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STJD denuncia Danilo por cusparada e ato racista


Marco Borba
Com Agências

20/04/2010 | 07:00


O ato de racismo do zagueiro palmeirense Danilo contra o zagueiro Manoel, do Atlético-PR foi denunciado oficialmente ontem pela Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Além de penas graves, a Procuradoria pediu a suspensão preventiva dos dois atletas.

Na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil na semana passada, no Palestra Itália, aos 29 minutos do segundo tempo, Danilo teria recebido cabeçada de Manoel. Depois do lance, cuspiu no rosto do adversário e o chamou de ‘macaco'.

Danilo foi denunciado nos artigos 254-B (pela cusparada), que pode render punição de seis a doze jogos, e no 243-G (ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante). Nesse caso, a pena prevê suspensão de cinco a dez partidas.

Manoel foi denunciado duas vezes no artigo 250 (praticar ato de hostilidade), e pode ser suspenso de um a três jogos.

Agora, depende do presidente em exercício do tribunal, Virgílio Val, deferir ou não o pedido de suspensão preventiva, que, segundo a Procuradoria, cabe em casos de infração grave, principalmente nesse caso, que os jogadores não cumpriram suspensão automática.

"Formulamos a denúncia e agora cabe ao Virgílio decidir se os jogadores ficarão suspensos enquanto aguardam o julgamento", disse o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que apitou a partida vencida pelo Palmeiras (1 a 0), não puniu os jogadores. Além de Danilo e Manoel, Paulo Baier, do Atlético-PR, também foi denunciado pela sua expulsão aos 40 minutos do segundo tempo por entrada forte em Danilo para impedir o contra-ataque adversário. Baier pode pegar até três jogos.

TENSO - O Palmeiras viajou ontem para Curitiba preocupado com a segurança por conta do episódio envolvendo Danilo. O clube teme por represálias da torcida e equipe adversária na partida de amanhã, que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

Apesar da denúncia do STJD, Danilo não ficou de fora dos relacionados do time. Viajou com o grupo e deve atuar na Arena da Baixada. Torcedores do Atlético prometeram ir ao estádio com o rosto pintado de preto em sinal de protesto.



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STJD denuncia Danilo por cusparada e ato racista

Marco Borba
Com Agências

20/04/2010 | 07:00


O ato de racismo do zagueiro palmeirense Danilo contra o zagueiro Manoel, do Atlético-PR foi denunciado oficialmente ontem pela Procuradoria do STJD (Superior Tribunal de Justiça Desportiva). Além de penas graves, a Procuradoria pediu a suspensão preventiva dos dois atletas.

Na primeira partida das oitavas de final da Copa do Brasil na semana passada, no Palestra Itália, aos 29 minutos do segundo tempo, Danilo teria recebido cabeçada de Manoel. Depois do lance, cuspiu no rosto do adversário e o chamou de ‘macaco'.

Danilo foi denunciado nos artigos 254-B (pela cusparada), que pode render punição de seis a doze jogos, e no 243-G (ato discriminatório, desdenhoso ou ultrajante). Nesse caso, a pena prevê suspensão de cinco a dez partidas.

Manoel foi denunciado duas vezes no artigo 250 (praticar ato de hostilidade), e pode ser suspenso de um a três jogos.

Agora, depende do presidente em exercício do tribunal, Virgílio Val, deferir ou não o pedido de suspensão preventiva, que, segundo a Procuradoria, cabe em casos de infração grave, principalmente nesse caso, que os jogadores não cumpriram suspensão automática.

"Formulamos a denúncia e agora cabe ao Virgílio decidir se os jogadores ficarão suspensos enquanto aguardam o julgamento", disse o procurador-geral do STJD, Paulo Schmitt.

O árbitro Marcelo de Lima Henrique, que apitou a partida vencida pelo Palmeiras (1 a 0), não puniu os jogadores. Além de Danilo e Manoel, Paulo Baier, do Atlético-PR, também foi denunciado pela sua expulsão aos 40 minutos do segundo tempo por entrada forte em Danilo para impedir o contra-ataque adversário. Baier pode pegar até três jogos.

TENSO - O Palmeiras viajou ontem para Curitiba preocupado com a segurança por conta do episódio envolvendo Danilo. O clube teme por represálias da torcida e equipe adversária na partida de amanhã, que vale vaga nas quartas de final da Copa do Brasil.

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