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Obra de Calasans Neto pode ser vista no Sesc S.Caetano


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

04/05/2006 | 08:16


José Julio de Calasans Neto foi um mestre baiano da gravura que atuou na renovação da arte moderna na Bahia com Carybé, Mario Cravo, Rubem Valentim e Carlos Bastos. Foi colega de escola do cineasta Glauber Rocha, para quem fez os cenários de seus primeiros filmes e de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964). Para Glauber, fez ainda o cartaz do filme Barravento (1962), que integra a exposição Cinema em Cartaz, reunião de pôsteres do cinema brasileiro feitos por artistas plásticos, que fica até dia 31 deste mês no Sesc São Caetano.

O artista plástico morreu no último domingo, aos 73 anos, devido a complicações decorrentes de uma crise respiratória associada à pneumonia. Era diabético e hipertenso, e estava internado desde o dia 24 de abril por conta de uma isquemia abdominal. Seu corpo foi cremado na manhã do último dia 1º, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Calasans Neto era amigo de Jorge Amado, que o chamava de “um dos baianos fundamentais”. Foi pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo. De Amado ilustrou os livros Tereza Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste; para Ruy Guerra, fez cenários do filme Os Fuzis (1964). Calasans criou também obras públicas entre 1973 e 1997 (escultura em ferro fundido Ode a Jorge Amado, na Ladeira do Abaeté, em Salvador; painel Tereza e Tieta, na Fundação Casa de Jorge Amado; e Sedes Sapientiae, painel para a Universidade Louvain La Neuve, na Bélgica). Entre 1956 e 1974 foi cenógrafo em Salvador das peças Eles Não Usam Black-Tie e Morte e Vida Severina, entre outras, além de A Jogralesca, teatralização de poemas que integrava o movimento de renovação da arte na Bahia, que resultou ainda na revista Mapa, especializada em literatura e artes, com participação dele e de outros artistas.

Calasans nasceu em Salvador em 11 de novembro de 1932. Estudou pintura com Genaro de Carvalho, trocou as telas pela gravura em metal com Mario Cravo Junior, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, mas dedicou-se à gravura em madeira.

Fez exposições individuais no Brasil e em galerias de Inglaterra, Portugal, Venezuela, Espanha, França, Estados Unidos e África. Suas gravuras integram coleções particulares e de museus nesses países

Em suas obras, rompeu com a realidade e a geografia em cenas de atmosferas inventadas e com simbologias e mitos delineados por um desenho vigoroso e personalíssimo.



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Obra de Calasans Neto pode ser vista no Sesc S.Caetano

Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

04/05/2006 | 08:16


José Julio de Calasans Neto foi um mestre baiano da gravura que atuou na renovação da arte moderna na Bahia com Carybé, Mario Cravo, Rubem Valentim e Carlos Bastos. Foi colega de escola do cineasta Glauber Rocha, para quem fez os cenários de seus primeiros filmes e de Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964). Para Glauber, fez ainda o cartaz do filme Barravento (1962), que integra a exposição Cinema em Cartaz, reunião de pôsteres do cinema brasileiro feitos por artistas plásticos, que fica até dia 31 deste mês no Sesc São Caetano.

O artista plástico morreu no último domingo, aos 73 anos, devido a complicações decorrentes de uma crise respiratória associada à pneumonia. Era diabético e hipertenso, e estava internado desde o dia 24 de abril por conta de uma isquemia abdominal. Seu corpo foi cremado na manhã do último dia 1º, no cemitério Jardim da Saudade, em Salvador.

Calasans Neto era amigo de Jorge Amado, que o chamava de “um dos baianos fundamentais”. Foi pintor, gravador, ilustrador, desenhista, entalhador e cenógrafo. De Amado ilustrou os livros Tereza Batista Cansada de Guerra e Tieta do Agreste; para Ruy Guerra, fez cenários do filme Os Fuzis (1964). Calasans criou também obras públicas entre 1973 e 1997 (escultura em ferro fundido Ode a Jorge Amado, na Ladeira do Abaeté, em Salvador; painel Tereza e Tieta, na Fundação Casa de Jorge Amado; e Sedes Sapientiae, painel para a Universidade Louvain La Neuve, na Bélgica). Entre 1956 e 1974 foi cenógrafo em Salvador das peças Eles Não Usam Black-Tie e Morte e Vida Severina, entre outras, além de A Jogralesca, teatralização de poemas que integrava o movimento de renovação da arte na Bahia, que resultou ainda na revista Mapa, especializada em literatura e artes, com participação dele e de outros artistas.

Calasans nasceu em Salvador em 11 de novembro de 1932. Estudou pintura com Genaro de Carvalho, trocou as telas pela gravura em metal com Mario Cravo Junior, na Escola de Belas Artes da Universidade da Bahia, mas dedicou-se à gravura em madeira.

Fez exposições individuais no Brasil e em galerias de Inglaterra, Portugal, Venezuela, Espanha, França, Estados Unidos e África. Suas gravuras integram coleções particulares e de museus nesses países

Em suas obras, rompeu com a realidade e a geografia em cenas de atmosferas inventadas e com simbologias e mitos delineados por um desenho vigoroso e personalíssimo.

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