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Jornal colombiano fala de aliança Cuba-Venezuela-Farc


Do Diário do Grande ABC

26/08/1999 | 13:05


Os governos de Bogotá e Washington temem que se esteja formando um ``eixo político-militar'' entre Cuba, Venezuela e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), assinalou El Espectador.

Segundo o jornal, os presidentes de Cuba, Fidel Castro, o da Venezuela, Hugo Chávez, e as Farc teriam o propósito de ``gerar instabilidade política na regiao, armar um eixo contra Washington para enfrentar uma eventual agressao militar e controlar um território geo-estratégico no hemisfério''.

``O assunto, qualificado como de 'segurança nacional', é realmente uma hipótese, que tanto Estados Unidos como Colômbia começaram a estudar no mais alto nível como parte de uma agenda secreta'', afirmou o jornal.

Uma fonte oficial nao identificada confirmou ao El Espectador que ``efetivamente existe esta preocupaçao'' no governo do presidente Andrés Pastrana e que o chanceler, Guillermo Fernández de Soto, ``tem feito consultas'' com altos dirigentes colombianos.

``Para enfrentar essa 'aliança' ou coincidência de interesses (entre Havana, Caracas e as Farc), Estados Unidos e Colômbia teriam resolvido desenvolver uma forte ofensiva diplomática como a de (o 'czar' antidrogas americano) Barry McCaffrey, ou a de (subsecretário de Estado para Assuntos Políticos), Thomas Pickering, para a América do Sul, assinalou El Espectador.

Por sua vez, El Tiempo indicou que Pastrana, ``preocupado com os pronunciamentos relacionados com as Farc e Chávez, iniciaria consultas com a comunidade internacional a fim de pô-la ao conhecimento das expressoes de Caracas ``frente aos assuntos internos de Colômbia e mais exatamente sobre o processo de paz''.

``Os governos dos Estados Unidos, Brasil e México estariam entre os quais se dirigiria a diplomacia colombiana'', escreveu El Tiempo, baseado em ``altas fontes'' do palácio de Nariño (sede da presidência da Colômbia).

A imprensa colombiana afirmou que a hipótese da constituiçao do ``eixo político-militar'' é alimentada por uma cadeia de fatos e suposiçoes que parecem deixar à descoberta as intençoes de Castro, Chávez e as Farc''.

``Castro, Chávez e a Farc têm em comum muitas coisas: seu distanciamento de Washington, sua simpatia pela guerrilha e pela busca de um espaço próprio'', afirmou El Espectador.

O jornal também assinalou que o presidente venezuelano, ``um dos principais protagonistas da 'estratégia', parece ter dado muitos passos numa primeira fase, destinada a enfraquecer a Colômbia''.

Chávez propôs à Assembléia Constituinte de seu país, dominada por seus aliados, declarar nulos os acordos ou tratados ``que possam desconhecer, ferir ou diminuir a soberania e integridade territorial'' da Venezuela, o que causou ``inquietaçao'' na Colômbia.

Ademais, ``Chávez decidiu adotar medidas severas que impedem o comércio binacional'', mas ``o fato mais preocupante é sua decisao de iniciar conversaçoes diretas com as Farc, o que, para alguns especialistas, limparia o terreno para o reconhecimento do estatuto de beligerância à insurgência'', indicou El Espectador.

Bogotá disse oficialmente que um eventual diálogo sem consulta entre Chávez e os rebeldes, em qualquer dos dois países, seria interpretado como uma intromissao nos assuntos internos colombianos.



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Jornal colombiano fala de aliança Cuba-Venezuela-Farc

Do Diário do Grande ABC

26/08/1999 | 13:05


Os governos de Bogotá e Washington temem que se esteja formando um ``eixo político-militar'' entre Cuba, Venezuela e as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc, marxistas), assinalou El Espectador.

Segundo o jornal, os presidentes de Cuba, Fidel Castro, o da Venezuela, Hugo Chávez, e as Farc teriam o propósito de ``gerar instabilidade política na regiao, armar um eixo contra Washington para enfrentar uma eventual agressao militar e controlar um território geo-estratégico no hemisfério''.

``O assunto, qualificado como de 'segurança nacional', é realmente uma hipótese, que tanto Estados Unidos como Colômbia começaram a estudar no mais alto nível como parte de uma agenda secreta'', afirmou o jornal.

Uma fonte oficial nao identificada confirmou ao El Espectador que ``efetivamente existe esta preocupaçao'' no governo do presidente Andrés Pastrana e que o chanceler, Guillermo Fernández de Soto, ``tem feito consultas'' com altos dirigentes colombianos.

``Para enfrentar essa 'aliança' ou coincidência de interesses (entre Havana, Caracas e as Farc), Estados Unidos e Colômbia teriam resolvido desenvolver uma forte ofensiva diplomática como a de (o 'czar' antidrogas americano) Barry McCaffrey, ou a de (subsecretário de Estado para Assuntos Políticos), Thomas Pickering, para a América do Sul, assinalou El Espectador.

Por sua vez, El Tiempo indicou que Pastrana, ``preocupado com os pronunciamentos relacionados com as Farc e Chávez, iniciaria consultas com a comunidade internacional a fim de pô-la ao conhecimento das expressoes de Caracas ``frente aos assuntos internos de Colômbia e mais exatamente sobre o processo de paz''.

``Os governos dos Estados Unidos, Brasil e México estariam entre os quais se dirigiria a diplomacia colombiana'', escreveu El Tiempo, baseado em ``altas fontes'' do palácio de Nariño (sede da presidência da Colômbia).

A imprensa colombiana afirmou que a hipótese da constituiçao do ``eixo político-militar'' é alimentada por uma cadeia de fatos e suposiçoes que parecem deixar à descoberta as intençoes de Castro, Chávez e as Farc''.

``Castro, Chávez e a Farc têm em comum muitas coisas: seu distanciamento de Washington, sua simpatia pela guerrilha e pela busca de um espaço próprio'', afirmou El Espectador.

O jornal também assinalou que o presidente venezuelano, ``um dos principais protagonistas da 'estratégia', parece ter dado muitos passos numa primeira fase, destinada a enfraquecer a Colômbia''.

Chávez propôs à Assembléia Constituinte de seu país, dominada por seus aliados, declarar nulos os acordos ou tratados ``que possam desconhecer, ferir ou diminuir a soberania e integridade territorial'' da Venezuela, o que causou ``inquietaçao'' na Colômbia.

Ademais, ``Chávez decidiu adotar medidas severas que impedem o comércio binacional'', mas ``o fato mais preocupante é sua decisao de iniciar conversaçoes diretas com as Farc, o que, para alguns especialistas, limparia o terreno para o reconhecimento do estatuto de beligerância à insurgência'', indicou El Espectador.

Bogotá disse oficialmente que um eventual diálogo sem consulta entre Chávez e os rebeldes, em qualquer dos dois países, seria interpretado como uma intromissao nos assuntos internos colombianos.

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