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Santo André amplia aterro e eleva vida útil para 6 anos

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Equipamento municipal, que recebe cerca de 19 mil toneladas
de resíduos ao mês, passará a ter 280 mil metros quadrados


Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


 O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) iniciou as obras de ampliação do aterro sanitário de Santo André. Licenciadas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), as intervenções têm o objetivo de aumentar a vida útil do equipamento de cinco para seis anos. O município é o único do Grande ABC que tem aterro próprio, que recebe 100% dos resíduos gerados na cidade. As obras estão divididas em três etapas e vão expandir a área útil do aterro em 30%, passando dos 217 mil metros quadrados atuais para 280 mil metros quadrados.

Os trabalhos para ampliação incluem a escavação e preparo do terreno, impermeabilização do solo e execução dos taludes e drenos de gás e líquidos. Além disso, a autarquia trabalha no alteamento de cotas do aterro (elevação da altura do maciço de resíduos), ou seja, locais já autorizados pela Cetesb para disposição de resíduos sólidos domiciliares.

A ampliação do equipamento de Santo André vai garantir economia ao Semasa de aproximadamente R$ 100 milhões nos próximos seis anos, valor que seria gasto caso o município tivesse de destinar os resíduos para um aterro particular.

A professora de resíduos sólidos, contaminação e remediação de solos da UFABC (Universidade Federal do ABC) Giulliana Mondelli explicou que o aumento de 63 mil metros quadrado de área, apesar de parecer grande, é pouco, e lembrou que a ultima ampliação do aterro foi por meio de alteamento das cotas, que exige muito mais cuidado técnico por conta das características dos resíduos, que mudam ao longo do tempo. “A ampliação por área tem menos riscos”, pontuou.

Giulliana destacou que o prazo de seis anos deve ser usado para que seja encontrada solução para a destinação dos resíduos da cidade, uma vez que essa é a última ampliação possível do equipamento. “Santo André vai precisar de uma nova área para aterro, mesmo que existam alternativas como o incinerador ou aumento da coleta seletiva”, afirmou.

“O município vai se beneficiar se adotar alternativas de gestão de tratamento agora. É preciso ampliar de maneira quantitativa a coleta de recicláveis, aumentando o volume consideravelmente, com mais educação ambiental para a população”, concluiu. Alternativa como incentivo à compostagem de feiras livres também é estratégia citada pela especialista como opção para aumentar o tempo de vida útil do equipamento.

Segundo o Semasa, que opera o aterro de Santo André, o equipamento é um dos mais bem avaliados do Estado, com nota 9,4 concedida pela Cetesb. O local foi aberto em 1986 e hoje também abriga a sede das duas cooperativas de reciclagem da cidade, a CoopCicla e a Cidade Limpa, responsáveis pela triagem e venda de todos os resíduos recicláveis gerados no município. Atualmente, cerca de 19 mil toneladas de resíduos úmidos são coletadas por mês e enviadas para tratamento ambientalmente correto no aterro.



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Santo André amplia aterro e eleva vida útil para 6 anos

Equipamento municipal, que recebe cerca de 19 mil toneladas
de resíduos ao mês, passará a ter 280 mil metros quadrados

Aline Melo
Do Diário do Grande ABC

11/11/2020 | 00:01


 O Semasa (Serviço Municipal de Saneamento Ambiental de Santo André) iniciou as obras de ampliação do aterro sanitário de Santo André. Licenciadas pela Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo), as intervenções têm o objetivo de aumentar a vida útil do equipamento de cinco para seis anos. O município é o único do Grande ABC que tem aterro próprio, que recebe 100% dos resíduos gerados na cidade. As obras estão divididas em três etapas e vão expandir a área útil do aterro em 30%, passando dos 217 mil metros quadrados atuais para 280 mil metros quadrados.

Os trabalhos para ampliação incluem a escavação e preparo do terreno, impermeabilização do solo e execução dos taludes e drenos de gás e líquidos. Além disso, a autarquia trabalha no alteamento de cotas do aterro (elevação da altura do maciço de resíduos), ou seja, locais já autorizados pela Cetesb para disposição de resíduos sólidos domiciliares.

A ampliação do equipamento de Santo André vai garantir economia ao Semasa de aproximadamente R$ 100 milhões nos próximos seis anos, valor que seria gasto caso o município tivesse de destinar os resíduos para um aterro particular.

A professora de resíduos sólidos, contaminação e remediação de solos da UFABC (Universidade Federal do ABC) Giulliana Mondelli explicou que o aumento de 63 mil metros quadrado de área, apesar de parecer grande, é pouco, e lembrou que a ultima ampliação do aterro foi por meio de alteamento das cotas, que exige muito mais cuidado técnico por conta das características dos resíduos, que mudam ao longo do tempo. “A ampliação por área tem menos riscos”, pontuou.

Giulliana destacou que o prazo de seis anos deve ser usado para que seja encontrada solução para a destinação dos resíduos da cidade, uma vez que essa é a última ampliação possível do equipamento. “Santo André vai precisar de uma nova área para aterro, mesmo que existam alternativas como o incinerador ou aumento da coleta seletiva”, afirmou.

“O município vai se beneficiar se adotar alternativas de gestão de tratamento agora. É preciso ampliar de maneira quantitativa a coleta de recicláveis, aumentando o volume consideravelmente, com mais educação ambiental para a população”, concluiu. Alternativa como incentivo à compostagem de feiras livres também é estratégia citada pela especialista como opção para aumentar o tempo de vida útil do equipamento.

Segundo o Semasa, que opera o aterro de Santo André, o equipamento é um dos mais bem avaliados do Estado, com nota 9,4 concedida pela Cetesb. O local foi aberto em 1986 e hoje também abriga a sede das duas cooperativas de reciclagem da cidade, a CoopCicla e a Cidade Limpa, responsáveis pela triagem e venda de todos os resíduos recicláveis gerados no município. Atualmente, cerca de 19 mil toneladas de resíduos úmidos são coletadas por mês e enviadas para tratamento ambientalmente correto no aterro.

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