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Sem aumento real, químicos votam acordo na sexta-feira

Proposta patronal prevê apenas a reposição do INPC acumulado em 12 meses, que deve atingir patamar entre 10% e 10,1%


Fábio Munhoz
Do Diário do Grande ABC

28/10/2015 | 07:00


Em assembleia que será realizada na sexta-feira em Santo André, os trabalhadores da indústria química do Grande ABC votarão a proposta de reajuste salarial oferecida pelas empresas do setor. A oferta patronal prevê apenas a reposição da inflação medida pelo INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) no acumulado de 12 meses até novembro – data-base da categoria, que possui aproximadamente 40 mil empregados na região.

A estimativa é de que o INPC atinja a soma de 10% a 10,1%, percentual que será aplicado aos demais indicadores econômicos, como PLR (Participação nos Lucros e Resultados). Portanto, a proposta dos empresários não prevê aumento real. No início da campanha salarial, a reivindicação era de 15% de elevação.

Mesmo assim, o presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Raimundo Suzart, considera que a contraproposta patronal é satisfatória. “Pelo menos repõe a inflação. Muitas categorias iniciaram as negociações com índice bem inferior”, comenta. Um dos exemplos são os bancários, que reivindicavam 15% de reajuste. Na primeira reunião com representantes das instituições financeiras, foi oferecido índice de 5,5%, posteriormente elevado para 7,5% e 8,75%, até chegar nos 10% finais.

“Considerando o atual momento econômico do País, acho difícil que consigamos avançar muito além disso”, comenta Suzart, que considera que a campanha de 2015 está “bem encaminhada.” Mesmo assim, o sindicalista reconhece a possibilidade, na assembleia, de os participantes votarem pela rejeição do acordo. “Existe a possibilidade de a categoria deliberar pela paralisação, mas entendemos que iríamos enfrentar muitos problemas”, acrescenta. Na Capital, o sindicato local aprovou a proposta na segunda-feira.

Caso os químicos do Grande ABC também votem pela aceitação da oferta patronal, o piso salarial na região subirá para R$ 1.351 (nas empresas com até 49 funcionários) e R$ 1.385 nas demais. Nas fábricas de menor porte, a PLR seria reajustada para R$ 930, enquanto as maiores teriam de pagar R$ 1.030. Todas as cláusulas sociais vigentes serão renovadas, como estabilidade para funcionárias gestantes – desde a comprovação da gravidez até o quinto mês após o parto – e para os empregados em idade de prestação de serviço militar que forem convocados para se alistar. A empresa também deve assegurar o emprego ou o salário para os trabalhadores que tenham pelo menos oito anos de casa e que estejam a 12 meses da aquisição do direito a aposentadoria, seja qual for o tipo obtido junto ao INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).

A assembleia para deliberação da proposta ocorrerá na sexta-feira, às 18h, na sede do Sindicato dos Químicos do ABC, localizado na Avenida Lino Jardim, 401, Vila Bastos, Santo André.

Sindicato negocia PPE com 4 empresas

O presidente do Sindicato dos Químicos do ABC, Raimundo Suzart, negocia com mais quatro empresas do ramo a adesão ao PPE (Programa de Proteção ao Emprego) – plano criado neste ano pelo governo federal que permite ao empregador reduzir o salário e a carga horária dos trabalhadores em até 30%.

Atualmente, apenas uma fábrica do setor na região participa do programa, a Tirreno, de Diadema. A empresa tem cerca de 125 funcionários e produz óleos industriais para o segmento automotivo, como fluído para radiador, produto para não enferrujar o carro e aditivo para gasolina. “Estamos atendendo todas as companhias que têm nos procurado para discutir esse assunto. Entretanto, vemos que muitas delas têm dificuldade para aderir, já que possuem problemas com o Fisco”, reconhece o sindicalista. A legislação que regulamenta o PPE determina que as empresas, para que possam participar do programa, não podem ter dívidas com a União.

Cerca de 24,8 mil trabalhadores da região já estão inclusos no PPE, sendo a maioria vinculada à indústria automotiva. Entre os funcionários que tiveram a carga horária reduzida em razão da crise estão os das montadoras Ford, Mercedes-Benz e Volkswagen, de São Bernardo.

A Medida Provisória que institui o PPE foi aprovada neste mês pela Câmara dos Deputados e segue para votação no Senado. O programa tem previsão de vigência até o fim do ano que vem. 



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