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Moradores da Vila Mussolini se unem contra obra de prédio

DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

População teme que novo empreendimento piore o trânsito local; Prefeitura afirma que construção tem alvará


Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

29/10/2020 | 23:55


Moradores da Vila Mussolini, no Rudge Ramos, em São Bernardo, estão preocupados com a construção de empreendimento no bairro que, segundo a população, vai piorar ainda mais o trânsito local. Os munícipes contam somente com a Rua Marechal Badóglio como saída para outras regiões, justamente onde o condomínio residencial está sendo erguido.

Segundo os moradores, os deslocamentos internos no bairro levam cerca de 50 minutos nos horários de pico, já que a via de saída é estreita e possui no fim semáforo com preferência para quem trafega pela Avenida Caminho do Mar.

O empreendimento terá 336 unidades habitacionais e aumentará em cerca de 30% o número de imóveis do bairro, o que vai acarretar em trânsito ainda maior para entrar ou sair da Vila Mussolini.

Morador da Rua Rodolfo Crespi, o gerente comercial Márcio de Oliveira Gomes Penezi, 42 anos, explicou que os residentes se juntaram e fizeram levantamento urbanístico do bairro, junto de um abaixo-assinado, e entregaram os documentos à Prefeitura com intuito de barrar obra. “A Vila Mussolini tem em torno de 1.116 imóveis e é um espaço que não tem capacidade para um novo empreendimento de grande porte. Fora isso, agora terá também uma escolinha com capacidade para cerca de 300 alunos, o que vai piorar ainda mais nosso problema de mobilidade urbana (com pessoas que entrarão e sairão do bairro para deixar e pegar os filhos)”, pontuou Penezi.

Segundo o levantamento feito pela população, o terreno em que o empreendimento será erguido tem 4.170 metros quadrados, porém, conforme consta no próprio anúncio do condomínio, a incorporadora está construindo 33 mil metros quadrados de área. “Além disso, o terreno tem um olho-d’água e também pertencia à empresa Adrizylm que, em 1988, pegou fogo. O solo era completamente contaminado e, até onde sabemos, não foi feito nada ali para resolver essa situação”, reclamou o morador.

A equipe de reportagem teve acesso ao documento feito pela população. No laudo, além de fotos e mapas, os moradores destacam o fato de o empreendimento se opor à Lei de Zoneamento e Parcelamento de Solo de São Bernardo.

Outra situação que chamou atenção dos moradores é o valor da negociação. “O imóvel (onde será construído o prédio) está valendo 20 vezes o que foi declarado na matrícula. No documento consta (que foi vendido pelo) montante de R$ 400 mil”, questiona Penezi.

A professora aposentada Olívia Rosana, 59, é moradora da Rua Marechal Badóglio, que no sentido contrário é sem saída, justamente onde o condomínio será erguido. Ela se diz bastante preocupada com a situação. “O trânsito do bairro já é terrível. Com esse novo empreendimento, com tantos apartamentos, vai ser impossível se deslocar aqui”, disse.

Questionada, a Prefeitura informou que o empreendimento possui alvará de construção expedido, com validade até outubro de 2022. Em nota, a administração municipal afirmou ainda que “a aprovação do projeto e a obtenção do documento estão condicionadas ao cumprimento de todas as normas e legislações vigentes”. Quanto às reclamações da população, o Paço disse que enviará uma equipe do departamento de trânsito ao local para estudar alternativas viárias para os moradores. 



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Moradores da Vila Mussolini se unem contra obra de prédio

População teme que novo empreendimento piore o trânsito local; Prefeitura afirma que construção tem alvará

Bia Moço
Do Diário do Grande ABC

29/10/2020 | 23:55


Moradores da Vila Mussolini, no Rudge Ramos, em São Bernardo, estão preocupados com a construção de empreendimento no bairro que, segundo a população, vai piorar ainda mais o trânsito local. Os munícipes contam somente com a Rua Marechal Badóglio como saída para outras regiões, justamente onde o condomínio residencial está sendo erguido.

Segundo os moradores, os deslocamentos internos no bairro levam cerca de 50 minutos nos horários de pico, já que a via de saída é estreita e possui no fim semáforo com preferência para quem trafega pela Avenida Caminho do Mar.

O empreendimento terá 336 unidades habitacionais e aumentará em cerca de 30% o número de imóveis do bairro, o que vai acarretar em trânsito ainda maior para entrar ou sair da Vila Mussolini.

Morador da Rua Rodolfo Crespi, o gerente comercial Márcio de Oliveira Gomes Penezi, 42 anos, explicou que os residentes se juntaram e fizeram levantamento urbanístico do bairro, junto de um abaixo-assinado, e entregaram os documentos à Prefeitura com intuito de barrar obra. “A Vila Mussolini tem em torno de 1.116 imóveis e é um espaço que não tem capacidade para um novo empreendimento de grande porte. Fora isso, agora terá também uma escolinha com capacidade para cerca de 300 alunos, o que vai piorar ainda mais nosso problema de mobilidade urbana (com pessoas que entrarão e sairão do bairro para deixar e pegar os filhos)”, pontuou Penezi.

Segundo o levantamento feito pela população, o terreno em que o empreendimento será erguido tem 4.170 metros quadrados, porém, conforme consta no próprio anúncio do condomínio, a incorporadora está construindo 33 mil metros quadrados de área. “Além disso, o terreno tem um olho-d’água e também pertencia à empresa Adrizylm que, em 1988, pegou fogo. O solo era completamente contaminado e, até onde sabemos, não foi feito nada ali para resolver essa situação”, reclamou o morador.

A equipe de reportagem teve acesso ao documento feito pela população. No laudo, além de fotos e mapas, os moradores destacam o fato de o empreendimento se opor à Lei de Zoneamento e Parcelamento de Solo de São Bernardo.

Outra situação que chamou atenção dos moradores é o valor da negociação. “O imóvel (onde será construído o prédio) está valendo 20 vezes o que foi declarado na matrícula. No documento consta (que foi vendido pelo) montante de R$ 400 mil”, questiona Penezi.

A professora aposentada Olívia Rosana, 59, é moradora da Rua Marechal Badóglio, que no sentido contrário é sem saída, justamente onde o condomínio será erguido. Ela se diz bastante preocupada com a situação. “O trânsito do bairro já é terrível. Com esse novo empreendimento, com tantos apartamentos, vai ser impossível se deslocar aqui”, disse.

Questionada, a Prefeitura informou que o empreendimento possui alvará de construção expedido, com validade até outubro de 2022. Em nota, a administração municipal afirmou ainda que “a aprovação do projeto e a obtenção do documento estão condicionadas ao cumprimento de todas as normas e legislações vigentes”. Quanto às reclamações da população, o Paço disse que enviará uma equipe do departamento de trânsito ao local para estudar alternativas viárias para os moradores. 

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