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Escoteiros sobrevivem ao tempo e à tecnologia

Nario Barbosa/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Grande ABC concentra 1.678 jovens em 24 unidades voltadas à formação cidadã


Bianca Barbosa
Especial para o Diário

10/06/2018 | 07:00


 Formar cidadãos capazes de trabalhar em equipe, lidar com hierarquia e respeitar o próximo. Esse é o objetivo principal do movimento escoteiro, que conta com 2.264 integrantes, entre jovens e adultos, em 24 unidades somente no Grande ABC. Criado na Inglaterra há 111 anos, o movimento –famoso por desenvolver atividades ao ar livre e integradas à comunidade – chegou ao Brasil em 1910 e, apesar de todo o desenvolvimento tecnológico e das mudanças geracionais, continua recebendo adeptos, sendo a maior parte deles por meio do incentivo familiar.

Segundo os Escoteiros do Brasil – Região de São Paulo, em 2017 foi atingida, pela primeira vez, a marca de 100 mil associados escoteiros no País. O ano passado fechou com 102.976 escoteiros, cerca de 20 mil a mais do que em 2015, quando tinham 82.891. Em São Paulo, esse crescimento também se refletiu no período. Hoje, são 27.060 associados, número que corresponde a 25% do total de escoteiros do Brasil.

A diretora administrativa do Grupo Escoteiro Hongwanji, de Santo André, situado na Vila Alzira, Raquel Hashimoto, 46 anos, passou a paixão pelo escotismo para os filhos Rafaella e Lucas, com 6 e 12 anos, respectivamente. “O escotismo traz muito essa questão de cidadania, tem aquela visão da criança ajudando a velhinha a atravessar a rua, vendendo biscoitos. Mas não é só criar bons cidadãos, é ajudar na formação de pessoas, que vão conseguir lidar com a vida quando forem adultos, que trabalhem em equipe, lidem com hierarquia, respeitem o próximo”, afirma. “A primeira vez em que meu filho subiu num palco e falou para o público foi lá, na escola ele não fazia isso”, acrescenta.

Com 32 anos de existência, OGrupo Escoteiro Hongwanji reúne cerca de 40 jovens e realiza atividades praticamente todos os sábados. “O escotismo tem uma metodologia educativa e serve para desenvolver algumas áreas do jovem, que são divididos conforme as idades (confira arte acima)”, diz Raquel.

“A parte administrativa do grupo é composta, em sua maioria, pelos pais dos escoteiros. Chamados chefes das sessões”, destaca a vice-presidente Leime Tomita, 37, mãe da lobinha Ana Júlia, 7, e do escoteiro Lucas, 12. A pequena está há pouco mais de um ano no movimento, já o maior está há seis, assim como a mãe. Ele já passou por todos os estágios de lobinho, e hoje ostenta distintivo do cruzeiro do Sul, mais alto prêmio da divisão. “Lutei muito para conseguir esse distintivo. Agora vou dar o máximo para conseguir a lis de ouro, que é o reconhecimento maior dos escoteiros”, fala orgulhoso o menino. Para receber os prêmios, os escoteiros devem completar com êxito todas as atividades propostas.

Além de trabalhar na melhora pessoal das crianças e jovens, os escoteiros têm trabalho junto à sociedade. Em 2017, por exemplo, os grupos do Estado – que somam 27 mil associados –, juntos, arrecadaram três toneladas de alimentos, 6.800 peças de roupa, além de terem plantado 12 mil mudas de árvores e fabricado 500 próteses mamárias para mulheres mastectomizadas.

Rafael Bernardes Mendes da Silva, 11, está há cerca de um ano no escotismo. Ele ostenta com brilho nos olhos o distintivo de submonitor. “Desde que entrei no grupo fiquei interessado pelo trabalho dos subs, tentei e consegui ser um deles. Ajudo a coordenar o grupo”, conta.

 

 



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