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Itens de metal são furtados no Cemitério da Vila Pires

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Placas, estátuas e portões foram arrancados dos túmulos dias antes do feriado de Finados


Tauana Marin
Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 23:59


Após apresentar problemas estruturais, como queda do muro por três vezes, o Cemitério Cristo Redentor, na Vila Pires, em Santo André, agora tem sido alvo de furtos de placas de lápides, crucifixos, portões e até estátuas de bronze. Em alguns túmulos não restou nenhuma peça nas paredes.
 

A família do motorista de aplicativo João Vicente Vitale, 46 anos, morador do bairro Vila Alzira, e que mantém jazigo no local, foi uma das que tiveram o espaço vandalizado. “No dia 14 estive lá por causa do aniversário de morte do meu tio. Ele tinha por hábito lavar o túmulo e sempre fazer a manutenção, então, como o acompanhei sempre, fui lá para fazer isso por ele. E hoje (ontem) retornei com minha mãe devido ao Dia de Finados, na segunda, resolvemos antecipar a visita. Não achei o nome da minha tia, só estava o do meu avô. No princípio dá muita raiva de violarem o túmulo, isso não condiz com a nossa realidade.”
 

Como estava havendo um velório no local, próximo à área administrativa do cemitério, Vitale não fez a reclamação no local. Ao olhar para os túmulos ao redor, o motorista verificou que estavam todos depredados, sem as escritas de bronze. “Tem um jazigo grande que estava sem o portão, inclusive. Isso tudo no prazo de duas semanas. Fora que o cemitério já teve problemas com os muros, ou seja, está muito prejudicado”, comentou. O motorista acha estranho a depredação acontecer dias antes do feriado, que atrai muitas pessoas ao local. “Não podemos julgar, mas que é estranho, é. Porque tenho certeza que muitos farão a visita no dia 2 <CF51>(segunda-feira)</CF> e quando notarem que os túmulos estão sem as placas vão querer arrumar. Esta época, em especial, propicia a comercialização destes itens de bronze, de lápides.”
 

A família pretende arrumar o jazigo e repor as placa, no entanto, de outro material que não seja tão visado – algo como plástico ou porcelana, por exemplo.
 

De acordo com levantamento feito pelo Diário, com base em alguns conhecidos sites de vendas, os valores das placas variam muito, inclusive por causa do tamanho. Mas, em média, placas mais simples (com nome da pessoa, datas de nascimento e morte) em bronze, feitas entre 20 e 30 centímetros de comprimento, custam R$ 155. No caso de mandar fazer mais de uma, o valor unitário fica menor, saindo R$ 80 cada ou R$ 238 o kit com três. Ou seja, com base no primeiro valor, se a pessoa mandar fazer quatro placas que foram roubadas (há túmulos com quantidade bem maior de sepulturas) o custo será de R$ 620, levando em conta que são placas de metal simples, sem foto ou dizeres.
 

A Prefeitura de Santo André, por meio do Serviço Funerário Municipal, informou que o Cemitério Vila Pires funciona das 8h às 17h e que “o espaço possui monitoramento por câmeras, e que cobrem parte específica da necrópole. As imagens serão analisadas e repassadas às autoridades policiais”. Ainda segundo a nota, a GCM (Guarda Civil Municipal), por sua vez, “realiza o patrulhamento preventivo no cemitério diuturnamente e este é realizado com equipes de viaturas que fazem estacionamentos programados.” Neste cemitério há 4.800 jazigos. O local foi inaugurado em 1954, segundo a Prefeitura.



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Itens de metal são furtados no Cemitério da Vila Pires

Placas, estátuas e portões foram arrancados dos túmulos dias antes do feriado de Finados

Tauana Marin
Diário do Grande ABC

28/10/2020 | 23:59


Após apresentar problemas estruturais, como queda do muro por três vezes, o Cemitério Cristo Redentor, na Vila Pires, em Santo André, agora tem sido alvo de furtos de placas de lápides, crucifixos, portões e até estátuas de bronze. Em alguns túmulos não restou nenhuma peça nas paredes.
 

A família do motorista de aplicativo João Vicente Vitale, 46 anos, morador do bairro Vila Alzira, e que mantém jazigo no local, foi uma das que tiveram o espaço vandalizado. “No dia 14 estive lá por causa do aniversário de morte do meu tio. Ele tinha por hábito lavar o túmulo e sempre fazer a manutenção, então, como o acompanhei sempre, fui lá para fazer isso por ele. E hoje (ontem) retornei com minha mãe devido ao Dia de Finados, na segunda, resolvemos antecipar a visita. Não achei o nome da minha tia, só estava o do meu avô. No princípio dá muita raiva de violarem o túmulo, isso não condiz com a nossa realidade.”
 

Como estava havendo um velório no local, próximo à área administrativa do cemitério, Vitale não fez a reclamação no local. Ao olhar para os túmulos ao redor, o motorista verificou que estavam todos depredados, sem as escritas de bronze. “Tem um jazigo grande que estava sem o portão, inclusive. Isso tudo no prazo de duas semanas. Fora que o cemitério já teve problemas com os muros, ou seja, está muito prejudicado”, comentou. O motorista acha estranho a depredação acontecer dias antes do feriado, que atrai muitas pessoas ao local. “Não podemos julgar, mas que é estranho, é. Porque tenho certeza que muitos farão a visita no dia 2 <CF51>(segunda-feira)</CF> e quando notarem que os túmulos estão sem as placas vão querer arrumar. Esta época, em especial, propicia a comercialização destes itens de bronze, de lápides.”
 

A família pretende arrumar o jazigo e repor as placa, no entanto, de outro material que não seja tão visado – algo como plástico ou porcelana, por exemplo.
 

De acordo com levantamento feito pelo Diário, com base em alguns conhecidos sites de vendas, os valores das placas variam muito, inclusive por causa do tamanho. Mas, em média, placas mais simples (com nome da pessoa, datas de nascimento e morte) em bronze, feitas entre 20 e 30 centímetros de comprimento, custam R$ 155. No caso de mandar fazer mais de uma, o valor unitário fica menor, saindo R$ 80 cada ou R$ 238 o kit com três. Ou seja, com base no primeiro valor, se a pessoa mandar fazer quatro placas que foram roubadas (há túmulos com quantidade bem maior de sepulturas) o custo será de R$ 620, levando em conta que são placas de metal simples, sem foto ou dizeres.
 

A Prefeitura de Santo André, por meio do Serviço Funerário Municipal, informou que o Cemitério Vila Pires funciona das 8h às 17h e que “o espaço possui monitoramento por câmeras, e que cobrem parte específica da necrópole. As imagens serão analisadas e repassadas às autoridades policiais”. Ainda segundo a nota, a GCM (Guarda Civil Municipal), por sua vez, “realiza o patrulhamento preventivo no cemitério diuturnamente e este é realizado com equipes de viaturas que fazem estacionamentos programados.” Neste cemitério há 4.800 jazigos. O local foi inaugurado em 1954, segundo a Prefeitura.

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