo, é um solo contemplado pelo PAC (Programa de Ação Cultural, iniciativa de fomento da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo). Solidão que se vislumbra em seu formato, com Vanessa sozinha no palco; e solidão que se vislumbra em seu conteúdo, uma vez que Versos procura uma existência física para a idéia de desamparo nutrida pela morte.

Atualmente no elenco da Cia. Borelli de Dança (dirigida pelo conceituado coreógrafo Sandro Borelli) e com passagens pela Cia. de Danças de Diadema e pela Quasar, Vanessa fertiliza Versos da Última Estação com uma intensa pesquisa das obras de escritores que abordaram a finitude, entre os quais Mário Quintana, Cecília Meirelles e o mexicano Octávio Paz. Porém, o conceito definitivo de morte que buscava ao longo da pesquisa, ela encontrou no russo Leon Tolstói e em seu curto romance A Morte de Ivan Ilitch.

“Eu procurava referências de imagem para montar o espetáculo e Tolstói foi decisivo nesse aspecto”, conclui a bailarina sobre Versos da Última Estação, dirigido por Adriana Guidotte. “Além de falar muito da fragilidade do homem diante da morte, ele compara o fim da vida a uma pedra em queda livre, algo inevitável, que não pode ser interrompido. Não tive dúvidas: uso pedra e areia como dois elementos centrais na montagem”.

Também no programa de sábado, junto a Versos da Última Estação, está programada a apresentação de um outro solo, também protagonizado por um bailarino da Cia. Borelli: Entre as Aleluias e Agonias do Ser, criado e interpretado por Robson Ferraz.

VERSOS DA ÚLTIMA ESTAÇÃO – Espetáculo de dança de Vanessa Macedo; abertura de Entre as Aleluias e Agonias do Ser, com Robson Ferraz. Neste sábado, às 21h, no Teatro Municipal de Santo André – praça IV Centenário, s/nº – Tel.: 4433-0789. Entrada franca.


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Finitude solo

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

02/06/2007 | 07:07


É a solidão que o espetáculo de dança Versos da Última Estação – com única apresentação neste sábado à noite, e entrada franca, no Teatro Municipal de Santo André – procura materializar em seus 30 minutos de duração. Concebido e encenado pela bailarina Vanessa Macedo, é um solo contemplado pelo PAC (Programa de Ação Cultural, iniciativa de fomento da Secretaria de Cultura do Estado de São Paulo). Solidão que se vislumbra em seu formato, com Vanessa sozinha no palco; e solidão que se vislumbra em seu conteúdo, uma vez que Versos procura uma existência física para a idéia de desamparo nutrida pela morte.

Atualmente no elenco da Cia. Borelli de Dança (dirigida pelo conceituado coreógrafo Sandro Borelli) e com passagens pela Cia. de Danças de Diadema e pela Quasar, Vanessa fertiliza Versos da Última Estação com uma intensa pesquisa das obras de escritores que abordaram a finitude, entre os quais Mário Quintana, Cecília Meirelles e o mexicano Octávio Paz. Porém, o conceito definitivo de morte que buscava ao longo da pesquisa, ela encontrou no russo Leon Tolstói e em seu curto romance A Morte de Ivan Ilitch.

“Eu procurava referências de imagem para montar o espetáculo e Tolstói foi decisivo nesse aspecto”, conclui a bailarina sobre Versos da Última Estação, dirigido por Adriana Guidotte. “Além de falar muito da fragilidade do homem diante da morte, ele compara o fim da vida a uma pedra em queda livre, algo inevitável, que não pode ser interrompido. Não tive dúvidas: uso pedra e areia como dois elementos centrais na montagem”.

Também no programa de sábado, junto a Versos da Última Estação, está programada a apresentação de um outro solo, também protagonizado por um bailarino da Cia. Borelli: Entre as Aleluias e Agonias do Ser, criado e interpretado por Robson Ferraz.

VERSOS DA ÚLTIMA ESTAÇÃO – Espetáculo de dança de Vanessa Macedo; abertura de Entre as Aleluias e Agonias do Ser, com Robson Ferraz. Neste sábado, às 21h, no Teatro Municipal de Santo André – praça IV Centenário, s/nº – Tel.: 4433-0789. Entrada franca.

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