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Bancos investem pesado em segurança


Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

04/11/2007 | 07:19


O baixo custo das operações bancárias pela internet e a grande quantidade de fraudes e invasões on-line faz com que bancos invistam cada vez mais em tecnologias de segurança da informação.

Apesar de as instituições financeiras não revelarem números sobre investimentos no setor, eles ultrapassam bilhões de reais. Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) revelam valores na ordem de R$ 1,2 bilhão em 2006.

“O número foi bem maior. Os bancos gastaram uma fortuna absurda no ano passado, quando as fraudes aumentaram não só na internet, mas também em outros meios eletrônicos, como caixas”, disse o diretor do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi.

De acordo com Grisi, é interessante aos bancos que o uso da rede seja seguro: uma transação feita pelo cliente na agência custa cerca de R$ 1,50, enquanto na internet o valor fica abaixo de R$ 0,15 – diferença de 90% no valor.

Um estudo do instituto mostra que caiu em 7% o número de clientes das classes A e B, que usam serviços bancários pela internet em 2006 ante 2005. Um dos principais motivos para a queda foi a insegurança dos usuários em praticar as transações, com medo de as contas serem invadidas por hackers (criminosos da internet).

Apesar da queda na quantidade de pessoas que usam serviços bancários pela internet em 2006 ante 2005 o número de transações aumentou 3,5% no período, totalizando mais de 3 milhões de operações, segundo a Febraban.

Para aumentar ainda mais os acessos, investimentos dos bancos trazem ao mercado cartões com senhas e tokens (aparelhos eletrônicos com senhas descartáveis), entre outros.

“Mesmo assim. não dá para impedir que o usuário seja atingido. Ele deve também manter seu computador protegido, com antivírus e se atentar aos clicks quando navega pela internet”, disse Marcelo Lau, diretor da Data Security, empresa de segurança da informação.

Ataques - De janeiro à setembro deste ano houve uma queda de 7% em fraudes e invasões pela internet no País em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números são de um levantamento realizado pelo Cert.br. (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). Foram 129 mil operações até setembro deste ano.

Número pequeno se considerado o acréscimo de quase 300% no ano passado em relação a 2005 – o que fez os bancos investirem pesado em segurança da informação. Segundo Lau, apesar do aumento de ataques, os prejuízos dos bancos com as fraudes ficaram estáveis em 2006 ante 2005: na ordem de R$ 300 milhões.

No entanto, quem perde é o usuário. “Se comprovado que os clientes não se protegeram, os bancos não são obrigados a ressarci-los de perdas por ataques na web”, disse o advogado Rony Vainzof, do Opice Blum Advogados Associados, escritório especializado em direito eletrônico.


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Bancos investem pesado em segurança

Gabriela Gasparin
Especial para o Diário

04/11/2007 | 07:19


O baixo custo das operações bancárias pela internet e a grande quantidade de fraudes e invasões on-line faz com que bancos invistam cada vez mais em tecnologias de segurança da informação.

Apesar de as instituições financeiras não revelarem números sobre investimentos no setor, eles ultrapassam bilhões de reais. Dados da Febraban (Federação Brasileira de Bancos) revelam valores na ordem de R$ 1,2 bilhão em 2006.

“O número foi bem maior. Os bancos gastaram uma fortuna absurda no ano passado, quando as fraudes aumentaram não só na internet, mas também em outros meios eletrônicos, como caixas”, disse o diretor do Instituto de Pesquisa Fractal, Celso Grisi.

De acordo com Grisi, é interessante aos bancos que o uso da rede seja seguro: uma transação feita pelo cliente na agência custa cerca de R$ 1,50, enquanto na internet o valor fica abaixo de R$ 0,15 – diferença de 90% no valor.

Um estudo do instituto mostra que caiu em 7% o número de clientes das classes A e B, que usam serviços bancários pela internet em 2006 ante 2005. Um dos principais motivos para a queda foi a insegurança dos usuários em praticar as transações, com medo de as contas serem invadidas por hackers (criminosos da internet).

Apesar da queda na quantidade de pessoas que usam serviços bancários pela internet em 2006 ante 2005 o número de transações aumentou 3,5% no período, totalizando mais de 3 milhões de operações, segundo a Febraban.

Para aumentar ainda mais os acessos, investimentos dos bancos trazem ao mercado cartões com senhas e tokens (aparelhos eletrônicos com senhas descartáveis), entre outros.

“Mesmo assim. não dá para impedir que o usuário seja atingido. Ele deve também manter seu computador protegido, com antivírus e se atentar aos clicks quando navega pela internet”, disse Marcelo Lau, diretor da Data Security, empresa de segurança da informação.

Ataques - De janeiro à setembro deste ano houve uma queda de 7% em fraudes e invasões pela internet no País em comparação com o mesmo período do ano passado. Os números são de um levantamento realizado pelo Cert.br. (Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil). Foram 129 mil operações até setembro deste ano.

Número pequeno se considerado o acréscimo de quase 300% no ano passado em relação a 2005 – o que fez os bancos investirem pesado em segurança da informação. Segundo Lau, apesar do aumento de ataques, os prejuízos dos bancos com as fraudes ficaram estáveis em 2006 ante 2005: na ordem de R$ 300 milhões.

No entanto, quem perde é o usuário. “Se comprovado que os clientes não se protegeram, os bancos não são obrigados a ressarci-los de perdas por ataques na web”, disse o advogado Rony Vainzof, do Opice Blum Advogados Associados, escritório especializado em direito eletrônico.

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