Setecidades

Corpo encontrado não tem sinais de violência externa


Cadáver encontrado no Parque do Pedroso, em Santo André, na sexta-feira, não apresenta sinais de violência externa, como perfurações feitas por faca ou projétil, afirma Francisco José Alves Cardoso, delegado seccional de Santo André. O corpo, que pode ser de Lucas Eduardo Martins dos Santos, 14 anos, morador da favela do Amor, na Vila Luzita, desaparecido há uma semana, provavelmente foi alvo de afogamento na Represa Billings. A identificação da vítima depende de exames – a família diverge em relação ao reconhecimento.

“Como os próprios familiares não reconhecem o cadáver, apenas a perícia médico-legal pode dizer se é ele (Lucas) ou não”, assinala Cardoso. Segundo ele, a conclusão dos exames pode levar até 30 dias, porém, a polícia precisa dos resultados “o mais rápido possível” para dar andamento à investigação. 

O delegado seccional andreense destaca que as duas viaturas supostamente envolvidas no desaparecimento do jovem foram periciadas e mancha encontrada em uma delas, que pode ser sangue, está sendo analisada. Cachorros da PM (Polícia Militar) não identificaram rastros do adolescente nos veículos.

Enquanto aguardam pelos resultados, familiares e amigos de Lucas protestam diariamente para que o caso não caia no esquecimento e que seja esclarecido. Ontem, o ato partiu da Avenida São Bernardo, na Vila Luzita, e seguiu até a 2ª Cia do 41º Batalhão da Polícia Militar de Santo André, no Rua dos Beneditinos, no mesmo bairro, onde os participantes ficaram por cerca de 15 minutos e retornaram ao ponto de partida.

Lucas está desaparecido há uma semana. O jovem foi visto pela última vez por volta de 0h10 do dia 12, quando deixou a casa da tia em direção à própria residência, ambas na favela do Amor. Familiares culpam a PM, uma vez que o sumiço teria ocorrido após abordagem policial na casa onde mora. 

“A revolta é ainda maior porque ele não é um menino de má índole, ninguém é doido de culpar a polícia sem fundamentos”, afirma a tia de Lucas, Renata Silva, 37. “Ele é apenas um menino e o Estado deve punir os responsáveis. Até quando policiais que não honram a farda vão circular por aí?”, questiona.

“Moro há 30 anos aqui (na favela do Amor) e não tinha medo de morar aqui, mas agora tenho, por causa dos policiais”, conta Renata, salientando que, nos últimos meses, as abordagens aos moradores estavam mais frequentes e intimidadoras. Contudo, desde o desaparecimento de Lucas, as rondas na comunidade não são mais observadas.

Conforme publicado pelo Diário no domingo, um primo do adolescente diz ter sido ameaçado por policias militares na quinta-feira. Os agentes teriam fotografado o homem, que buscava a filha na escola, no Jardim Teles de Menezes, e disseram que o enrolariam em um colchão e colocariam fogo.

A SSP (Secretaria da Segurança Pública) informou que todas as circunstâncias estão sendo apuradas pelo setor de desaparecimento da Polícia Civil de Santo André. A PM instaurou procedimento para apurar fatos e denúncias referentes ao caso. O policiamento e patrulhamento na área não foram alterados.

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