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‘Ilha dos Cachorros’, segunda animação do aclamado diretor Wes Anderson, chega na quinta-feira


Daniela Pegoraro
Especial para o Diário

18/07/2018 | 07:00


 Na cidade de Megasaki, situada no Japão, os cães sofrem da chamada ‘febre do focinho’. Por ser um local que travou guerra contra os cachorros nos tempos antigos, o atual prefeito da dinastia Kobayashi e a população não hesitam em tomar uma decisão: banir os animais para a ilha de entulho, do outro lado da costa. Um a um, todos os cães são levados para o isolado pedaço de terra. No entanto, o sobrinho do prefeito se rebela e embarca em jornada para resgatar seu cão Spots. Ilha dos Cachorros é a segunda animação do diretor Wes Anderson, que anteriormente emplacou sucesso com O Fantástico Senhor Raposo (2009). O longa tem estreia marcada para quinta-feira.

O jovem sobrinho, ao chegar na ilha, conta com a ajuda de uma matilha de ‘alfas’: Boss, Chief, Duke, King e Rex. Todos os cachorros falam, mas, no início do filme, um aviso explica a dinâmica: os latidos foram traduzidos para nossa língua. As falas dos humanos japoneses, contudo, permanecem em japonês, com eventual presença de intérprete oficial do prefeito Kobayashi.

Em stop-motion (técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias diferentes de um mesmo objeto inanimado para simular seu movimento), a trama da animação se desenrola de modo divertido, mas, ao mesmo tempo, com presença de cenas fortes e sem filtros para amenizar situações. É o tipo de animação de crianças feita para adultos ou de adultos feita para crianças.

As características do diretor aparecem cada vez mais fortes em seus longas. Seu último filme, O Grande Hotel Budapeste (2014), foi vencedor de quatro categorias no Oscar e indicado, no total, para nove. Em Ilha de Cachorros sua estética continua perfeccionista: a fotografia centralizada, a paleta de cores minuciosamente trabalhada, os cortes rápidos dando ritmo à história. A trilha sonora instrumental, por sua vez épica, faz com que a obra ganhe o tom e se aproxime de uma epopeia.

Com cenário e influências do Japão, o próprio Wes Anderson diz ter levado ao filme inspirações dos diretores mais consagrados do país, Akira Kurosawa e Hayao Miyasaki. No entanto, o filme foi criticado pelo modo com que a cultura japonesa é representada: estereotipado, como um cenário meramente estético e exacerbado do que realmente seria o país. De fato, o diretor é marcado por seus personagens caricatos e idealizados.

Recomendado para todas as idades e, principalmente, para os apaixonados pela raça canina, a animação, que abriu o Festival de Berlim deste ano, é de encantar os olhos, os ouvidos e a mente. A história envolve de tal maneira que fica difícil despregar os olhos da tela, provoca múltiplas emoções. Rir ou chorar. Sensações que se tornam cada vez mais próximas uma da outra.



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‘Ilha dos Cachorros’, segunda animação do aclamado diretor Wes Anderson, chega na quinta-feira

Daniela Pegoraro
Especial para o Diário

18/07/2018 | 07:00


 Na cidade de Megasaki, situada no Japão, os cães sofrem da chamada ‘febre do focinho’. Por ser um local que travou guerra contra os cachorros nos tempos antigos, o atual prefeito da dinastia Kobayashi e a população não hesitam em tomar uma decisão: banir os animais para a ilha de entulho, do outro lado da costa. Um a um, todos os cães são levados para o isolado pedaço de terra. No entanto, o sobrinho do prefeito se rebela e embarca em jornada para resgatar seu cão Spots. Ilha dos Cachorros é a segunda animação do diretor Wes Anderson, que anteriormente emplacou sucesso com O Fantástico Senhor Raposo (2009). O longa tem estreia marcada para quinta-feira.

O jovem sobrinho, ao chegar na ilha, conta com a ajuda de uma matilha de ‘alfas’: Boss, Chief, Duke, King e Rex. Todos os cachorros falam, mas, no início do filme, um aviso explica a dinâmica: os latidos foram traduzidos para nossa língua. As falas dos humanos japoneses, contudo, permanecem em japonês, com eventual presença de intérprete oficial do prefeito Kobayashi.

Em stop-motion (técnica que utiliza a disposição sequencial de fotografias diferentes de um mesmo objeto inanimado para simular seu movimento), a trama da animação se desenrola de modo divertido, mas, ao mesmo tempo, com presença de cenas fortes e sem filtros para amenizar situações. É o tipo de animação de crianças feita para adultos ou de adultos feita para crianças.

As características do diretor aparecem cada vez mais fortes em seus longas. Seu último filme, O Grande Hotel Budapeste (2014), foi vencedor de quatro categorias no Oscar e indicado, no total, para nove. Em Ilha de Cachorros sua estética continua perfeccionista: a fotografia centralizada, a paleta de cores minuciosamente trabalhada, os cortes rápidos dando ritmo à história. A trilha sonora instrumental, por sua vez épica, faz com que a obra ganhe o tom e se aproxime de uma epopeia.

Com cenário e influências do Japão, o próprio Wes Anderson diz ter levado ao filme inspirações dos diretores mais consagrados do país, Akira Kurosawa e Hayao Miyasaki. No entanto, o filme foi criticado pelo modo com que a cultura japonesa é representada: estereotipado, como um cenário meramente estético e exacerbado do que realmente seria o país. De fato, o diretor é marcado por seus personagens caricatos e idealizados.

Recomendado para todas as idades e, principalmente, para os apaixonados pela raça canina, a animação, que abriu o Festival de Berlim deste ano, é de encantar os olhos, os ouvidos e a mente. A história envolve de tal maneira que fica difícil despregar os olhos da tela, provoca múltiplas emoções. Rir ou chorar. Sensações que se tornam cada vez mais próximas uma da outra.

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