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Futuro do Jardim Kennedy será decidido na 2ª feira


Camila Galvez
Do Diário do Grande ABC

21/05/2011 | 07:12


A decisão sobre o futuro das 42 famílias que invadiram imóveis no Jardim Kennedy, em Mauá. Após protesto de moradores, a reunião marcada com a Polícia Militar para discutir detalhes da retirada se transformou em convocação da Prefeitura de todas as partes envolvidas, a fim de buscar solução para o problema.

A Cooperativa Habitacional Central de São Paulo pede na Justiça a reintegração de posse dos imóveis ocupados. Os moradores alegam não ter para onde ir.

As casas começaram a ser construídas em 2006, mas não chegaram a ser entregues aos cooperados, após suposto golpe cometido na Secretaria de Habitação de Mauá, ainda na gestão do ex-prefeito Leonel Damo. A empresa Cobansa, responsável pela construção das casas, afirmou que a Prefeitura deveria disponibilizar R$ 11,6 milhões para a finalização, mas apenas R$ 2,6 milhões foram pagos.

As unidades habitacionais ficaram abandonadas por cinco anos e se tornaram abrigo para usuários de drogas, prostitutas e animais. Em janeiro, as famílias resolveram ocupar o local, mas agora têm de sair até o dia 31.

Em busca de uma solução, cerca de 50 moradores fizeram ontem protesto em frente à Prefeitura. Levaram faixas, cartazes e pintaram as camisetas com tinta vermelha: "150 crianças sem moradia. Como é que fica, Oswaldo Dias?"

Segundo uma das líderes dos moradores, Adelicia Silva, 43 anos, o objetivo foi cobrar da administração solução para o problema, já que muitos dos que estão ali saíram de áreas de risco ou perderam tudo o que tinham em enchentes e deslizamentos de terra na cidade.

Sem solução

Caso da própria Adelicia e sua filha, Michelly Ketiny dos Santos Silva, 20, que moravam no Jardim Zaíra. "Eles dizem pra gente ir para a casa de parentes, mas como faço se minha mãe está na mesma situação que eu?", questionou Michelly, que vive com o marido e o filho de 1 ano e 5 meses em uma das casas.

Várias crianças participaram da manifestação. Com apitos e muito barulho, os moradores chamaram a atenção dos funcionários da Prefeitura, que a todo momento observavam pela janela.

A Secretaria de Habitação recebeu uma comissão de moradores, mas o resultado foi insuficiente, na opinião de Adelicia. "Apenas marcaram essa reunião para segunda-feira, mas não disseram se vão resolver o problema", reclamou uma das líderes.



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