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Sem data para que reintegração ocorra, ocupação ganha força

Celso Luiz/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Integrantes do MTST instalaram, em terreno privado no Assunção, em São Bernardo, segunda cozinha coletiva e palco para assembleias


Bia Moço
Especial para o Diário

12/09/2017 | 07:00


A reintegração de posse de terreno particular na Rua João Augusto de Souza, no bairro Assunção, em São Bernardo, ainda não tem data definida para ocorrer. Enquanto isso, a ocupação organizada pelo MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem-Teto) ganha novos integrantes e estrutura consolidada.

Além da construção de segunda cozinha coletiva, porque apenas uma não dava conta da demanda por alimentação, com a chegada de mais famílias, os participantes do movimento montaram espécie de palco no meio da ocupação para que possam realizar assembleias. A equipe do Diário conversou com vizinhos do terreno, que relataram que, no domingo, era possível ver e ouvir políticos que apoiam o movimento falando no palanque sobre a importância de resistirem a uma possível saída à força.

Um dos moradores ouvidos preferiu não se identificar, mas relatou que o barulho fica cada vez pior. “Agora, com esse palco, está um caos total. Eles berram no microfone, fazem as tais assembleias, colocam música e cada vez chega mais gente. Eles são muitos. Está lotado de carro, moto, ocupante, barracas. Ontem (domingo) estava cheio de políticos dando discurso para eles, apoiando, foi o dia todo assim. Está difícil.”

A Justiça já determinou a reintegração de posse do terreno, pertencente à MZM,mas, de acordo com a Policia Militar, a data da ação ainda não tem previsão para acontecer. Segundo informações do comando, primeiramente é preciso realizar reuniões com o poder público, como secretarias de São Bernardo, além de representantes do movimento. Somente após as tratativas poderão fechar a data para realização da desocupação, respeitando as determinações sociais.

A ocupação, que começou com 500 famílias no sábado, hoje chega a ter 3.500, conforme informações de lideranças do movimento. Em visita ao local na semana passada, a equipe do Diário constatou que boa parte das barracas não estava ocupada. Organizadores do movimento disseram ainda que advogados que compactuam com a causa já entraram com pedido de recurso da determinação para reintegração de posse. A decisão é do juiz Gustavo Dall’Olio, da 8ª Vara Cível de São Bernardo, e foi proferida no dia 3 de setembro, após vencer prazo de 72 horas dado anteriormente para que os ocupantes deixassem, de forma pacífica, a área de 70 mil m².



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