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Superação, amor e música

Priscila Prade/Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Aclamado musical 'O Som e a Sílaba', de Falabella, chega a São Bernardo com personagem autista


Marcela Munhoz

13/08/2018 | 07:00


Muitas crianças com síndrome de Asperger – incorporada ao TEA (Transtorno do Espectro do Autismo) – são inteligentes, talentosas e especializadas em determinada área, como a música. Sarah Leighton é sublime no lírico e, junto da professora de canto Leonor Delise, vive aventura de superação, humor e amor em O Som e Sílaba, opção imperdível na sexta-feira, em São Bernardo.

O musical, escrito e dirigido por Miguel Falabella, foi pensado para as atrizes Alessandra Maestrini (aluna) e Mirna Rubim (professora). “Um privilégio”, segundo Alessandra descreveu ao Diário. “Sempre considerei Miguel um gênio e, quando li o texto, tive a certeza de que estava diante de obra prima. Ficamos emocionados e demos gargalhadas. Saí transformada da leitura, tocada e grata por entrar em contato com algo tão transformador.”

A atriz conheceu o diretor na época em que ele escreveu Bozena, aquela ‘de Pato Branco’ – do seriado Toma Lá da Cá – também especialmente para ela. “Desta vez, mais de uma década de amizade e me conhecendo mais a fundo, este homem ‘luz’ fez o musical por ficar inconformado de o público só me conhecer por causa das palhaçadas na televisão”, diz a atriz, que começou a cursar canto lírico aos 15 anos. Entre um musical e outro, foi preparada pela parceira de palco, Mirna, que, segundo a atriz, “é uma das solistas de maior destaque do meio operístico nacional”.

Mais do que aliar atuação e canto, duas paixões da vida de Alessandra, ela encara um assunto importante: o autismo. “Miguel escreveu esta peça não só para mim, mas por paixão pelo tema. Pesquisou incansavelmente a respeito e eu quis honrar isso”, conta. Para preparar a personagem, viu filmes, séries, vídeos, depoimentos e explorou sites. “Meu maior aprendizado foi conhecer Julia Balducci, cineasta portadora da síndrome de Asperger, assim como minha personagem. Sou essencialmente cinestésica, o que significa que meu aprendizado pela empatia é superior ao visual, mental, teórico ou auditivo.”

Quem assistir ao musical O Som e a Sílaba também vai ter a chance de ver interpretação de músicas lindíssimas. Alessandra conta que, após a peça, muita gente confessa achar que ela estava dublando. “É hilário, mas também temos ouvido frases como ‘Vi meu filho em você’ ou ‘Minha filha se reconheceu’. Tudo é dito com alegria, emoção e gratidão.”

A atriz define o espetáculo como experiência lúdica, mas ao mesmo tempo realista. “É incrível como pode ser tão leve e profundo. É viagem que nos faz achar que conhecemos essas personagens”, finaliza Alessandra, que adianta seus próximos passos. “Meu foco é sair em turnê com o espetáculo. Já começamos a levantar a versão para cinema desta história, aliás. Em novembro devo estrear show, em que quero explorar meu lado autoral, repertório brasileiro e exercer mais da brincadeira acrobata do Show dos Famosos, do Faustão. Me aguardem.”

O Som e a Sílaba – Musical. No Teatro Lauro Gomes – Rua Helena Jacquey, 171, em São Bernardo. Sexta-feira, às 20h30. Ingr.: R$ 35 e R$ 70, no local ou pelo www.bilheteriaexpress.com.br.



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