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Valdirene Dardin muda de advogado pela 3ª vez


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

26/09/2005 | 07:47


O advogado Roberto Lopes Telhada não defende mais a ex-secretária de Mauá Valdirene Dardin, foragida da Justiça há sete dias. Na segunda-feira passada, ela teve a prisão preventiva decretada pelo juiz da 6ªVara Criminal do município Dirceu Geraldini Brizola, pelo desvio de R$ 230 mil da conta bancária da Prefeitura entre 2003 e 2004. Essa é a terceira troca de advogado em pouco mais de um mês.

A defesa agora está nas mãos do advogado Leonardo Mussimesse, professor de Direito da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Telhada garante que a saída do caso não está associada ao pedido de prisão. Segundo ele, o principal problema é a falta de tempo. "Como também sou advogado de Rogério Buratti (ex-assessor de Antônio Palocci, quando o ministro da Fazenda ainda era prefeito de Ribeirão Preto), tenho viajado muito para Brasília e também para o interior de São Paulo. O caso da Valdirene, como é muito sério, precisa de dedicação integral. Por isso, indiquei o colega, que foi aceito pela Valdirene", conta.

Telhada acha que a ex-secretária de Finanças de Mauá já deveria ter se entregado à Polícia. "Ela tem que se entregar. O advogado não desrespeitará a ordem judicial. Ela não pode se opor a uma determinação da Justiça, porque isso criaria muitas dificuldades no transcorrer do processo. Ela tem que se entregar até para poder se defender", diz Telhada, que garantiu não ter falado com a acusada desde que sua prisão foi decretada.

O advogado criminalista faz críticas ao processo de investigação conduzido pelo Ministério Público de Mauá. Telhada diz não entender porque não foi aberto inquérito policial para investigar o suposto desvio de dinheiro dos cofres públicos. "É muito prematuro o decreto prisional. Não houve sequer um exame grafotécnico para comprovar que a assinatura nos recibos de saque é realmente dela. Se o juiz encontrou motivos no processo para isso (decretar prisão), nenhuma crítica. Agora prender alguém em nome de clamor popular, isso é balela", analisa.

A atitude do gerente do banco Santander/Banespa, Sílvio Francisco Catarino, de ter liberado o pagamento e entregue dinheiro para Valdirene em sacolas de supermercado também precisa ser investigada, diz o criminalista. "Aquele pagamento não poderia ser feito só com a assinatura dela. Existe uma regra e os bancos são muito rigorosos a respeito disso. Precisaria da assinatura também do prefeito (Oswaldo Dias). O banco não poderia ter efetuado pagamento. O que causou estranheza foi o fato de o gerente supostamente ter levado o dinheiro em sacolas plásticas à Prefeitura. Isso é absolutamente irregular."

Sobre mais uma troca de advogado, Telhada não acredita que isso poderá causar prejuízos a Valdirene. "A mudança não é negativa, porque nenhuma estratégia de defesa definitiva foi colocada. Acompanhei quando ela foi prestar declarações aos promotores de Mauá. E reafirmo que ela foi tratada com muito respeito da parte deles e não sofreu nenhuma ameaça. Eles respeitaram a pessoa dela. Tudo que ela disse foi livremente", finaliza Telhada.



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Valdirene Dardin muda de advogado pela 3ª vez

Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

26/09/2005 | 07:47


O advogado Roberto Lopes Telhada não defende mais a ex-secretária de Mauá Valdirene Dardin, foragida da Justiça há sete dias. Na segunda-feira passada, ela teve a prisão preventiva decretada pelo juiz da 6ªVara Criminal do município Dirceu Geraldini Brizola, pelo desvio de R$ 230 mil da conta bancária da Prefeitura entre 2003 e 2004. Essa é a terceira troca de advogado em pouco mais de um mês.

A defesa agora está nas mãos do advogado Leonardo Mussimesse, professor de Direito da PUC (Pontifícia Universidade Católica) de São Paulo. Telhada garante que a saída do caso não está associada ao pedido de prisão. Segundo ele, o principal problema é a falta de tempo. "Como também sou advogado de Rogério Buratti (ex-assessor de Antônio Palocci, quando o ministro da Fazenda ainda era prefeito de Ribeirão Preto), tenho viajado muito para Brasília e também para o interior de São Paulo. O caso da Valdirene, como é muito sério, precisa de dedicação integral. Por isso, indiquei o colega, que foi aceito pela Valdirene", conta.

Telhada acha que a ex-secretária de Finanças de Mauá já deveria ter se entregado à Polícia. "Ela tem que se entregar. O advogado não desrespeitará a ordem judicial. Ela não pode se opor a uma determinação da Justiça, porque isso criaria muitas dificuldades no transcorrer do processo. Ela tem que se entregar até para poder se defender", diz Telhada, que garantiu não ter falado com a acusada desde que sua prisão foi decretada.

O advogado criminalista faz críticas ao processo de investigação conduzido pelo Ministério Público de Mauá. Telhada diz não entender porque não foi aberto inquérito policial para investigar o suposto desvio de dinheiro dos cofres públicos. "É muito prematuro o decreto prisional. Não houve sequer um exame grafotécnico para comprovar que a assinatura nos recibos de saque é realmente dela. Se o juiz encontrou motivos no processo para isso (decretar prisão), nenhuma crítica. Agora prender alguém em nome de clamor popular, isso é balela", analisa.

A atitude do gerente do banco Santander/Banespa, Sílvio Francisco Catarino, de ter liberado o pagamento e entregue dinheiro para Valdirene em sacolas de supermercado também precisa ser investigada, diz o criminalista. "Aquele pagamento não poderia ser feito só com a assinatura dela. Existe uma regra e os bancos são muito rigorosos a respeito disso. Precisaria da assinatura também do prefeito (Oswaldo Dias). O banco não poderia ter efetuado pagamento. O que causou estranheza foi o fato de o gerente supostamente ter levado o dinheiro em sacolas plásticas à Prefeitura. Isso é absolutamente irregular."

Sobre mais uma troca de advogado, Telhada não acredita que isso poderá causar prejuízos a Valdirene. "A mudança não é negativa, porque nenhuma estratégia de defesa definitiva foi colocada. Acompanhei quando ela foi prestar declarações aos promotores de Mauá. E reafirmo que ela foi tratada com muito respeito da parte deles e não sofreu nenhuma ameaça. Eles respeitaram a pessoa dela. Tudo que ela disse foi livremente", finaliza Telhada.

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