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Exportações da região devem crescer com Biden

Joe Biden/Twitter/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

De janeiro a outubro, vendas aos Estados Unidos representaram 11,3% do comércio exterior


Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:05


Um dos principais parceiros comerciais do Grande ABC, os Estados Unidos, que de janeiro a outubro compraram das sete cidades US$ 288,051 milhões (R$ 1,708 bilhão, com o dólar a R$ 5,39), o equivalente a 11,3% de US$ 2,565 bilhões (R$ 15,214 bilhões), estão prestes a passar por intensa mudança. Com a vitória do democrata Joe Biden frente ao republicano Donald Trump – caso não haja mudanças, pelo fato de o atual presidente ainda não ter reconhecido a derrota e pelo fato de Jair Bolsonaro ser alinhado a ele –, especialistas veem a possibilidade de a região, assim como todo o País, ampliarem os embarques à terra do ‘Tio Sam’.

“Biden deve dar uma abertura que com Trump não há. Acredito que o cenário de restrições à entrada dos produtos brasileiros, com imposto maior, deva mudar. Isso porque característica dos democratas é abrir mais a economia, enquanto que os republicanos a fecham mais, embora gerem mais empregos”, pondera o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Anuar Dequech Júnior. “É uma grande oportunidade de vender mais aos norte-americanos, mesmo que a tendência de baixa do dólar continue e recue até R$ 4.”

Para o diretor do Ciesp de São Bernardo, Cláudio Barberini Junior, o cenário ainda é incerto, pois os Estados Unidos sempre foram país muito protecionista. “Hoje, os norte-americanos estão brigados com os chineses e, neste cenário, o Brasil ganhou alguns mercados que pode ‘perder’ se eles voltarem a se entender”, assinala. “Porém, temos de ficar atentos às oportunidades que podem surgir.”

O diretor do Ciesp Santo André, Norberto Perrela, por sua vez, vê com bons olhos uma reaproximação de Estados Unidos e China, pois acredita que o País e a região se beneficiem indiretamente. “Biden pode criar sistema que não seja tão unilateral. É importante estarmos todos do mesmo lado, isso amplia as possibilidades de diálogo e de negócios”, diz.

RANKING REGIONAL

Hoje, os Estados Unidos são maior comprador de produtos de Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra; o segundo de Santo André e Mauá; o terceiro de São Caetano e o quinto de São Bernardo.

Poderão se beneficiar, além das montadoras em São Bernardo e São Caetano, empresas como a Rhodia, a Braskem, a Prometeon e a Bridgestone, em Santo André, a Prensas Schuler em Diadema, a CBC em Ribeirão Pires e a Dura Automotive em Rio Grande da Serra.

“Acredito que, na região, o setor automotivo e a sua cadeia serão os maiores beneficiados, pois as montadoras tendem a vender mais e, com isso, toda a indústria passará a produzir mais”, diz Dequech Júnior. “O segmento de cosméticos também pode entrar mais forte nos Estados Unidos. São pequenos fornecedores de cremes e shampoos que terão chance única.”

Indiretamente, aponta Barberini Junior, toda a economia se beneficiará se houver a redução de barreiras ao alumínio e ao aço brasileiros, importantes insumos das indústrias. “Não sabemos as pressões que Biden irá sofrer, mas se ele conseguir reverter o cenário, o custo de fabricação poderá diminuir.”
 



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Exportações da região devem crescer com Biden

De janeiro a outubro, vendas aos Estados Unidos representaram 11,3% do comércio exterior

Soraia Abreu Pedrozo
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:05


Um dos principais parceiros comerciais do Grande ABC, os Estados Unidos, que de janeiro a outubro compraram das sete cidades US$ 288,051 milhões (R$ 1,708 bilhão, com o dólar a R$ 5,39), o equivalente a 11,3% de US$ 2,565 bilhões (R$ 15,214 bilhões), estão prestes a passar por intensa mudança. Com a vitória do democrata Joe Biden frente ao republicano Donald Trump – caso não haja mudanças, pelo fato de o atual presidente ainda não ter reconhecido a derrota e pelo fato de Jair Bolsonaro ser alinhado a ele –, especialistas veem a possibilidade de a região, assim como todo o País, ampliarem os embarques à terra do ‘Tio Sam’.

“Biden deve dar uma abertura que com Trump não há. Acredito que o cenário de restrições à entrada dos produtos brasileiros, com imposto maior, deva mudar. Isso porque característica dos democratas é abrir mais a economia, enquanto que os republicanos a fecham mais, embora gerem mais empregos”, pondera o diretor do Ciesp (Centro das Indústrias do Estado de São Paulo) de Diadema, Anuar Dequech Júnior. “É uma grande oportunidade de vender mais aos norte-americanos, mesmo que a tendência de baixa do dólar continue e recue até R$ 4.”

Para o diretor do Ciesp de São Bernardo, Cláudio Barberini Junior, o cenário ainda é incerto, pois os Estados Unidos sempre foram país muito protecionista. “Hoje, os norte-americanos estão brigados com os chineses e, neste cenário, o Brasil ganhou alguns mercados que pode ‘perder’ se eles voltarem a se entender”, assinala. “Porém, temos de ficar atentos às oportunidades que podem surgir.”

O diretor do Ciesp Santo André, Norberto Perrela, por sua vez, vê com bons olhos uma reaproximação de Estados Unidos e China, pois acredita que o País e a região se beneficiem indiretamente. “Biden pode criar sistema que não seja tão unilateral. É importante estarmos todos do mesmo lado, isso amplia as possibilidades de diálogo e de negócios”, diz.

RANKING REGIONAL

Hoje, os Estados Unidos são maior comprador de produtos de Diadema, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra; o segundo de Santo André e Mauá; o terceiro de São Caetano e o quinto de São Bernardo.

Poderão se beneficiar, além das montadoras em São Bernardo e São Caetano, empresas como a Rhodia, a Braskem, a Prometeon e a Bridgestone, em Santo André, a Prensas Schuler em Diadema, a CBC em Ribeirão Pires e a Dura Automotive em Rio Grande da Serra.

“Acredito que, na região, o setor automotivo e a sua cadeia serão os maiores beneficiados, pois as montadoras tendem a vender mais e, com isso, toda a indústria passará a produzir mais”, diz Dequech Júnior. “O segmento de cosméticos também pode entrar mais forte nos Estados Unidos. São pequenos fornecedores de cremes e shampoos que terão chance única.”

Indiretamente, aponta Barberini Junior, toda a economia se beneficiará se houver a redução de barreiras ao alumínio e ao aço brasileiros, importantes insumos das indústrias. “Não sabemos as pressões que Biden irá sofrer, mas se ele conseguir reverter o cenário, o custo de fabricação poderá diminuir.”
 

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