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PMDB segura vice
para amarrar aliados

André Henriques/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Sigla almeja contar com o PSB como parceiro de
Paulo Skaf na disputa pelo governo de São Paulo


Gustavo Pinchiaro
do Diário do Grande ABC

15/02/2014 | 07:06


 Em meio a discussões que tendem a definir o cenário eleitoral na disputa pelo Palácio dos Bandeirantes em outubro, o PMDB optou por definir o nome que ocupará a vice na chapa do virtual candidato, o presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf, em maio. Até lá, a vaga e a legenda para disputar uma cadeira no Senado serão usadas para negociar coalizões com outros partidos.

O PSB, que optou por lançar candidatura própria e deixar de apoiar a tentativa de reeleição do governador Geraldo Alckmin (PSDB), está na mira dos peemedebistas. Os socialistas serão procurados com prioridade para formar uma eventual parceria que pode incluir a vice ou o aval para disputa de senador. A avaliação de que o bloco capitaneado pelos tucanos perdeu um aliado importante aumenta as chances de levar o pleito para o segundo turno.

Presidente estadual do PSB, o deputado federal Márcio França se coloca como o nome do partido para tentar chegar ao comando do governo paulista. O parlamentar estava fechado com o PSDB e era o principal nome para ocupar a vice de Alckmin. A estratégia, porém, foi desfeita por pressão da Rede – legenda aliada capitaneada pela ex-senadora Marina Silva, que não conseguiu se regulamentar perante a Justiça eleitoral –, a qual classificava a aliança com os tucanos como incoerente.

Skaf esteve ontem em Mauá para entrega de reformas na unidade local do Sesi e evitou comentar sobre movimentações políticas. “Por enquanto, o PMDB, o PT e o PSDB pretendem ter candidatos a governador. Ainda não se oficializaram as candidaturas. Existe muita conversa ocorrendo, mas nenhuma definição. Em São Paulo não seremos aliados do PT e a disputa com todos será feita de maneira saudável”, comentou.

A última sondagem de intenções de votos divulgada pelo Datafolha em dezembro apontou o peemedebista na segunda posição com 19%, atrás de Alckmin, com 43% , seguido pelo ex-prefeito da Capital Gilberto Kassab (PSD), com 8%, e pelo ex-ministro da Saúde Alexandre Padilha (PT), com 4%. O cenário ainda não considerava o PSB.

Skaf tentou desviar de questionamentos sobre a previsão do rumo das eleições. As hipóteses de ele disputar o segundo turno com Alckmin e receber apoio do PT, ou o contrário, por exemplo, foram ignoradas. “Não tem nenhuma conversa em relação a isso. Vamos disputar as eleições”, resumiu.

O pré-candidato destacou o processo de reestruturação que o PMDB passa em São Paulo como força para ir ao pleito. Na região, os peemedebistas se fortaleceram na eleição de 2012 com a conquista de duas prefeituras – São Caetano (Paulo Pinheiro) e Ribeirão Pires (Saulo Benevides). “O PMDB está passando por um processo de renovação em todo o Estado. Temos 90 prefeitos, 80 vice-prefeitos e 700 vereadores”, afirmou Skaf.

 

Skaf entrega reformas no Sesi e faz debate com pais e alunos

 

O presidente da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo), Paulo Skaf (PMDB), entregou ontem a reforma da unidade de Mauá do Sesi na presença dos prefeitos Paulo Pinheiro (PMDB-São Caetano) e Gabriel Maranhão (PSDB-Rio Grande da Serra) e dos deputados federal Hélcio Silva (PT) e estadual Vanessa Damo (PMDB).

Durante o evento, Skaf promoveu uma discussão de quase uma hora com pais e alunos da unidade sobre o modelo de ensino. O peemedebista convidou estudantes a subir no palco e em outras oportunidades caminhou entre a plateia para escolher o entrevistado. A prática, segundo ele, ocorre há muito tempo, antes mesmo de ter filiação política. “Faço isso há muito tempo. Estamos discutindo o ensino para melhorar a qualidade”, afirmou.

Por conta da exposição em meios de comunicação e campanhas lideradas pela Fiesp, Skaf foi acusado pelo PSDB de se promover à custa da entidade. “Isso é muito comum nos Estados Unidos. Eu sou o porta-voz da Fiesp, lá fora todas as empresas têm seus porta-vozes, é comum”, justificou. Virtual candidato ao Palácio dos Bandeirantes, o peemedebista atrelou a atitude dos tucanos ao seu potencial eleitoral. “O PSDB está apavorado, estão apelando para o tapetão”, comentou.

 

GANHOS

A unidade do Sesi em Mauá, que atende a 1.658 estudantes, ganhou laboratórios de informática e ciência e tecnologia, entre outros ajustes, como a construção de uma sala multidisplinar e refeitório. O investimento foi de R$ 12,4 milhões.

Na ocasião, Skaf também assinou a adesão das prefeituras de Rio Grande da Serra, Ribeirão Pires e Mauá no PAF (Programa Sesi Atleta do Futuro). O projeto atende a mais de 74 mil crianças entre seis e 17 anos, em 181 municípios paulistas. O objetivo é formar e integrar novos atletas nas mais diversas modalidades esportivas.



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